Uma vez disse ao Santo Padre João XXIII, movido pelo encanto afável e paterno do seu trato: “Santo Padre, na nossa Obra, todos os homens, católicos ou não, encontraram sempre um ambiente acolhedor: não aprendi o ecumenismo de Vossa Santidade”. Ele riu-se emocionado, porque sabia que, já desde 1950, a Santa Sé tinha autorizado o Opus Dei a receber como associados Cooperadores os não católicos e até os não cristãos.
São muitos, efectivamente – e entre eles contam-se pastores e até bispos das suas respectivas confissões –, os irmãos separados que se sentem atraídos pelo espírito do Opus Dei e colaboram nos nossos apostolados. E são cada vez mais frequentes – à medida que os contactos se intensificam – as manifestações de simpatia e de cordial entendimento, resultantes de os sócios do Opus Dei centrarem a sua espiritualidade no simples propósito de viver com sentido de responsabilidade os compromissos e exigências baptismais do cristão. O desejo de procurar a plenitude da vida cristã e de fazer apostolado, procurando a santificação do trabalho profissional; a vida imersa nas realidades seculares, respeitando a sua própria autonomia, mas tratando-as com espírito e amor de almas contemplativas; a primazia que na organização dos nossos trabalhos concedemos à pessoa, à acção do Espírito nas almas, ao respeito da dignidade e da liberdade que provêm da filiação divina do cristão.
(Temas Actuais do Cristianismo, 22 – São Josemaría Escrivá)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Começa hoje a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se concluirá no próximo domingo, 25 de Janeiro. No hemisfério sul, no sulco do novenário proclamado pelo Papa Leão XIII no final do século XIX, a oração pela unidade dos cristãos será recitada entre a Ascensão e o Pentecostes. Contudo, o tema bíblico é comum para todos. No corrente ano, ele foi sugerido por um grupo ecuménico da Coreia e tirado do livro do profeta Ezequiel: "Que sejam um só na tua mão" (Ez 37, 17). Acolhamos também nós este convite e rezemos com maior intensidade para que os cristãos caminhem de modo resoluto para a plena comunhão entre si. Dirijo-me particularmente aos católicos espalhados pelo mundo a fim de que, unidos na oração, não se cansem de trabalhar para superar os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo. O compromisso ecuménico é ainda mais urgente hoje, para dar à nossa sociedade, marcada por conflitos trágicos e por divisões dilacerantes, um sinal e um impulso para a reconciliação e a paz. Concluiremos esta Semana de Oração na Basílica Papal de São Paulo fora dos Muros, com a celebração das Vésperas no próximo domingo, memória da Conversão de São Paulo, que fez da unidade do corpo de Cristo um núcleo essencial da sua pregação.
“Santo Padre foi inspirado pelo desejo de que se chegue em breve à completa reconciliação e à plena comunhão"
O Santo Padre retirou a excomunhão aos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X ordenados por D. Marcel Lefebrvre em 1988. O comunicado foi divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
O pedido de remoção da excomunhão fora feito através de uma carta a 15 de Dezembro de 2008, escrita pelo superior-geral, D. Bernard Fellay, em nome dos outros três bispos da Fraternidade excomungados há 20 anos: D. Bernard Tissier de Mallerais, D. Richard Williamson e D. Alfonso del Gallareta.
Na carta de Dezembro passado, D. Bernard Fellay escrevia: "Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com espírito filial. Nós acreditamos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas e, por isso, a situação actual provoca em nós muita dor”.
Segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgado neste sábado "Bento XVI procurou sempre recompor a ruptura com a Fraternidade, inclusive encontrando pessoalmente D. Bernard Fellay a 29 de Agosto de 2005. Naquela ocasião, o Sumo Pontífice manifestou a vontade de proceder gradualmente e em tempos razoáveis neste caminho e agora, benignamente, mediante Decreto da Congregação para os Bispos com data 21 de Janeiro de 2009, retira a excomunhão que pesava sobre os mencionados prelados. Nesta decisão, o Santo Padre foi inspirado pelo desejo de que se chegue em breve à completa reconciliação e à plena comunhão".
(Fonte: site Radio Vaticana)
O pedido de remoção da excomunhão fora feito através de uma carta a 15 de Dezembro de 2008, escrita pelo superior-geral, D. Bernard Fellay, em nome dos outros três bispos da Fraternidade excomungados há 20 anos: D. Bernard Tissier de Mallerais, D. Richard Williamson e D. Alfonso del Gallareta.
Na carta de Dezembro passado, D. Bernard Fellay escrevia: "Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com espírito filial. Nós acreditamos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas e, por isso, a situação actual provoca em nós muita dor”.
Segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgado neste sábado "Bento XVI procurou sempre recompor a ruptura com a Fraternidade, inclusive encontrando pessoalmente D. Bernard Fellay a 29 de Agosto de 2005. Naquela ocasião, o Sumo Pontífice manifestou a vontade de proceder gradualmente e em tempos razoáveis neste caminho e agora, benignamente, mediante Decreto da Congregação para os Bispos com data 21 de Janeiro de 2009, retira a excomunhão que pesava sobre os mencionados prelados. Nesta decisão, o Santo Padre foi inspirado pelo desejo de que se chegue em breve à completa reconciliação e à plena comunhão".
(Fonte: site Radio Vaticana)
Bento XVI exorta os jornalistas católicos a não cederem a compromissos mas a terem a coragem da coerência
A coragem da coerência com os próprios valores, também a custo de pagar pessoalmente, e dialogo com o mundo laico á procura de valores partilhados: são as indicações oferecidas por Bento XVI numa carta aos jornalistas da União católica da imprensa italiana que nestes dias celebrou em Roma o seu congresso nacional, por ocasião dos 50 anos de fundação.
O Papa manifesta o seu apreço pelo serviço precioso que esta organização ofereceu ao longo dos seus 50 anos, á Igreja e ao país. Neste período – salienta - muitas coisas mudaram. De maneira mais visível em sectores como a ciência, a tecnologia, a economia e a geopolítica; de maneira menos visível, mas mais profunda e também mais preocupante - sublinha Bento XVI – no âmbito da cultura corrente, na qual parece estar notavelmente enfraquecido, juntamente com o respeito pela dignidade da pessoa, o sentido dos valores como a justiça, a liberdade, a solidariedade, que são essenciais para a sobrevivência da sociedade. Ancorado a um património de princípios enraizados no Evangelho, o trabalho dos jornalistas católicos – afirmou o Santo Padre – resulta hoje ainda mais árduo : ao sentido de responsabilidade e ao espírito de serviço devem de facto juntar-se uma cada vez mais acentuada capacidade profissional e juntamente uma grande capacidade de diálogo com o mundo laico á procura de valores que sejam partilhados. Os jornalistas católicos - acrescenta o Papa – encontrarão tanto mais facilmente escuta, em particular entre os laicos, quanto mais coerente for o seu testemunho, embora silencioso, sem rótulos, mas cheio de substancia e inspirado nos valores da fé. Trata-se de uma tarefa cada vez mais exigente, na qual os espaços de liberdade são muitas vezes ameaçados e os interesses económicos e políticos predominam não poucas vezes sobre o espírito de serviço e sobre o critério do bem comum.
Por isso Bento XVI exorta os jornalistas católicos a não cederem a compromissos mas a terem a coragem da coerência, também a custo de pagar pessoalmente: a serenidade da consciência – conclui o Santo Padre não tem preço.
(Fonte: site Radio Vaticana)
O Papa manifesta o seu apreço pelo serviço precioso que esta organização ofereceu ao longo dos seus 50 anos, á Igreja e ao país. Neste período – salienta - muitas coisas mudaram. De maneira mais visível em sectores como a ciência, a tecnologia, a economia e a geopolítica; de maneira menos visível, mas mais profunda e também mais preocupante - sublinha Bento XVI – no âmbito da cultura corrente, na qual parece estar notavelmente enfraquecido, juntamente com o respeito pela dignidade da pessoa, o sentido dos valores como a justiça, a liberdade, a solidariedade, que são essenciais para a sobrevivência da sociedade. Ancorado a um património de princípios enraizados no Evangelho, o trabalho dos jornalistas católicos – afirmou o Santo Padre – resulta hoje ainda mais árduo : ao sentido de responsabilidade e ao espírito de serviço devem de facto juntar-se uma cada vez mais acentuada capacidade profissional e juntamente uma grande capacidade de diálogo com o mundo laico á procura de valores que sejam partilhados. Os jornalistas católicos - acrescenta o Papa – encontrarão tanto mais facilmente escuta, em particular entre os laicos, quanto mais coerente for o seu testemunho, embora silencioso, sem rótulos, mas cheio de substancia e inspirado nos valores da fé. Trata-se de uma tarefa cada vez mais exigente, na qual os espaços de liberdade são muitas vezes ameaçados e os interesses económicos e políticos predominam não poucas vezes sobre o espírito de serviço e sobre o critério do bem comum.
Por isso Bento XVI exorta os jornalistas católicos a não cederem a compromissos mas a terem a coragem da coerência, também a custo de pagar pessoalmente: a serenidade da consciência – conclui o Santo Padre não tem preço.
(Fonte: site Radio Vaticana)
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