Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Keith Jarrett & Chick Corea interpretam MOZART(K.365:3.Allegro)

A centralidade do homem (Editorial)

Um mote eficaz para uma mensagem que se deve ler com atenção. O convite a preservar a criação para cultivar a paz não é de facto mais um apelo em chave ecológica, mas antes uma nova reflexão, em continuidade com a tradição cristã, que gira em volta de um conceito muito claro: a centralidade do homem, ou seja, do ser humano (varão e mulher) criado por Deus à sua imagem.

Também na questão ambiental devem portanto ser rejeitados o ecocentrismo e o biocentrismo, visões que propendem a absolutizar o próprio ambiente ou a vida animal e vegetal. Com a consequência de abrir o caminho a "um novo panteísmo com tonalidades neopagãs", como explicitamente denuncia o documento papal.

No centro do texto que Bento XVI propõe para o próximo dia mundial da paz permanece ao contrário a mensagem da narração bíblica sobre as origens do mundo, com o mandato de cultivar e preservar a terra. Uma tarefa que é confiada àquela criatura cuja centralidade, não obstante a culpa originária, brilha nos textos sagrados judaicos e cristãos, já no século II sintetizada na expressão de Ireneu, querida a Paulo VI, que identificava a glória de Deus isto é, a sua presença no ser humano vivo (gloria Dei vivens homo). "O que é o homem para dele Te recordares", pergunta de facto o salmista a Deus com admiração. Paralelamente ao do homem, na mensagem do Papa volta com insistência como motivo condutor o tema da responsabilidade em relação à criação. Em continuidade com o ensinamento dos seus predecessores e em particular de Paulo VI, na Populorum progressio e na Octogesima adveniens, e de João Paulo II Bento XVI admoesta com realismo que a exploração desconsiderada da natureza corre o risco de arrasar o próprio homem, vítima desta "degradação". E a análise face à crise, como na Caritas in veritate, é mais uma vez realista quando recorda os "prófugos ambientais", a miopia económica e política de muitos, mas também a ocasião que a própria crise pode oferecer para mudar, sem se abandonar a catastrofismos não provados e contudo estéreis.

Eis então a evocação do tema da salvaguarda da criação com o convite muito realista a prever as suas despesas "em termos ambientais e sociais" que devem ser avaliadas ressalta a mensagem "como uma voz essencial da cifra global da própria actividade económica". Por fim e sobretudo o tema da responsabilidade em relação aos mais pobres e às gerações futuras, com a exortação a novos estilos de vida. Porque a criação, iluminada por Cristo, é um dom de Deus à inteira família humana.

Giovanni Maria Vian - Director

(© L'Osservatore Romano - 19 de Dezembro de 2009)

L'Osservatore Romano edição em língua portuguesa de 19-XII-2009

Reconhecidas as virtudes heróicas de Pio XII e João Paulo II, assim como o martírio do Padre Popieluszko


Vídeo em espanhol

A Igreja reconhece oficialmente “as virtudes heróicas” de Eugénio Pacelli e de Karol Wojtyla - os Papas Pio XII e João Paulo II, abrindo assim o caminho para os respectivos processos de beatificação. De facto, em audiência pessoal ao arcebispo D. Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Bento XVI autorizou a publicação de uma série de vinte e um decretos, dez dos quais relativos ao reconhecimento de milagres atribuídos à intercessão de outros tantos Beatos ou Veneráveis; um relativo ao martírio do Servo de Deus, padre Jorge Popieluszko, polaco; e finalmente outros dez decretos sobre as virtudes heróicas de dez Servos de Deus, entre os quais Pacelli e Wojtyla.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Bento XVI – “Os santos constituem o presente e o futuro da Igreja e da sociedade”


Vídeo em espanhol

Os santos não são gente do passado, mas sim o presente e o futuro da Igreja e da sociedade: sublinhou Bento XVI, recebendo neste sábado, no Vaticano, os membros e colaboradores da Congregação para as Causas dos Santos, liderados pelo respectivo Prefeito, o arcebispo Angelo Amato. O Papa evocou o quadragésimo aniversário da instituição, da parte de Paulo VI, deste dicastério da Cúria Romana, conferindo-lhe a sua forma actual, mais orgânica e moderna, para concretizar aquele discernimento que a Igreja, desde as origens, pôs em acto para reconhecer a santidade dos seus filhos. Um “serviço à edificação do Povo de Deus”, “significativo contributo para a obra da evangelização”:

“Quando a Igreja venera um Santo, anuncia a eficácia do Evangelho e descobre com alegria que a presença de Cristo no mundo, reconhecida e adorada na fé, é capaz de transfigurar a vida do homem, produzindo frutos de salvação para toda a humanidade”.

Aliás, observou ainda o Papa, “cada beatificação e canonização é, para os cristãos, um forte encorajamento a viver com intensidade e entusiasmo o seguimento de Cristo, caminhando para a plenitude da existência cristã e para a perfeição da caridade”.

“Os Santos – sinal daquela radical novidade que o Filho de Deus, com a sua incarnação, morte e ressurreição, inseriu na natureza humana, e insignes testemunhas da fé - não são representantes do passado, mas constituem o presente e o futuro da Igreja e da sociedade”.

Bento XVI prosseguiu fazendo alusão à sua última Encíclica – “Caritas in veritate” (caridade na verdade): “Eles [os santos] realizaram em plenitude aquela caritas in veritate que é o sumo valor da vida cristã, e são como as faces de um prisma, sobre as quais, com variadas diferenciações, se reflecte a única luz que é Cristo”.

O Papa observou ainda que a vida de cada santo, de qualquer parte da terra, apresenta sempre “duas significativas constantes”. Por um lado, o facto de a sua relação com o Senhor nunca ser repetitiva, exprimindo-se em “modalidades autênticas, vivas e originais, brotando de um diálogo com o Senhor intenso e envolvente, que valoriza e enriquece mesmo as formas externas”. Além disso, na vida destes nossos irmãos e irmãs, “vem ao de cima a contínua busca da perfeição evangélica, a recusa da mediocridade e a tensão em direcção à total pertença a Cristo”.

Na parte final do discurso que dirigiu aos membros e colaboradores da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa referiu-se à oportunidade espiritual e pastoral que constitui o longo processo que do reconhecimento da heroicidade das virtudes ou do martírio conduz depois à beatificação e finalmente, quando é o caso, à canonização:

“No itinerário para o reconhecimento da santidade, emerge uma riqueza espiritual e pastoral que abrange toda a comunidade cristã. A santidade – isto é, a transfiguração das pessoas e das realidades humanas à imagem de Cristo ressuscitado - representa o objectivo último do plano de salvação divina, como recorda o apóstolo Paulo: ‘Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação’.”

(Fonte: site Radio Vaticana)