Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 27 de julho de 2022

São Tito Brandsma †1942

Tito Brandsma foi um padre carmelita, professor universitário, escritor, ecumenista, respei­tado conferencista e jornalista na Holanda.


Foi preso em 19 de janeiro de 1942 por falar contra o regime nazi e trabalhar para alinhar os jornais católicos do país com os ensinamentos da Igreja sobre o nazismo.


Na época, o regime nazi ocupava a Holanda, terra natal do padre Brandsma, e tentava alinhar seu povo com o dogma nazista. Brandsma foi finalmente morto no campo de concentração de Dachau em 26 de julho de 1942.


“Esta é uma notícia que esperávamos há muito tempo e que vem como resultado do reconhecimento da Igreja da santidade e testemunho de Titus Brandsma”, disse o Pa­dre Míceál O'Neill, O. Carm., Prior geral da Ordem Carmelita. “É significativo que te­nhamos esta celebração em um momento em que a verdade e a integridade estão sofrendo seriamente nos grandes conflitos que agora ameaçam a paz do mundo.”


Como professor, conferencista e jornalista, Brandsma era bem conhecido na Holanda e tinha-se manifestado contra a filosofia nazista nas suas aulas e discursos, antes e durante a Segunda Guerra Mundial.


Como assistente eclesiástico da União de Jornalistas Católicos, visitou editoras católi­cas, em todo o país, em nome dos bispos católicos para os incentivar a permanecerem firmes contra a impressão de propaganda nazista.


Como presidente da União das Escolas Católicas, trabalhou para derrubar a exigência nazi de expulsar as crianças judias das escolas. Ignorou os regulamentos nas escolas carmelitas. Protestou ainda, quando o governo cortou os salários dos professores em 40%.

As suas opiniões sobre o nazismo eram bem conhecidas na Holanda e dentro do esta­blishment nazista. Foi apelidado de "o pequeno papagaio-do-mar perigoso".


Para os jornalistas católicos, tornou-se um modelo de vocação jornalística, convicção ética e compromisso com a verdade. Por isso, em 1988, a União Católica Internacional de Jornalistas (UCIP) criou o Prémio Titus Brandsma, que é concedido, a cada três anos, a jornalistas ou organizações que se destacam pelo compromisso com o valor da busca da verdade.


Brandsma recebeu vários prémios ao longo de sua vida, incluindo o título de Reitor Magnífico da Universidade Católica de Nijmegen e a “Ordem do Leão Holandês” da Rainha Wilhelmina, pelos seus ministérios altruístas.


Recebeu também muitos testemunhos, após sua morte, de pessoas de todas as religi­ões. Todos refletem que Brandsma manteve a esperança entre pessoas de todas as religiões, mesmo nas horas mais sombrias dos campos de concentração.


Entre os muitos testemunhos poderosos da exemplaridade cristã de Brandsma nos campos está o de um pastor protestante: Posso atestar que Titus Brandsma era um filho de Deus pela graça de Jesus Cristo.


Outros falaram de um respeito e afeição geral por Brandsma pela sua maneira descon­traída e amigável. "Ele não conhecia ódio nem aversão, nem impaciência nem aspe­reza."

Ecologia e cristianismo

Parece-me claro que, de facto, é o homem que ameaça retirar o sopro vital à natureza. E que a poluição do ambiente exterior que observamos é o espelho e o resultado da poluição do ambiente interior, à qual não prestamos suficiente atenção. Julgo que é também o que falta aos movimentos ecológicos.

Combatem com uma paixão compreensível e justificada a poluição do ambiente; mas a poluição espiritual que o homem provoca em si mesmo continua a ser tratada como um dos direitos da liberdade. Há aqui uma incoerência. Queremos afastar a poluição mensurável, mas não tomamos em consideração a poluição espiritual do homem e a figura da Criação que nele se encontra [...]; muito pelo contrário, defendemos tudo o que a arbitrariedade humana produz, com base num conceito completamente falso de liberdade.

Enquanto sustentarmos essa caricatura de liberdade, quer dizer, a liberdade de uma destruição espiritual interior, continuarão inexoravelmente os seus efeitos exteriores.

Julgo que devemos refletir sobre isto. Não é apenas a natureza, que tem as suas regras e as suas formas de vida, que temos de respeitar, se quisermos viver dela e nela, mas também o homem, que é interiormente uma criatura e está sujeito à ordem da Criação: não pode fazer de si mesmo tudo o que quiser, como lhe apetecer. Para que o homem possa viver a partir do interior, tem de aprender a reconhecer-se como criatura e tem de tomar consciência de que nele deve existir, por assim dizer, a pureza interior devida ao facto de ser criatura: a ecologia espiritual. Se este elemento fundamental da ecologia não for compreendido, tudo o mais se desenvolverá num sentido negativo.

A Epístola aos Romanos diz isso muito claramente no capítulo oitavo. Diz que Adão, ou seja, o homem interiormente poluído, trata a criação como um escravo, a espezinha; a criação geme sob ele, por causa dele, através dele. E hoje ouvimos o gemido da criação como nunca antes o tínhamos ouvido. São Paulo acrescenta que a criação espera a manifestação dos filhos de Deus e que respirará aliviada quando surgirem pessoas nas quais transpareça a luz de Deus. Só então a criação poderá voltar a respirar.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘O sal da terra’ – págs. 183-184)

terça-feira, 26 de julho de 2022

Ġorġ Preca (Santo de Malta - São Jorge Preca)

Nascimento:   12:02.1880, em Valletta, Malta
Morte:            26.07.1962, (82 anos) em Santa Venera, Malta
Beatificação:   09.05.2001, Floriana, Malta por São João Paulo II
Canonização    03.06.2007, Vaticano por Papa Bento XVI
Festa litúrgica: 09 de Maio

Jorge Preca (em maltês: Ġorġ Preca) foi um sacerdote católico maltês. Em Malta, é carinhosamente conhecido como "Dun Ġorġ" e é popularmente chamado de "Segundo Apóstolo de Malta".

