Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 25 de março de 2022

S. Josemaría sobre a Festa da Anunciação do Senhor

Festa da Anunciação do Senhor. “Como nos encanta o episódio da Anunciação! Maria (quantas vezes o meditámos!) está recolhida em oração...; põe os seus cinco sentidos e todas as suas potências em diálogo com Deus... Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração torna-a vida da sua vida. Não te esqueças do exemplo da Virgem!”, escreve num ponto de Sulco.

A Anunciação do Senhor

Como nos encanta o episódio da Anunciação! Maria (quantas vezes o meditámos!) está recolhida em oração...; põe os seus cinco sentidos e todas as suas potências em diálogo com Deus... Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração torna-a vida da sua vida. Não te esqueças do exemplo da Virgem! (Sulco 481)

Não esqueças, meu amigo, que somos crianças. A Senhora do doce nome, Maria, está recolhida em oração.

Tu és, naquela casa, o que quiseres ser: um amigo, um criado, um curioso, um vizinho... – Eu, por agora, não me atrevo a ser nada. Escondo-me atrás de ti e, pasmado, contemplo a cena:

O Arcanjo comunica a sua mensagem... - Quomodo fiet istud, quoniam virum non cognosco? - Como se fará isso, se não conheço varão? (Lc 1, 34).

A voz da nossa Mãe traz à minha memória, por contraste, todas as impurezas dos homens..., as minhas também.

E como odeio, então, essas baixas misérias da terra!... Que propósitos!

Fiat mihi secundum verbum tuum.
Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc I, 38). Ao encanto destas palavras virginais, o Verbo se fez carne.

Vai terminar a primeira dezena... Ainda tenho tempo para dizer ao meu Deus, antes de qualquer mortal: Jesus, amo-Te (Santo Rosário. Iº mistério gozoso).

São Josemaría Escrivá

quinta-feira, 24 de março de 2022

Escala de valores

A Jesus Cristo que é Deus na Santíssima Trindade em unidade com o Pai e o Espírito Santo amamos incondicionalmente e sabemos que jamais fez ou fará nada de errado, pelo que nem nos passa pela cabeça criticá-Lo, mas sim louvá-Lo e dar-Lhe graças por tudo. Ele é Filho de Deus Pai que se fez Homem para nos redimir e salvar, pelo que não gostamos de ouvir os que O ofendem, e tantos que o fazem infelizmente.

À família, sobretudo a mais próxima, e à Igreja, amamos muito, somos capazes de criticá-la em privado, mas não gostamos que a ataquem em público mesmo quando erra, porque estando no mais intimo do nosso coração preferimos guardar os erros dentro dele e rezar para que se corrijam.

Que o Senhor nos ajude e ilumine a assim proceder hoje e sempre,

JPR

segunda-feira, 21 de março de 2022

S. BENTO, ASTRO BRILHANTE DA IGREJA E DA CIVILIZAÇÃO

1. Fulgurante de luz, Bento de Núrcia, glória da Itália e de toda a Igreja, resplandece como astro na escuridão da noite. Quem pacientemente estudar a sua gloriosa vida e entrar, à luz da história, no tempestuoso tempo em que viveu, há-de sentir, indubitavelmente, a realidade da promessa que o Senhor deixou aos Apóstolos e a sociedade que fundara: "Estarei convosco, todos os dias, até a consumação dos tempos" (Mt 27,20). Sentença e promessa que jamais perderá, por certo, a sua actualidade, porque se envolve no curso dos séculos, que a divina Providência governa e encaminha. Com efeito, quando são mais audazes e agressivos os inimigos da religião e mais temerosos os baixios em que se agita a nau Vaticana de Pedro, quando tudo, finalmente, se vai, a desmoronar, e já pereceu de todo a esperança humana, então, precisamente, o amigo que não falta, o divino consolador, dispensador dos tesouros celestiais, Jesus Cristo, aparece para reconstituir as fileiras abaladas, com novos contingentes de atletas, que saiam a defender em campo a república cristã, que a reintegrem como antigamente e que, se puder ser, com o auxílio da graça, a enriqueçam de novas conquistas.

2. Entre esses atletas, refulge com luz particular "Bento, que duplamente o foi: por graça e de nome". Por especialíssimo desígnio da Providência, salientava-se nas trevas do século o santo patriarca, à hora precisa em que a situação da Igreja e dos povos atravessava uma crise profunda. O império romano, que atingira o apogeu da glória, estendendo-se, por efeito duma política justa e moderada, aos povos mais diversos, a ponto de afirmar um dos seus escritores "que melhor que império chamar-se-lhe-ia padroado da terra", como tudo que é humano, tinha declinado para o ocaso. Debilitado e corrompido por dentro, esfacelado, por fora, pelas repetidas incursões dos bárbaros que desciam do setentrião, o Ocidente afundava-se na mais completa ruína. Nesta horrível procela, cheia de perigos e destroços, donde surgiria à humanidade a esperança de auxílio, a garantia de salvar da voragem, intactas ao menos, as relíquias do seu património? Da Igreja católica. Com efeito, todos os empreendimentos e instituições, baseados unicamente no arbítrio dos homens, que reciprocamente se sucedem e engrandecem, no rodar do tempo, vêem, em virtude da própria fragilidade essencial, decair e arruinar-se. A Igreja, porém, possui, derivante do próprio fundador, a propriedade de fruir da vida divina, dum vigor incessante que lhe permite sair da luta com os homens e as coisas sempre vencedora, apta para arrancar, ainda do entulho, uma idade nova e mais feliz e reagregar os povos, com o influxo dos princípios cristãos, numa sociedade rejuvenescida.

3. Por isso, na provável ocorrência do XIV centenário da morte do santo patriarca, em que coroado de méritos e esgotado de trabalhos despendidos em prol de Deus e dos homens, venturosamente passou deste exílio da terra à pátria celeste, houvemos por bem, veneráveis irmãos, salientar, ainda que resumidamente, nesta nossa carta encíclica o momentoso papel que desempenhou na reintegração e reforma das coisas do seu tempo.

Pio XII – excerto Carta Encíclica “Fulgens Radiatur” – 21 de Março de 1947

Nota: S. Bento foi proclamado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI na Carta Apostólica “Pacis nuntius” de 24 de Outubro de 1964