Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Toque a rebate

Os números do desemprego continuam a registar subidas alarmantes. Em Fevereiro, foram mais 60 mil a inscrever-se nos centros de emprego. O número de despedimentos efectuado subiu para 12 mil, o que significa mais do que 74 por cento do que no ano anterior.As nuvens que pesam sobre empresas, como a Quimonda (que no próximo sábado vai fechar as portas sem que haja garantias de as vir a reabrir) tornam evidente o perigo de constituição de bolsas regionais de desemprego onde o risco já não é de recessão profunda, mas de depressão.

Em Vila do Conde, mais de mil empregos dependem desta única empresa, mas há muitos mais que lhe estão indirectamente associados. Em Setúbal, onde a Autoeuropa ainda parece estar a salvo, a crise do sector da construção, da pesca e do pequeno comércio é já dramática. A fome regressou à Península. Os fundos de emergência da diocese foram de novo accionados. Ali, como em Braga e um pouco por todo o país.

A degradação da qualidade do tecido social está à vista. O risco de explosão social também. O Estado pode e deve fazer mais. Mas, por muito que faça, não vai bastar. Resta à sociedade civil meter mãos à obra. A Cáritas, como muitas outras instituições da Igreja, ou o Banco Alimentar estão no terreno. No Porto, desde ontem, há nova sopa dos pobres. Mas ninguém pode sentir-se à margem deste esforço de reconstrução nacional. É disso que se trata. De um toque a rebate à solidariedade nacional.


Graça Franco

(Fonte: site RR)

A Vida vencerá


Em que consiste realmente um aborto? Porquê aumentou vertiginosamente o número de abortos no mundo nos últimos meses? Que interesses existem por detrás desta promoção e o que é que podemos fazer?

Com o título “A vitória será da vida” a Fundação EUK Mamie na Espanha apresenta uma nova produção que oferece respostas a algumas destas perguntas. Com um DVD que informa sobre a realidade do aborto, o tema é tratado com um tom positivo e cheio de esperança, à semelhança do tom com que o Servo de Deus, João Paulo II, escreveu a Encíclica "Evangelium vitae". De facto o título foi tomado dos números 25 e 26 deste documento: “A vitória será da vida […] Na realidade, não faltam prenúncios desta vitória.”

A responsável pela Televisão H.M., a Irmã Teresa Pérez do “Hogar de la Madre” disse que a ideia de lançar uma nova produção nasceu “ante a inquietante realidade de ameaça contra a vida humana não só em Espanha mas a nível mundial.”

Actualmente debate-se em Espanha a ampliação da lei do aborto, que no caso de ser aprovada será uma das leis abortivas mas radicais e violentas da Europa. Por esta razão, numerosos responsáveis de movimentos a favor da vida e da família quiseram participar no vídeo.

Realizou-se mil cópias do DVD para distribuir de forma gratuita; também está disponível no site da Fundação:
http://www.hogardelamadre.org ou www.eukmamie.org/index.php/television.


(Fonte: H2O News)

25º Aniversário da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria celebrado em Fátima

À vossa protecção vos acolhemos, Santa Mãe de Deus!

A emoção e a alegria estavam estampadas nos rostos dos peregrinos que esta manhã em Fátima participaram na renovação da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, precisamente 25 anos após a deslocação da Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima ao Vaticano, a pedido do Papa João Paulo II, para o Acto de Entrega a Nossa Senhora, em união com os bispos do mundo.

A renovação do Acto de Consagração teve lugar na Capelinha das Aparições, após a celebração da Eucaristia, na Igreja da Santíssima Trindade.

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, que presidiu, acompanhado de D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima, e de vinte sacerdotes, voltou-se para a Imagem de Nossa Senhora e, usando as mesmas palavras que João Paulo II usara em 1984, consagrou a humanidade à Virgem Mãe.

A uma só voz, os peregrinos e sacerdotes presentes na Capelinha juntaram-se ao Bispo de Leiria-Fátima e todos, também de joelhos, rezaram a Nossa Senhora, seguindo o texto que tinha sido distribuído ao início da manhã em uma pequena pagela evocativa da efeméride.

