Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

“Jesus ainda está à procura de pousada”

Não me afasto da mais rigorosa verdade se vos digo que Jesus continua agora a buscar pousada no nosso coração. Temos de Lhe pedir perdão pela nossa cegueira pessoal, pela nossa ingratidão. Temos de Lhe pedir a graça de nunca mais Lhe fechar a porta das nossas almas.

O Senhor não nos oculta que a obediência rendida à vontade de Deus exige renúncia e entrega porque o amor não pede direitos: quer servir. Ele percorreu primeiro o caminho. Jesus, como obedecestes Tu? Usque ad mortem, mortem autem crucis, até à morte e morte de Cruz. É preciso sair de nós mesmos, complicar a vida, perdê-la por amor de Deus e das almas... Tu querias viver e que nada te acontecesse; mas Deus quis outra coisa... Existem duas vontades: a tua vontade deve ser corrigida para se identificar com a vontade de Deus, e não torcida a de Deus para se acomodar à tua.

Com alegria, tenho visto muitas almas que jogaram a vida – como Tu, Senhor, "usque ad mortem"! – para cumprir o que a vontade de Deus lhes pedia, dedicando os seus esforços e o seu trabalho profissional ao serviço da Igreja, pelo bem de todos os homens.

Aprendamos a obedecer, aprendamos a servir. Não há maior fidalguia do que entregar-se voluntariamente ao serviço dos outros. Quando sentimos o orgulho que referve dentro de nós, a soberba que nos leva a pensar que somos super-homens, é o momento de dizer que não, de dizer que o nosso único triunfo há-de ser o da humildade. Assim nos identificaremos com Cristo na Cruz, não aborrecidos ou inquietos, nem com mau humor, mas alegres, porque essa alegria, o esquecimento de nós mesmos, é a melhor prova de amor.


(Cristo que passa, 19 – S. Josemaría Escrivá de Balaguer)

domingo, 28 de dezembro de 2008

O Espírito e a Igreja - Editorial

Foi uma longa reflexão sobre a fé cristã isto é, sobre a presença do Espírito de Deus e a responsabilidade da Igreja o discurso de Bento XVI para os bons votos à Cúria romana. Precisamente o habitual encontro com os seus colaboradores mais próximos permitiu que o Papa reflectisse sobre o ano que está para terminar. Contudo, as palavras do Bispo de Roma não foram de circunstância, mas um verdadeiro contributo para a reflexão, que deve ser considerado se se quiser deveras compreender as intenções de Bento XVI e da sua Igreja, talvez até para a criticar.

Todavia, isto não acontece sempre: aliás, com frequência não há vontade alguma de compreensão e prefere-se aproveitar a ocasião para polémicas tão ásperas como preconceituosas, mas sobretudo, sem fundamento real. O que deseja a Igreja? Simplesmente o que sempre procurou este é o sentido da tradição e da sua continuidade, desde a presença do apóstolo Paulo até aos ensinamentos dos Papas mais recentes ou seja, permitir, naturalmente com as suas imperfeições humanas, que a graça de Deus "se torne cada vez mais visível".

Por isso o Bispo de Roma fala e viaja, a Santa Sé e a Igreja intervêm de diversos modos como "força espiritual" que indica o caminho. Sem querer impor algo, mas propondo e reflectindo. E é singular que uma instituição, em geral apontada como máquina de poder obscurantista e cruel, seja acusada frequentemente como acontece sobre as questões da origem e do fim da vida, desde as manipulações genéticas até aos sinais da morte de ser dogmática justamente no momento em que propõe debater.

