Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 23 de janeiro de 2022

FESTA LITÚRGICA DO CASAMENTO DE MARIA E SÃO JOSÉ

Em 23 de janeiro de 1961, durante o pontificado de João XXIII, a Santa Sé estabeleceu a festa do casamento da Virgem Maria e de São José. É uma oportunidade para todos os casais renovarem seus votos de matrimônio e também para relembrar a importância do casamento cristão, único em seu gênero.
Se pensarmos na situação da sociedade no advento do cristianismo, a posição da Igreja foi nada menos do que inovadora, emancipada e contracorrente do que dizia respeito ao casamento. A Igreja sustentava que este sacramento devia ser uma escolha livre e, portanto, poderia ocorrer única e exclusivamente com o consentimento de ambos os cônjuges. A liberdade de escolha das mulheres de hoje parece óbvia, mas no passado, especialmente antes do cristianismo, a mulher era considerada inferior ao homem e tratada como escrava e objeto de prazer.
Francesco Agnoli, numa interessante publicação de 2010, Inquérito sobre o cristianismo, examina a história dos cristãos e da Igreja destacando o seu contributo para o desenvolvimento da civilização ocidental. No terceiro capítulo, intitulado Cristianismo e mulheres, Agnoli mostra minuciosamente, através de uma análise um tanto única, que graças à Igreja Católica a mulher está agora livre de muitas restrições e imposições, tais como, precisamente, a de não poder escolher livremente com quem se casar ou não. Na Antiguidade, era o pai quem decidia quem iria desposar sua filha, o que ainda acontece em países não católicos, como, por exemplo, a Índia.
A Igreja, de acordo com os ensinamentos de Cristo, promoveu com ousadia e firmeza uma imagem da mulher diferente do pensamento corrente, segundo a qual o homem e a mulher são diferentes porque são parte um do outro, dois seres vivos com os mesmos direitos. Neste sentido, o historiador Jacques Le Goff nos lembra que, no quarto concílio de Latrão (1215), a Igreja formalizou definitivamente o casamento, declarando que ele “não pode ser realizado sem que haja o acordo pleno dos dois adultos envolvidos”. Uma posição de vanguarda para a época. O casamento se torna assim impossível sem o consentimento mútuo, e, para que ele aconteça, a Igreja faz todo o possível, como estabelecer os chamados “proclames”, a presença de “testemunhas”, o “processo matrimonial” usado pelas autoridades eclesiásticas para verificar ou não a autenticidade do pedido de casamento dos noivos, e, finalmente, o consenso final. Tudo isto continua em uso ainda hoje.
Pode-se, portanto, compreender a importância e a singularidade do matrimônio cristão, não só do ponto de vista religioso, mas também da perspectiva histórica e social. Assim, a celebração do casamento da Virgem Maria e de São José assume um valor fundamental para os cristãos. O caráter virginal atesta a perfeita comunhão de mentes entre os dois esposos santos, apesar da ausência do ato sexual. Com isso, compreende-se que o casamento cristão não é reduzido ao ato físico entre homem e mulher, embora ele seja um dever e um momento belíssimo de comunhão entre o casal, mas que a verdadeira união acontece somente através de Jesus Cristo. Somente com Cristo é possível acolher plenamente o outro, doar-se livremente e, portanto, amar-se.
“Nenhum casal é chamado ao matrimônio exclusivamente para a sua satisfação. Todo casal é um dom para a Igreja e para o mundo, a fim de serem os cônjuges um ícone vivo de Cristo, que ama a sua esposa, a Igreja, e se sacrifica por ela, até o lenho da cruz”.
Na Igreja de São Carlos Borromeo, em Londres, está exposto um ícone moderno de rara beleza e particularmente interessante, chamado Notre Dame Alliance, que abrange toda a teologia, o significado e o pensamento da Igreja Católica sobre o mistério esponsal. O ícone mostra dois cônjuges abraçados pela Virgem Maria, com as mãos apoiadas delicadamente sobre seus ombros para simbolizar a Igreja que acolhe em seu próprio seio a noiva e o noivo, tal como uma mãe, acompanhando-os sem forçá-los. No meio, entre os dois, está Cristo, “sempre presente no coração da sua Igreja”, segurando a mão dos dois cônjuges como quem acalma seus medos e ansiedades e os fortalece.
No casamento, o casal faz um pacto com Deus para a vida toda, em que a Igreja atua como um intermediário, uma testemunha e uma avalista, que acompanha e dá apoio, como mãe, para a noiva e o noivo em sua nova situação, oferecendo-lhes como presentes a Eucaristia e a Palavra de Deus, sem a qual não se pode viver a vida cristã e menos ainda o casamento. Germano Pattaro, sacerdote veneziano, dizia que “Deus visita o casal no seu matrimônio, não quer faltar a este evento, faz parte da comunhão de amor estabelecida pelo Senhor com todos os cristãos a partir do momento do batismo”.
Em essência, este sacramento se baseia, para os cristãos, “na sua própria rocha, que é Jesus Cristo”. Se Jesus Cristo está presente como rocha da salvação, então a morte não prevalecerá.
Eis que por isto a festa de casamento da Virgem Maria e de São José, cônjuges e família por excelência, imagem perfeita de Deus, da Santíssima Trindade e da comunhão de amor infinito, convida todos a seguirem o seu exemplo: serem imagem do rosto de Cristo através da vida esponsal.
(Fonte: Comunidade Católica SAGRADA FAMÍLIA 