“Que se revele, uma vez mais, na história do mundo a infinita potência salvífica da Redenção:
a força infinita do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!”, foram as palavras finais da consagração, exactamente as mesmas que foram proferidas na Praça de S. Pedro, a 25 de Março de 1984.

Após este comovente e solene momento, ressoou no Recinto do Santuário o cântico “Totus tuus, Maria”, o lema de João Paulo II: “Todo Teu, Maria”.

“É com todo o gosto, diria mesmo, é com todo o gozo que hoje Nossa Senhora me concede poder renovar a consagração do mundo ao Seu Imaculado Coração com as mesmas palavras do amado Papa João Paulo II”, afirmara D. António Marto momentos antes, durante a Eucaristia, ocasião em que sublinhou a importância do gesto que se seguiria.

“A razão porque queremos renovar a consagração é em atitude de acção de graças porque a partir dessa consagração (de 1984) começaram a cair os muros e as resistências ao anúncio da fé cristã”, disse.

Na mesma homilia, disse também que a consagração “não é só levarmos as preocupações do mundo para o Coração da Mãe, mas é nós colocarmo-nos, nós mesmos, também nesse coração, para nos implicarmos e para recebermos Dela as suas palavras ‘Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará”.


LeopolDina Reis Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima

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Aproveitar a vida

“Provavelmente Deus não existe. Deixa de preocupar-te e aproveita a vida”. Este anúncio anda a circular no exterior de alguns autocarros em Inglaterra e Espanha. Com a globalização, é provável que, em pouco tempo, vejamos autocarros com esta mensagem nas nossas cidades. Temos de estar muito agradecidos. Finalmente, alguém “descobriu” por que motivo nos preocupamos tanto. O nosso “problema” é que acreditamos em Deus. No dia em que deixarmos de lado essa “superstição”, seremos verdadeiramente “livres”. Poderemos, por fim, aproveitar a nossa vida.

Com esta campanha, tenta transmitir-se a ideia de que sem Deus uma pessoa vive muito melhor. Mas será verdadeiramente assim? Será que aqueles que têm fé são infelizes? Será que são pessoas que não sabem aproveitar a vida? É razoável acreditar em Deus, ou é uma atitude própria de gente fanática e pouco inteligente? Podem parecer perguntas demasiadamente radicais – mas não são poucas as pessoas que, nos dias de hoje, se questionam deste modo.

Temos necessidade de pensar sobre Deus para encontrar o sentido da nossa vida. Quem sou eu? Donde venho? Para onde vou? Porque existe o mal? Que haverá para além desta vida? No nosso coração “arde” uma exigência de sentido. Além disso, a realidade da morte torna urgente a resposta à pergunta sobre o sentido da vida. Dessa resposta depende directamente o modo como vivemos o nosso dia a dia e o modo como olhamos para o nosso futuro.

A fonte do desespero, muitas vezes, está em considerar que a vida carece de sentido. Que caminhamos para o vazio, para o nada, para o absurdo. O ateísmo pode parecer uma atitude romântica e libertadora. No entanto, não é assim. Sem Deus, a vida perde o seu sentido último. O único que passa a ter sentido é aproveitar ao máximo o momento presente. “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Este acaba por ser o modo de viver daqueles que pensam que a morte é o fim de tudo e que a vida carece de sentido.

Pelo contrário, a fé em Deus permite ao homem “resolver” os problemas do mal, do sofrimento e do sentido da vida. É também base segura para defender a dignidade, igualdade e liberdade de todos os homens. Sem Deus, tais valores acabam por estar apoiados numa areia movediça. Quando são úteis numa situação concreta, defendem-se com ardor. Quando “incomodam”, passa-se por cima deles em nome de uma liberdade mal entendida.

A fé é também fonte de alegria. Uma alegria que alivia e refresca a alma, com frequência carregada pelo esforço de viver. A fé é a única porta nesta Terra que permite entrar no mistério de Deus. No acto de fé, cada um de nós realiza a decisão mais livre e libertadora da existência. Só em Deus podemos encontrar a verdadeira resposta para o “mistério” da nossa vida. No fundo, ao contrário do que diz o anúncio, são aqueles que têm fé que aproveitam melhor a sua vida. Porque são conscientes do sentido último que ela tem.


Pe. Rodrigo Lynce de Faria