Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Bento XVI – Audiência Geral de hoje prosseguiu a sua catequese sobre São Paulo


Mais de vinte mil pessoas participaram, nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, sob um sol outonal, à audiência geral com o Papa, que prosseguiu a catequese que tem vindo a desenvolver sobre o Apóstolo dos Gentios, neste “Ano Paulino”.

Depois de ter falado, nas semanas passadas, sobre o encontro de Paulo com Cristo ressuscitado, no caminho de Damasco, Bento XVI deteve-se a considerar qual foi o conhecimento que aquele teve da existência terrestre de Jesus. Antes de mais, recordou, há que ter presente a distinção que o próprio Apóstolo faz do conhecer “segundo a carne” ou “segundo o Espírito”. Foi sobretudo através da comunidade cristã que Paulo conheceu o Jesus terrestre. Podemos distinguir três formas de se lhe referir.

Há referências explícitas a certos acontecimentos – como a Última Ceia ou a função de Pedro, assim como citações de palavras de Jesus. Além disso, em certas passagens das Cartas de Paulo, podemos entrever alusões à tradição atestada nos Evangelhos sinópticos. Finalmente, há também importantes consonâncias entre o pensamento de Paulo e a pregação de Jesus – por exemplo sobre o Reino de Deus. A propósito da identidade de Jesus – observou o Papa – note-se que Paulo não fala d’Ele como “Filho do homem”, nem o classifica como “mestre” ou “profeta”, como fazem os Evangelhos. Para Paulo, Jesus é muito mais do que isso: Ele é “o Senhor”. São Paulo não pensa em Jesus como alguém do passado. Para ele, Jesus Cristo é antes de mais a vida da nossa vida, aqui e agora. Uma magnífica mensagem para nós!

Entre as saudações dirigidas, em várias línguas, aos diversos grupos presentes nesta audiência geral, não faltou uma em português:

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos os presentes, mormente os grupos paroquiais referidos de Itapecerica da Serra, Monte Sião e São Paulo, no Brasil. Bem-vindos a Roma! Pisais terra santa, banhada pelo sangue dos mártires. Quiseram obrigá-los a deixar Cristo para salvarem a vida, mas eles responderam que a sua vida era Cristo; e, certos disso, preferiram Cristo à própria vida. Possa a mesma certeza iluminar a vida de cada um de vós e dos vossos familiares, que de coração abençoo.


(Fonte: site Radio Vaticana)

Luz...

«Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanhanem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa».
«Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus».


(S. Mateus 5,14-16)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Regina Coeli C-Dur KV276 – W.A. Mozart (interpretação de grande qualidade)

Regina caeli, laetare, alleluia:

Quia quem meruisti portare. alleluia,

Resurrexit, sicut dixit, alleluia,

Ora pro nobis Deum, alleluia.

“A nossa Mãe espera a prenda diária do nosso terço bem rezado”

É atribuído a João XXIII o dito de que “o pior terço é aquele que não se reza”. Longe estava o santo antecessor de Bento XVI de considerar esta devoção mariana, tão cara a Nossa Senhora, como uma forma de oração menor.

Pelo contrário, sempre a louvou e a praticou com constância e amor. Ficou célebre, num consistório de cardeais que se efectuou nos princípios da década de noventa, a sua atitude de filho de Maria, que gostava de agradar e falar com a sua Mãe. O Santo Padre estava presente em quase todas as sessões, a que, obviamente, presidia. Numa delas, depois de várias horas de comunicações e intervenções dos ilustres purpurados, João Paulo II, discretamente, pegou no seu terço e começou a passar as contas...

Há gente que considera o terço uma sensaboria, uma maneira primária de rezar, enfim, uma sistemática repetição das mesmas coisas, que dificilmente tem sentido. Conta-se, a este respeito, que um bispo americano, que orientava um jovem rapaz de boa formação e prática católica, assistiu ao começo do namoro deste seu amigo com uma moça de outra confissão cristã diferente, como tantas que existem nesse país. A pouco e pouco, a amizade entre os três foi-se sedimentando.

Um dia, na ausência do rapaz, a rapariga disse de modo delicado ao prelado: “Tenho muita dificuldade em entender como rezam os católicos. Por exemplo, o terço. Repetem Ave-marias sobre Ave-marias. Estarão com atenção? É isso rezar?... Há-de convir que, pelo menos, é uma prática maçadora e aborrecida...”

A conversa ficou-se por aí. Encontrando-se os dois nas mesmas circunstâncias algum tempo depois, o bispo perguntou-lhe: “Já viste hoje o teu namorado?” “Estive com ele só um bocadinho, da parte da manhã...”. “E de que é que falaram?” “Muito simples: como não tínhamos mais tempo, ele disse-me que gostava muito de mim...”. “E tu gostaste?” “Claro, respondeu a rapariga, é o que ele me diz sempre quando não há tempo para mais...” “E tu gostas disso?” “Com certeza. É o meu namorado...” “É curioso. A mim isso parece-me algo assim como o terço. Repete-se sempre a mesma coisa...” E acrescentou, olhando-a com um sorriso: “Hás-de convir que, pelo menos, é uma prática maçadora e aborrecida...”

Claro que não achava maçadora e aborrecida a forma como o namorado a tratava, quando tinham pouco tempo para se verem. Esta observação serviu-lhe para compreender que o terço não é um mero papaguear de fórmulas e cultivar a distracção. Se se reza com amor, vai directo ao Coração de Maria, que está cheio de misericórdia e poder de intercessão. Foi o princípio da sua conversão ao catolicismo.

E deve ser uma oração esforçada e bem rezada. Lembremos a censura maternal da Senhora de Fátima aos três pastorinhos, que rezavam o terço sintético apenas dizendo, em cada mistério, “Ave-Maria” dez vezes, enunciavam o “Glória” e, por fim o “Pai-nosso”, para se livrarem dessa obrigação que os pais lhes recomendavam, e terem assim mais tempo para brincar. Maria “ralhou-lhes”, como Mãe, e, a partir daquele momento, passaram a rezar as contas como devia ser, isto é, dizendo as orações completas que ele comporta.

Mês de Outubro, Mês do Rosário. A nossa Mãe espera a prenda diária do nosso terço bem rezado. E se não nos for possível alguma vez completar esta oração, que tenhamos com ela algum pormenor de amor: um pequeno sacrifício, um mistério do terço, uma Ave-Maria muito compenetrada. E porque não? Rezarmos, nas nossas casas, em família, o terço ou qualquer outra oração que reúna todos os membros à volta da Virgem do Rosário.


(Pe. Rui Rosas da Silva – Prior da Paróquia de Nossa Senhora da Porta Céu em Lisboa in Boletim Paroquial de Outubro, selecção do título da responsabilidade do autor do blogue)

Avareza

«Não podeis servir a Deus e ao dinheiro»

«Vós pretendeis passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; o que é excelente segundo os homens é abominação diante de Deus»

(S. Lucas, 16, 13, 14)