Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 30 de outubro de 2021

Nossa Senhora das Vitórias

A história Nossa Senhora das Vitórias teve origem nas guerras dos monarcas franceses, na pessoas do rei Luís XIII e na do seu ministro, o então Cardeal Richelieu. O rei Luís XIII, empreendeu em conjunto com o seu ministro, no ano de 1627, o cerco da cidadela, de La Rochelle com a finalidade de acabar com a revolta dos huguenotes, então seus ocupantes.

Esta cidade era em 1627 um importante porto francês, já de origem medieval.

A vitória que da guerra que se avizinhava era bastante incerta, dado que os habitantes de La Rochelle eram apoiados por Inglaterra.
O rei francês temendo pelo resultado, resolveu pedir à sua esposa, a então Rainha Ana da Áustria, para promover em todas as igrejas de Paris, orações públicas pedindo a intercessão da virgem a favor do seu triunfo.

A rainha assim fez, e passou a rezar-se em todas igrejas e capelas de França, aos sábados. Rezava-se o terço, pedindo a Deus a vitórias de França e a derrota dos protestantes de La Rochelle.

No interior do Exército francês os capelões do mesmo também promoveram, para que fossem feitas orações entre os soldados e todo o restante corpo militar.

Por intervenção de Deus ou pela sorte, o facto é que o Luís XIII ganhou e a guerra e a praça forte de La Rochelle voltou ao domínio de França.

Como forma de agradecimento e demonstração de gratidão pela vitória alcançada, Luís XIII lançou em Paris, a primeira pedra do que viria a ser a uma das mais belas igrejas de França, a igreja de Nossa Senhora das Vitórias. Uma recordação e um agradecimento da reconquista pelos cristãos de La Rochelle.

(Fonte: 'Wikipédia')

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Caminhada pela Vida

No sábado, há uma semana, juntei-me a milhares de pessoas que se manifestaram em Lisboa a favor do respeito pela vida humana. No mesmo dia, houve desfiles simultâneos no Porto, em Braga, em Aveiro, em Coimbra, na Guarda, em Viseu, em Santarém, em Évora e no Funchal. Em 10 cidades do país!

A SIC, o principal canal português de televisão referiu «centenas de pessoas contra o aborto e a eutanásia» e, na breve reportagem que se seguiu, enquanto se ouvia a multidão gritar «toda a vida tem dignidade», a locutora traduzia por «eles opõem-se ao aborto». O telejornal da TVI e a CM TV deram um curto apontamento e a rádio da Igreja também deu a notícia.


Nos jornais de referência não encontrei nenhuma menção. No CM, que não se classificar como jornal de referência, apareceu uma fotografia mal escolhida, quase sem texto.


Lembrei-me de me ter cruzado há tempos com outra manifestação. Teria uns 8 manifestantes, talvez fossem 10, acompanhados por meia centena de polícias. Um jornal de referência deu a notícia circunstanciada, registando apenas que havia quase tantos manifestantes como polícias, sem mencionar quantos manifestantes e quantos polícias. Diverti-me muito com o eufemismo!


Entre a meia dúzia de amigos com quem conversava na Caminhada pela Vida, alguém lançou a aposta de que a generalidade dos meios de comunicação iria silenciar o acontecimento. Não conseguimos apostar porque ninguém quis arriscar na hipótese contrária. Todos conhecemos a correlação de forças na comunicação social e todos sabemos que, nos grandes meios, a antiga missão de informar foi trocada por objectivos pedagógicos.


A intenção deste controlo ideológico talvez seja melhorar o mundo (quem somos nós para julgar as intenções) mas o preço desta opção é acabar com o jornalismo enquanto ofício de informar.


A defesa da dignidade humana está a enfrentar obstáculos cada vez mais difíceis, contra o poder económico e o poder político. As maiores fortunas estão determinadas em promover a morte dos bebés, dos doentes, dos idosos, dos mais pobres. Os interesses económicos ligados à sexualização da vida social estão cada vez mais insaciáveis: já não lhes basta o negócio da pornografia e dos serviços sexuais, procuram alargar o mercado à homossexualidade e às experiências extravagantes. Estes recursos económicos capturaram a política e, neste momento, temos diversos Governos a subsidiar esta ideologia e a perseguir quem protesta.



Em Portugal e no estrangeiro, médicos e enfermeiros são preteridos por não aceitarem fazer abortos e intervenções não éticas. Professores estão a ser postos de lado por não ensinarem a excelência das relações sexuais avulsas. Em Portugal e noutros países, as autoridades ameaçam internar os filhos em orfanatos quando os pais rejeitam a iniciação sexual que a escola estatal lhes pretende ministrar. O silenciamento nos meios de comunicação social é talvez a medida mais suave deste furor pedagógico com que alguns nos querem impor um mundo melhor.


Nos EUA e noutros países desenvolvidos, já há muitos anos que se sofre na pele a valentia de defender o respeito pela vida e os direitos humanos. A fase dura começa a chegar agora a Portugal, a África e aos países mais pobres da América e da Ásia. Que vai acontecer por cá? Preocupa-me a experiência de grandes heróis que sofreram generosamente mas não aguentaram a pressão. Sem se aperceberem, gradualmente, substituíram a alegria de viver pelo desejo de vingança. Alguns acabaram amargurados, detestando os que os atacam e até os que não os acompanham na resposta agressiva. Dá imensa pena ver grupos que outrora defenderam a vida, cheios de ideal, tantas vezes inspirado pelo catolicismo, se dedicam hoje a atacar a Igreja e o Papa. Que vai acontecer por cá?


Na Caminhada pela Vida, em Lisboa, no meio de muitos cartazes sugestivos, encontrei um que reproduzia uma fotografia infeliz da jovem Greta Thunberg e lhe fazia uma crítica. Assustei-me! A mensagem maravilhosa da vida vai ser envenenada pelo espírito amargo da morte?


Os poderes que se opõem à dignidade humana são tão esmagadores, e frequentemente tão cruéis, que só um milagre pode fazer com que os mártires dos nossos dias consigam sofrer felizes, cheios de estima pelos que lhes fazem mal. Parece impossível. No entanto, ao longo dos séculos, este milagre aconteceu. Talvez a diferença entre o êxito e o fracasso seja que uns confiam em Deus, os outros confiam nas próprias forças.

José Maria C.S. André

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Festa de São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos

S. Simão e S. Judas Tadeu, apóstolos

Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos "doze". Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). "São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu ..." (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: "'Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?' Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.

Segundo S. Jerónimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa). Terá evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

São Gonçalo de Lagos, presbítero, †1422

Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370.

Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza, quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos. Dedicou-se à pregação em correrias apostólicas e, com o mesmo zelo, a manter a observância regular, quando superior dalguns mosteiros da sua Ordem. Foi o último o de Torres Vedras onde morreu a 15 de Outubro de 1422. Ali ficou o seu jazigo, tomando-o a vila de Torres Vedras por seu padroeiro, depois de beatificado por Pio VI, em 1798. Mas, em Portugal, é-lhe atribuído o culto de santo. Ao que parece, a escolha que fez Torres Vedras do seu padroeiro deve-se à carta que D. João II, encontrando-se no Algarve em 1495, escreveu à Câmara da referida vila, exaltando a memória de Frei Gonçalo e celebrando a felicidade que essa terra possuía conservando o seu milagroso corpo. O mesmo fez a cidade de Lagos, sua terra natal, onde os pescadores mais o invocam e experimentam a sua especial proteção. A sua festa, atualmente, é a 27 de Outubro, mas os Padres Agostinhos celebram-no, em Portugal, a 21 do mesmo mês.