Bento XVI recordou as suas viagens, a Jornada Mundial da Juventude e o Sínodo sobre a Palavra de Deus: episódios diferentes mas ligados entre si pelo facto de que a Igreja vive também hoje a presença do Espírito, como no Pentecostes de há quase vinte séculos. Deus fala e está presente também hoje e a Igreja quer escutá-lo e convidar cada ser humano a escutá-lo, ou pelo menos a considerá-lo. Mas a fé fundada na encarnação do Filho de Deus tem necessidade de ver e de tocar. Eis então o verdadeiro sentido do Dia de Sidney: não foi um festival de rock ao redor de um Papa protagonista como o apresentam inclusive algumas "vozes católicas", mas uma celebração longamente preparada e que está destinada a continuar; definitivamente é um evento no qual se considera de maneira séria a questão de Deus e a presença do Espírito criador. E o abrir-se a Deus ou pelo menos à sua possibilidade, mas uma possibilidade que não é insensata tem consequências: sobre a atitude em relação à criação e a uma matéria "estruturada de modo inteligente" e sobre a necessidade de uma "ecologia do homem". Ela não deriva de uma "metafísica superada", afirmou com exactidão Bento XVI, que explicou mais uma vez o modo como ela provém de uma escuta da "linguagem da criação". Na rejeição da ideologia do gender, que nega o ser humano como homem e mulher, e portanto nega a sexualidade. Sim, o Espírito de Deus entrou na história e oferece a sua alegria. Compete a cada ser humano prestar atenção a isto.


Giovanni Maria Vian (Director)

Bento XVI - “A família é certamente uma graça de Deus, que deixa transparecer aquilo que Ele próprio é: Amor”

A família de Jesus, modelo para todas as famílias cristãs é modelo de amor conjugal, de colaboração, de sacrifício, de confiança na Providencia Divina, de laboriosidade e solidariedade; por outras palavras -comenta Bento XVI.- de todos aqueles valores que a família guarda e promove, contribuindo de maneira primária a formar o tecido de cada sociedade.

Foi o que afirmou o Santo Padre neste Domingo antes da recitação do Angelus e antes de dirigir a sua saudação aos participantes na jornada da família, organizada em Madrid pela Igreja espanhola.

A família é certamente uma graça de Deus, que deixa transparecer aquilo que Ele próprio é: Amor. Um amor plenamente gratuito, que sustenta a fidelidade sem limites, até mesmo nos momentos de dificuldade e de abatimento. Estas qualidades encontram-se de maneira eminente na Sagrada Família, na qual Jesus veio ao mundo e cresceu cheio de sabedoria, com os cuidados cheios de desvelo de Maria e a custódia fiel de São José.

Queridas famílias, não deixeis que o amor, a abertura á vida e aos laços incomparáveis que unem o vosso lar se enfraqueçam. Pedi – o constantemente ao Senhor, rezai unidos, para que os vossos propósitos sejam iluminados pela fé e corroborados pela graça divina no caminho para a santidade. Desta maneira, com a alegria vosso partilhar tudo no amor, dareis ao mundo um lindo testemunho de quanto é importante a família para a pessoa humana e para a sociedade. O Papa está ao vosso lado, rezando especialmente por todos aqueles que em cada família têm maiores necessidades de saúde, trabalho, conforto e companhia.

Bento XVI recordou depois que de 14 a 18 de Janeiro de 2009 terá lugar em Cidade do México o VI encontro mundial das famílias. E pediu orações por este importante acontecimento eclesial, confiando ao Senhor cada família, especialmente aquelas mais provadas pelas dificuldades da vida e da chaga da incompreensão e da divisão..O Redentor, nascido em Belém conceda a todos a serenidade e a força de caminhar unidos no caminho do bem. O Papa manifestou preocupação pelo aumento das formas de trabalho precário e fez um apelo para que as condições de trabalho sejam sempre dignas para todos.

Bento XVI salientou-o recordando como na noite de Natal de 1968 o Papa Paulo VI celebrou a Missa no estabelecimento siderúrgico Ilva de Taranto no sul da Itália onde hoje o bispo diocesano comemora aquele acontecimento.Ocorre também neste dia 28 o centenário do trágico terramoto que atingiu Messina na Itália meridional, destruindo-a quase inteiramente e ceifando milhares de vítimas.

Os habitantes da cidade não se deixaram abater e sustentados por uma extraordinária solidariedade levantaram-se outra vez.
A cem anos de distância Bento XVI quis enviar aos habitantes de Messina um pensamento afectuoso com os votos de que nos seus corações arda sempre a esperança cristã.

(Fonte: site Radio Vaticana, foto site ABC)

Missa da Família - Madrid, Festa da Sagrada Família


Família - Intervenção de D. Javier Echevaría em 2007 (espanhol)