sábado, 22 de janeiro de 2022

S. Vicente - diácono e mártir – Padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa

"Disse Jesus: Hoje a salvação entrou nesta casa, porque este também é um filho de Abraão" Lc 19,9

Neste dia 22, celebramos a festa de um santo muito antigo: São Vicente, Mártir, Diácono da Igreja de Zaragoza (Espanha). Ele foi celebrado pelos maiores génios da antiguidade, como Santo Agostinho, São Leão Magno, Santo Ambrósio e São Prudêncio.

Qual a causa de tanta celebridade? A resposta é simples: naquele tempo, queriam acabar com os cristãos, e a resposta corajosa de São Vicente tornou-se histórica. Disse ele: "Não cremos nos vossos deuses. Só existe Cristo e o Pai, que são o único Deus. E nós somos servos e testemunhas dessa verdade."

A reação dos carrascos foi terrível! Depois de torturá-lo barbaramente, amarraram-no sobre uma grelha incandescente. Isto deu-se por volta do ano de 304.

O poeta cristão, Prudêncio, termina os seus versos a respeito de São Vicente, dizendo: "Levanta-te, ínclito mártir, e une-te como companheiro nosso, aos coros celestiais!".

Convém lembrar que há momentos na vida, em que é preciso decidir-se: ou por Cristo, ou contra Ele. Mesmo que isso chegue a custar-nos o maior sofrimento, podemos sempre dar a vida plena, na certeza de caminhar assim para a santidade, ou seja, para a realização plena do que somos como pessoa em Deus.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Uau! Uau!

Enquanto, nas nossas cidades, o barulho das vozes humanas está a ser substituído pela presença de cães e gatos, a Igreja considera que isto é um sinal de alerta de que algo está a correr muito mal nas sociedades ocidentais: neste mês de Janeiro, o Papa Francisco atacou directamente o tema, que lhe parece importante.


Poucos meios de informação referiram as palavras do Papa, mas alguns publicaram as reacções dos lobbies animalistas à sua análise. Os animalistas protestaram porque não entendem que a Igreja dê mais valor a uma criança do que a outro bicho: todos os bichos têm os mesmos direitos! Nalgumas redes sociais, por exemplo no Twitter, durante alguns dias os protestos contra o Papa ultrapassaram o número de mensagens relacionadas com a Covid ou os grandes temas da política.


Médicos psiquiatras que acompanham crianças contam-me que lhes começaram a chegar ao consultório numerosos rapazes e raparigas, pré-adolescentes, com problemas graves de identidade, porque não sabem se são rapazes ou raparigas.


