Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Uau! Uau!

Enquanto, nas nossas cidades, o barulho das vozes humanas está a ser substituído pela presença de cães e gatos, a Igreja considera que isto é um sinal de alerta de que algo está a correr muito mal nas sociedades ocidentais: neste mês de Janeiro, o Papa Francisco atacou directamente o tema, que lhe parece importante.


Poucos meios de informação referiram as palavras do Papa, mas alguns publicaram as reacções dos lobbies animalistas à sua análise. Os animalistas protestaram porque não entendem que a Igreja dê mais valor a uma criança do que a outro bicho: todos os bichos têm os mesmos direitos! Nalgumas redes sociais, por exemplo no Twitter, durante alguns dias os protestos contra o Papa ultrapassaram o número de mensagens relacionadas com a Covid ou os grandes temas da política.


Médicos psiquiatras que acompanham crianças contam-me que lhes começaram a chegar ao consultório numerosos rapazes e raparigas, pré-adolescentes, com problemas graves de identidade, porque não sabem se são rapazes ou raparigas.


Ao mesmo tempo, a grande maioria da população de muitos países do mundo ocidental ignora o que seja a família. Há trinta anos, era só nos países escandinavos que, quando a generalidade das crianças nascia, os pais já não viviam em conjunto. Hoje em dia, essa estatística verifica-se generalizadamente, também em Portugal. Isto é, a maioria dos rapazes e raparigas ignora o que sejam as responsabilidades familiares e não tem a maturidade necessária para ter filhos. Em muitos casos, a consciência desta impreparação leva as pessoas a evitar casar-se e a evitar ter filhos, mas às vezes são surpreendidas pela realidade e não sabem o que fazer com uma criança que surge.


Percebe-se que as experiências educativas em curso no mundo ocidental estão a deixar marcas profundas. Ao banalizar o sexo, o corpo e as relações humanas, ao eliminar o sentido de responsabilidade e a capacidade de compromisso, este tipo de educação está a destruir as novas gerações e, diz o Papa, afecta as raízes da sociedade: «Em vez de filhos, as pessoas querem cães e gatos. E a pátria sofre».



Fala-se de «Inverno demográfico», de desequilíbrios económicos que inviabilizam a médio prazo o sistema de segurança social. Isso é grave, no entanto, não é o que mais preocupa o Papa. «A paternidade é a plenitude da vida de uma pessoa» e, diz ele, «vivemos numa época de orfandade, numa civilização órfã». Há demasiado «egoísmo»: «quantos casais só querem um filho!... É uma tragédia!» — sublinha o Papa.


Por um lado, as sociedades tornaram-se demasiado complicadas, o trabalho e os meios de subsistência criam uma enorme insegurança. Por outro lado, a pressão social exige tantos requisitos materiais para uma vida normal, que os pais dificilmente conseguem garantir aos filhos esse tipo de vida considerada normal. É evidente que caímos numa ratoeira que gera infelicidade. Por isso a Igreja tem alertado as sociedades da abundância para que, se não forem capazes de se desprender de tanta carga supérflua, afundam-se numa imensa frustração e perdem o melhor da vida.


— «Se não podeis ter filhos, pensai em adoptar uma criança. É um risco, sim: ter um filho é sempre um risco, seja um filho natural, ou adoptado. Mas é mais perigoso não ter filhos». Um homem ou uma mulher que voluntariamente «não desenvolvem o sentido da paternidade e da maternidade carecem de qualquer coisa principal».


Em parte, esta crise humana —tragédia, como o Papa a classificou— está a ser promovida pela «teoria de género», que algumas vezes Francisco considerou uma forma violenta de ditadura. Este delírio ideológico, que está a ser ensinado nas escolas de alguns países, está a perturbar de tal maneira as novas gerações que muitas crianças se sentem inseguras sobre se são rapazes ou raparigas, não distinguem entre uma pessoa e um bicho, chegam à adolescência sem capacidade de assumir responsavelmente um compromisso familiar.


Não seria bom mudar radicalmente o nosso sistema educativo?

José Maria C.S. André

Santa Inês - virgem e mártir †304

Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo" Lc 14,27

A Igreja venera hoje uma santa muito conhecida e amada: Santa Inês.

Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo. Viveu por volta de 304-306. Sua lembrança e seu culto nunca foram interrompidos.

Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era, acima de tudo, cristã. E queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.

Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça. Só então ela morreu. Ou melhor, não morreu, mas passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai.

O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos.

O Evangelho, bem o sabemos, leva os jovens a fazerem a sua grande opção. Tudo receberam de Deus! Tudo a Deus podem dar!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

São Sebastião †288


Nasceu em Narbonne no século terceiro; os pais eram oriundos de Milão, em Itália. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e de seus irmãos!


Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde física, mental e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas a Santíssima Trindade.

Esse mistério levava-o a consolar os cristãos que eram presos, de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolos dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas setas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, conhecia-o, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça e tratou-o cuidando-lhe das feridas. Após a sua recuperação e depois de um tempo, apresentou-se novamente ao imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Santo Antão

Este insigne pai do monaquismo nasceu no Egipto cerca do ano 250. Depois da morte de seus pais, distribuiu os seus haveres pelos pobres e retirou-se para o deserto, onde começou a sua vida de penitente. Teve numerosos discípulos e trabalhou em defesa da Igreja, animando os confessores na perseguição de Diocleciano e apoiando S. Atanásio na luta contra os arianos. Morreu no ano 356.

(Fonte: site Secretariado Nacional de Liturgia)
Foto: óleo de Jerónimo Bosch ca. 1500 - A tentação de Santo Antão

domingo, 16 de janeiro de 2022

Chegar a Maria

Detalhe 'Pietà'
«Por certo que para a imitação do “sim” de Maria existe, mais uma vez, um espectro largo, pois Maria vem ao nosso encontro em muitas situações diferentes: como a mulher corajosa na fuga para o Egipto, como dona de casa activa mas apagada, como a contemplativa que no silêncio, como a Escritura sublinha por duas vezes, passa e repassa no seu coração todos os acontecimentos relativos ao Filho (Lc 2, 19.51), como intercessora pelos pobres que já não têm vinho, como a que acompanha a acção do Filho no seu ministério com oração atenta e dolorosa, como a que, no auge da dor, é transformada na Igreja primordial (aqui se afirma na visão da mulher que grita com as dores do parto do Apocalipse), como aquela que, desaparecendo, se interna na oração e na acção da Igreja. Por todo o lado há portas de entrada, cada indivíduo e cada grupo na Igreja pode escolher a sua: todas conduzem ao mesmo centro.»

(Hans Urs von Balthasar in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar, título da responsabilidade do editor do blogue)