Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Votação episcopal nos EUA

No passado dia 17 de Novembro, os bispos dos EUA fizeram história ao aprovarem por 222 votos a favor, 8 contra e 3 abstenções, um documento intitulado «O Mistério da Eucaristia na Vida da Igreja».


Quando a Conferência Episcopal Norte-Americana tomou a decisão de o elaborar, em Junho de 2019, ninguém imaginava os problemas que surgiriam dois anos mais tarde, em virtude de o novo Presidente ser um militante activo a favor do aborto, ao mesmo tempo que se declara católico. Esta inconsistência talvez se explique por algumas pessoas que admiram as iniciativas da Igreja se considerarem católicas, mesmo desconhecendo a doutrina ou tendo divergências de fundo.


O assunto ganhou especial acuidade quando o Presidente Biden apareceu numa Missa e se aproximou para Comungar. A contradição escandalizou os católicos e gerou um movimento forte a pedir aos bispos que explicassem a Biden que não podia tratar assim a Eucaristia. Inesperadamente, o documento que se trabalhava desde há dois anos, parecia destinado a concentrar-se nesta lição fundamental: Biden venha à Missa, mas não pode comungar.


Bastantes bispos viram o perigo de se transformar a Eucaristia num instrumento de luta política. Em Maio deste ano, o Cardeal Luis Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, enviou-lhes uma carta repetindo a cada passo que o aborto é um crime grave, mas pedindo que o documento reflectisse o consenso de todos os bispos, evitasse aparecer como uma intromissão na luta partidária, ou desse a entender que a doutrina da Igreja se resume à sua oposição ao aborto. Em vista da polémica, na reunião da Conferência Episcopal de Junho, 55 bispos preferiram adiar indefinidamente o documento sobre a Eucaristia. Felizmente, 168 mantiveram o plano.


O resultado conheceu-se no passado dia 17 de Novembro, aprovado pela quase por unanimidade. Realmente, está bem escrito e expressa com clareza os pontos centrais acerca da Eucaristia, sem alimentar controvérsias políticas.


As páginas sobre o carácter sacrificial da Missa e sobre a presença real de Jesus na Eucaristia abrem o panorama geral, que permite compreender a relação da Eucaristia com a Igreja e entender o significado de Comunhão, simultaneamente com Cristo e com a Igreja. Para alguns leitores, uma consequência prática é a importância de assistir presencialmente à Missa, em especial ao Domingo, porque a pandemia os fez perder o bom hábito de assistir à Missa, como se a transmissão televisiva a pudesse substituir.


O capítulo sobre a resposta do cristão ao dom da Eucaristia ilustra a exposição doutrinal com esplêndidas observações práticas, por exemplo acerca do Sacramento da Confissão.


Sem abandonar a perspectiva teológica e sem referir casos particulares, o documento é perfeitamente claro acerca da importância de estar em comunhão visível com a Igreja para poder comungar Jesus na Eucaristia. «Repetimos o que os bispos dos EUA declararam em 2006: “Se, na sua vida pessoal ou profissional, um católico rejeita consciente e obstinadamente doutrinas definidas pela Igreja, ou se consciente e obstinadamente repudia os seus ensinamentos definitivos acerca de temas morais, diminui seriamente a sua comunhão com a Igreja. Receber a Sagrada Comunhão nestas condições contradiz a natureza da celebração eucarística, de modo que tal pessoa deve abster-se de comungar”». O texto cita ainda uma Encíclica papal sobre a Eucaristia: «Em casos de uma conduta pública que seja séria, clara e persistentemente contrária à norma moral, a Igreja, na sua preocupação pastoral pela boa ordem da comunidade e por respeito ao sacramento, não pode deixar de intervir. O Código de Direito Canónico refere-se a esta manifesta falta de disposições morais quando estipula que “quem persiste obstinadamente num pecado grave” não deve ser admitido à Comunhão eucarística”».


Este documento dos bispos norte-americanos contém muitas citações, dos últimos Papas, do Catecismo da Igreja Católica e de muitos santos. Realço os testemunhos de Carlo Acutis, beatificado em 2020, e de S. José Sánchez, um rapaz mexicano martirizado com 14 anos, canonizado pelo Papa Francisco em 2016. Este último, na prisão, sujeito a muitas torturas para renegar a fé, recebia a Eucaristia às escondidas e respondia às propostas dos seus raptores dizendo-lhes: «a minha fé não está à venda». É também inspiradora a devoção eucarística de Santa Elizabeth Ann Seton, a primeira santa nascida nos EUA, quer antes quer depois de se converter à fé católica.