Cresceu em Valletta, perto do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, onde recebeu o escapulário. Ao sentir o chamamento divino ao sacerdócio entrou para o seminário maior da diocese e estudou filosofia e teologia. Foi ordenado padre no dia 22 de Dezembro de 1906.

Logo após a ordenação começou a sua missão reunindo ao seu redor um pequeno grupo de jovens, imprimindo nos seus corações os princípios morais, o temor de Deus e a consciência do infinito amor que Deus nutre pela humanidade. Com este grupo iniciou posteriormente a "Sociedade de Doutrina Cristã", que comumente é conhecida como MUSEUM (iniciais de "Magister, Utinam Sequatur Evangelium Universus Mundus" = "Senhor, que o mundo inteiro siga o Evangelho"). Cada membro desta sociedade deve buscar a perfeição cristã, tendo como modelo o Cristo Crucificado. A sua vida de íntima união com Cristo na Igreja fortalece-se pela participação activa dos sacramentos, pela mortificação e renúncia de si para cumprir a vontade de Deus, bem como pela direcção espiritual e oração unida ao trabalho quotidiano.

Espiritualidade
O padre Jorge conseguiu reelaborar as muitas formas de espiritualidade existentes para o bem espiritual de sua sociedade. A vida e a espiritualidade de São Vicente de Paulo, São Felipe Néri, Santo Afonso Maria de Liguori, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz foram muito estudadas por ele. O pensamento central de sua espiritualidade e teologia foi a encarnação: «E o Verbo se fez carne» (João 1:1).

Relação com os carmelitas
Desde criança usou o escapulário. Já adulto quis comprometer-se mais no seguimento a Maria e por isso entrou para a Ordem Terceira do Carmo. Foi inscrito na mesma em Santa Venera no dia 21 de Julho de 1918 e professou no dia 26 de Setembro do ano seguinte. Sempre se sentiu membro da família carmelita até mesmo ao ponto de muitas vezes, nos seus escritos, se apresentar como carmelita, utilizando seu nome de terciário (Franco) em lugar do seu. Foi afiliado à Ordem do Carmo pelo Prior-geral Kilian Lynch.

O padre Preca viveu os últimos anos de sua vida em Santa Venera, na paróquia dos carmelitas, onde antes de passar para a vida eterna foi confortado com os santos sacramentos pelo padre Kilian Azzopardi, O. Carm.

António Mexia Alves

Dia dos avós - Um tesouro do qual a Igreja não pode privar os netos

No dia 26 de Julho, a Igreja Católica celebra a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus, motivo pelo qual a Conferência Episcopal Argentina, através da Área de Idosos do Secretariado Nacional, promove o costume de comemorar e homenagear neste dia os avôs e avós.

O organismo episcopal motiva este esforço no magistério do Papa, que vê nos avós um tesouro do qual os netos não podem ser privados, assim como na pastoral que o Conselho Pontifício para a Família vem impulsionando nestes últimos anos.

Este organismo do Vaticano dedicou precisamente o ano de 2008 aos avós, na sua 18ª Assembleia Plenária, com o tema: “Avós: seu testemunho e presença na família”.

O encontro pretendeu sublinhar o papel de coesão, de apoio e sustento aos netos, de mediação nas relações entre cônjuges e nas relações entre pais e filhos, desempenhado pela geração mais idosa dentro do núcleo familiar.

No discurso que Bento XVI dirigiu aos participantes da assembleia, no dia 5 de Abril desse ano, pediu que se promovesse o acolhimento dos avós, definindo-os como “um tesouro que não podemos tirar às novas gerações, sobretudo quando dão testemunho de fé”.

O então Papa recordou que “a Igreja sempre teve em relação aos avós uma atenção particular, reconhecendo-lhes uma grande riqueza sob o perfil humano e social, assim como sob o religioso e espiritual”.

Por isso, pediu que “os avós voltem a ser presença viva na família, na Igreja e na sociedade. No que diz respeito à família, os avós continuem a ser testemunhas de unidade, de valores originais sobre a fidelidade a um único amor que gera a fé e a alegria de viver”.

Por estes motivos, o organismo episcopal argentino sugere que se promova nas dioceses a comemoração do Dia dos Avós, tanto nas famílias como nas paróquias, escolas e instituições; e para este fim, deixou-se à criatividade das comunidades as formas de realizar a celebração.

(Fonte: ‘Zenit’ com adaptação de JPR)

Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora

Uma tradição do segundo século afirma que os pais de Nossa Senhora, e avós de Jesus, chamavam-se Joaquim e Ana. Conforme uma lenda da Idade Média, Joaquim e Ana viviam humilhados porque não tinham filhos. Eram estéreis. Joaquim dirigiu-se então para o deserto, e ali passou, 40 dias em jejum e oração. Ao terminar os 40 dias, apareceu-lhe um anjo anunciando que teriam um filho. De facto, nasceu-lhes uma filha, à qual deram o nome de Maria.

A devoção de Santa Ana ou Sant'Ana remonta ao século VI, no Oriente. No Ocidente data de século X. A devoção a São Joaquim é mais recente.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)