Ao mesmo tempo, a grande maioria da população de muitos países do mundo ocidental ignora o que seja a família. Há trinta anos, era só nos países escandinavos que, quando a generalidade das crianças nascia, os pais já não viviam em conjunto. Hoje em dia, essa estatística verifica-se generalizadamente, também em Portugal. Isto é, a maioria dos rapazes e raparigas ignora o que sejam as responsabilidades familiares e não tem a maturidade necessária para ter filhos. Em muitos casos, a consciência desta impreparação leva as pessoas a evitar casar-se e a evitar ter filhos, mas às vezes são surpreendidas pela realidade e não sabem o que fazer com uma criança que surge.


Percebe-se que as experiências educativas em curso no mundo ocidental estão a deixar marcas profundas. Ao banalizar o sexo, o corpo e as relações humanas, ao eliminar o sentido de responsabilidade e a capacidade de compromisso, este tipo de educação está a destruir as novas gerações e, diz o Papa, afecta as raízes da sociedade: «Em vez de filhos, as pessoas querem cães e gatos. E a pátria sofre».



Fala-se de «Inverno demográfico», de desequilíbrios económicos que inviabilizam a médio prazo o sistema de segurança social. Isso é grave, no entanto, não é o que mais preocupa o Papa. «A paternidade é a plenitude da vida de uma pessoa» e, diz ele, «vivemos numa época de orfandade, numa civilização órfã». Há demasiado «egoísmo»: «quantos casais só querem um filho!... É uma tragédia!» — sublinha o Papa.


Por um lado, as sociedades tornaram-se demasiado complicadas, o trabalho e os meios de subsistência criam uma enorme insegurança. Por outro lado, a pressão social exige tantos requisitos materiais para uma vida normal, que os pais dificilmente conseguem garantir aos filhos esse tipo de vida considerada normal. É evidente que caímos numa ratoeira que gera infelicidade. Por isso a Igreja tem alertado as sociedades da abundância para que, se não forem capazes de se desprender de tanta carga supérflua, afundam-se numa imensa frustração e perdem o melhor da vida.


— «Se não podeis ter filhos, pensai em adoptar uma criança. É um risco, sim: ter um filho é sempre um risco, seja um filho natural, ou adoptado. Mas é mais perigoso não ter filhos». Um homem ou uma mulher que voluntariamente «não desenvolvem o sentido da paternidade e da maternidade carecem de qualquer coisa principal».


Em parte, esta crise humana —tragédia, como o Papa a classificou— está a ser promovida pela «teoria de género», que algumas vezes Francisco considerou uma forma violenta de ditadura. Este delírio ideológico, que está a ser ensinado nas escolas de alguns países, está a perturbar de tal maneira as novas gerações que muitas crianças se sentem inseguras sobre se são rapazes ou raparigas, não distinguem entre uma pessoa e um bicho, chegam à adolescência sem capacidade de assumir responsavelmente um compromisso familiar.


Não seria bom mudar radicalmente o nosso sistema educativo?

José Maria C.S. André

Santa Inês - virgem e mártir †304

Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo" Lc 14,27

A Igreja venera hoje uma santa muito conhecida e amada: Santa Inês.

Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo. Viveu por volta de 304-306. Sua lembrança e seu culto nunca foram interrompidos.

Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era, acima de tudo, cristã. E queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.

Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça. Só então ela morreu. Ou melhor, não morreu, mas passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai.

O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos.

O Evangelho, bem o sabemos, leva os jovens a fazerem a sua grande opção. Tudo receberam de Deus! Tudo a Deus podem dar!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

São Sebastião †288


Nasceu em Narbonne no século terceiro; os pais eram oriundos de Milão, em Itália. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e de seus irmãos!


Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde física, mental e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas a Santíssima Trindade.

Esse mistério levava-o a consolar os cristãos que eram presos, de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolos dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas setas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, conhecia-o, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça e tratou-o cuidando-lhe das feridas. Após a sua recuperação e depois de um tempo, apresentou-se novamente ao imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.