Em resumo, vale a pena ler «O Mistério da Eucaristia na Vida da Igreja».

José Maria C.S. André

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Santa Catarina de Alexandria, virgem, mártir, †305

É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada.

De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos.

Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinquenta filósofos mais cultos do Egipto para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate, declararam-se cristãos.

O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinquenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.

www.santododia.com.br

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Santo André Dung Lac e companheiros, presbíteros, mártires vietnamitas, séc. XVIII e XIX

No dia 9 de Junho de 1988, João Paulo II canonizou 116 mártires vietnamitas pertencentes à Igreja do Vietname. Desses, 96 eram de origem vietnamita e os demais missionários provenientes da Espanha e da França. Desde 1624, quando os primeiros jesuítas fundaram ali as bases do cristianismo, os cristãos sofreram contínuas e sangrentas perseguições. Eram acusados de destruir, com sua pregação, os valores culturais e religiosos do país. Durante a perseguição de 1843, um deles, Paulo Le Bao-Tinh escrevia da prisão:


"O meu cárcere é verdadeiramente uma imagem do fogo eterno. Aos cruéis suplícios de todo género, como grilhões, algemas e ferros, juntam-se ódio, vingança, calúnias, palavrões, acusações, maldades, falsos testemunhos, maldições e, finalmente, angústia e tristeza. Mas Deus, tal como outrora libertou-me dessas tribulações, que se tornaram suaves, porque a sua misericórdia é eterna!"

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

terça-feira, 23 de novembro de 2021

São Clemente I, papa, mártir, †102

É Santo Irineu quem nos conta que, dos sucessores imediatos de Pedro na Cátedra de Roma, o terceiro se chamava de nome Clemente. Além dessa notícia, do Papa, ele também nos relata que o autor da importante carta escrita pela Igreja de Roma à de Corinto é o Papa Clemente. Foi dito que a sua carta aos coríntios é a "epifania do primado romano", enquanto este primeiro documento papal (protótipo de todas as cartas encíclicas que seriam escritas no decurso dos séculos) afirma a autoridade do sucessor de Pedro, bispo de Roma, sobre outras Igrejas de origem apostólica. A carta, escrita entre os anos de 93 e 97, enquanto estava ainda com vida o Apóstolo São João, é dirigida à Igreja de Corinto, dividida por cisma interno, porque o grupo de fiéis contestava a autoridade dos presbíteros.

O tempo em que S. Clemente esteve à frente da Igreja (92-102) foi marcado por uma relativa paz e tolerância por parte dos imperadores Vespasiano e Tito.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV

Segundo a Passio Sanctae Caeciliae, Santa Cecília pertencia à mais antiga nobreza romana. A seu respeito diz a Liturgia das Horas: "O culto de Santa Cecília, em honra da qual no século quinto foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua Paixão (descrição de seu martírio). Nela, Santa Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor a Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio. Segundo esta Paixão, ela havia-se consagrado a Deus. No dia das núpcias, participou essa decisão ao marido, dizendo-lhe que um anjo velava noite e dia por ela. Valeriano, seu marido, disse que somente acreditaria se visse o anjo. Santa Cecília aconselhou-o a visitar o papa Urbano, que se havia refugiado nas catacumbas. Deste encontro resultou a conversão do marido e de Tibúrcio, seu irmão, os quais sofreram o martírio logo depois, por sepultarem os corpos dos mártires."

Santa Cecília recolheu os corpos do esposo e do cunhado e sepultou-os na sua propriedade, na via Ápia. Isto lhe valeu o martírio. Morreu decapitada, por ter sobrevivido à morte por asfixia no caldário. 

Santa Cecília foi uma das santas mais veneradas durante a Idade Média. O seu nome vem citado no cânon da missa. Dentre as santas é a que maior número de basílicas teve em Roma. A nenhuma outra santa a cristandade consagrou tantas igrejas quanto a ela. É também a padroeira dos músicos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)