Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
“Quem socorre o pobre socorre Cristo” – Bento XVI em apelo contra a fome
“Em Itália celebra-se hoje (ontem Domingo) o Dia de Acção de Graças que este ano tem por tema: 'Tive fome e destes-me de comer'. Uno a minha voz à dos Bispos Italianos que a partir destas palavras de Jesus, chamam a atenção para o grave e complexo problema da fome, que se tornou mais dramático devido ao aumento de preços de alguns alimentos básicos.
A Igreja, enquanto repropõe o princípio ético fundamental do destino universal dos bens, coloca-o em prática, a exemplo do Senhor Jesus, com múltiplas iniciativas de partilha.
Rezo pelo mundo rural, especialmente pelos pequenos cultivadores dos países em vias de desenvolvimento. Encorajo e abençoo a todos os que trabalham para que não falte uma alimentação sã e adequada a ninguém: quem socorre o pobre, socorre o próprio Cristo.”
(Fonte: H2O News)
As exigências de um verdadeiro perdão
(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
São Leão Magno (390-461) - Papa e Doutor da Igreja

Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar…
Invoca Deus, cerra os punhos, sorri… E recomeça!
"Felizes, vós, os pobres" comentário ao Evangelho do dia (? cerca de 461)
Contudo, não podemos duvidar de que os pobres adquirem mais facilmente do que os ricos o bem que é esta humildade porque, para esses, a mansidão é uma amiga na sua indigência, enquanto para estes o orgulho é o companheiro da sua opulência. No entanto, também em muitos ricos se encontra essa disposição de alma que os leva a usar a abundância não para se incharem de orgulho, mas para exercer a bondade e que considera entre os maiores benefícios aquilo que é dispendido para aliviar a miséria e o sofrimento dos outros. A todos os tipos e classes de homens é concedido terem parte de tal virtude, porque podem ser ao mesmo tempo iguais na intenção e diferentes na fortuna; não importa quanto diferem em recursos terrestres homens que consideramos iguais em bens espirituais. Feliz, pois, aquela pobreza que não se prende ao amor das riquezas temporais; ela não deseja aumentar a sua fortuna neste mundo, mas ambiciona tornar-se rica em bens celestes.
São Leão Magno
domingo, 9 de novembro de 2008
Angelus – O Santo Padre alude a diversos acontecimentos incluindo o da Festa da Dedicação da Basílica de Latrão em Roma
Diversas e importantes intenções foram evocadas pelo Papa, neste domingo ao meio-dia, na Praça de São Pedro, antes e depois da recitação das Ave Marias, com os milhares de pessoas ali congregadas e muitas outras em ligação directa através da rádio e da televisão.Na alocução introdutória ao Angelus, Bento XVI ilustrou a celebração litúrgica deste dia 9 de Novembro: a festa da dedicação da basílica de São João de Latrão, catedral de Roma. Nas saudações que se seguiram à oração mariana, o Papa começou por evocar com pesar os 70 anos do início da perseguição aos judeus, na Alemanha, e lembrou também com preocupação os confrontos e atrocidades que têm tido lugar na região de Kivu-norte, da República Democrática do Congo.
“Ocorre hoje o septuagésimo aniversário daquele triste acontecimento que se verificou na noite de 9 para 10 de Novembro de 1938, quando se desencadeou a fúria nazista contra os judeus. Foram atacadas e destruídas lojas, escritórios, habitações e sinagogas, foram também mortas numerosas pessoas, dando-se início à perseguição sistemática e violenta dos judeus alemães, que culminou na Shoah.
Ainda hoje me faz sofrer aquilo que aconteceu naquela trágica circunstância cuja memória deve servir a fazer com que nunca mais se repitam semelhantes horrores e as pessoas se empenhem, a todos os níveis, contra qualquer forma de anti-semitismo e de discriminação, educando sobretudo as jovens gerações ao respeito e ao acolhimento recíproco. Convido também a rezar pelas vítimas de então e a unir-vos a mim no manifestar profunda solidariedade com o mundo judaico”.
O Papa recordou depois as “inquietantes notícias” que continuam a chegar da região do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. “Sangrentos confrontos armados e atrocidades sistemáticas provocaram e continuam a provocar numerosas vítimas entre os civis inocentes; destruições, saques e violências de todo o género constrangeram outras dezenas de milhares de pessoas a abandonar mesmo aquele pouco que tinham para sobreviver”.
Calcula-se que os prófugos sejam actualmente mais de um milhão e meio – recordou o Papa.“A todos e a cada um desejo exprimir a minha particular proximidade, ao mesmo tempo que encorajo e bendigo quantos se estão empenhando em aliviar os seus sofrimentos, entre os quais menciono em particular os agentes pastorais daquela Igreja local”.Bento XVI apresentou os seus pêsames às famílias enlutadas, assegurando a sua oração de sufrágio e concluiu com um apelo:
“Renovo o meu fervoroso apelo para que todos colaborem em restabelecer a paz naquela terra desde há demasiado tempo martirizada, no respeito da legalidade e sobretudo da dignidade da pessoa humana”.
Na alocução antes do Angelus, o Papa comentou a celebração do dia: a dedicação da Basílica de Latrão, considerada “mãe e cabeça de todas as igrejas da Cidade de Roma e de todo o mundo. Trata-se, de facto, da primeira basílica a ser construída, depois do Édito do imperador Constantino que, em 313, concedeu aos cristãos a liberdade de praticar a sua religião. Ao lado foi construído a residência do bispo de Roma, onde os Papas viveram até ao século XIV. A festa da dedicação desta basílica, inicialmente celebrada só na cidade de Roma, foi estendida a todas as Igrejas de rito romano, no século XVI.
“Honrando o edifício sagrado, entende-se exprimir amor e veneração pela Igreja romana que, como afirma santo Inácio de Antioquia, preside à caridade de toda a comunidade católica. Nesta solenidade a Palavra de Deus recorda uma verdade essencial: o templo de tijolos é símbolo da Igreja viva, a comunidade cristã, que já os Apóstolos Pedro e Paulo, nas suas cartas, entendiam como ‘edifício espiritual’, construído por Deus com as ‘pedras vivas’ que são os cristãos, sobre o único alicerce que é Jesus Cristo, comparado por sua vez à ‘pedra angular.”
“A beleza e a harmonia das igrejas, destinadas a dar louvor a Deus, convida também a nós, seres humanos, limitados e pecadores, a convertermo-nos para formar um “cosmos”, uma construção bem ordenada, em estreita comunhão com Jesus, o verdadeiro Santo dos Santos”
“A festa de hoje celebra um mistério sempre actual: que Deus quer edificar para si no mundo um templo espiritual, uma comunidade que o adore em espírito e verdade. Mas esta ocorrência recorda-nos também a importância dos edifícios materiais, nos quais se reúnem as comunidades para celebrar os louvores de Deus. Cada comunidade tem portanto o dever de conservar cuidadosamente os seus edifícios sagrados, que constituem um precioso património religioso e histórico”.
(Fonte: site Radio Vaticana)