Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 23 de agosto de 2020

Bom Domingo do Senhor!

Bem-aventurados que somos porque o Senhor nos deu conhecer a resposta de Pedro que nos narra o Evangelho de hoje (Mt 16, 13-20) e assim com amor e fé também o reconhecemos como o Filho de Deus que habitou entre nós.

Louvado seja o Pai pelo Filho que nos enviou e que é Deus com Ele na unidade do Espírito Santo!

O elixir da vida eterna

É mesmo simples: «Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia» (Jo 6, 54).

Graças a um Papa improvável, esta frase de Jesus marcou profundamente a história da Igreja a partir do início do século XX. Comemora-se a sua festa no dia 21 de Agosto e portanto vem a propósito revisitar os antecedentes.

Para fugir à invasão prussiana, Jan Krawiec e a mulher Margherita była Włoszką abandonaram a sua Polónia (Wielkopolska) e instalaram-se em Itália, perto de Veneza, numa vila chamada Riese. Jan passou a chamar-se Giovanni e traduziu o apelido Krawiec para Sarto (que significa alfaiate em italiano); a tradução fazia todo o sentido, porque Jan Krawiec era mesmo alfaiate de profissão. A família era muito pobre, mas muito feliz e muito unida. Tiveram 10 filhos, um dos quais o pequeno Giuseppe (José). As aventuras dele são as mesmas de tantas crianças pobres: percorria descalço os 7 kms até à escola, mesmo quando nevava e chovia. Quando os seus conterrâneos lhe ergueram uma estátua, não o representaram como Papa, mas como se lembravam dele: um rapaz descalço a caminhar na estrada. Quando a história veio a público, depois de Giuseppe ser eleito Papa, o Vaticano desdramatizou as proezas atléticas da juventude do Papa, explicando que, naquela época, muita rapaziada fazia assim e era divertido. Felizmente, a fibra polaca de Giuseppe aguentou a intempérie e o pequeno cresceu feliz, cheio de saúde e de bom humor, alto e louro como os polacos.

Os resultados académicos foram sempre excelentes, em todas as matérias. Já na primária, quando os negócios agrícolas obrigavam o mestre a faltar, o pequeno Giuseppe tomava conta de toda a escola, com muita autoridade, segundo se diz.

Sentiu-se chamado ao sacerdócio e foi para o seminário. Entretanto, o pai morreu – Giuseppe chegou a tempo de o acompanhar no último momento – e, com a morte do chefe de família, os Sarto ficaram numa situação delicada. Apesar disso, a mãe teve ânimo para aguentar a casa e Giuseppe continuou no seminário.

As etapas seguintes resumem-se brevemente: ordenado padre, enviado para diversos encargos paroquiais, nomeado bispo de Mântua, nomeado Patriarca de Veneza e Cardeal e, de repente, eleito Papa, com o nome de Pio X. É surpreendente que um filho de estrangeiros, de origem tão simples, tenha chegado a Papa no início do século XX e mais surpreendente a revolução que ele desencadeou.

A Eucaristia merece uma reverência tão grande que, durante séculos, os fiéis só se atreviam a comungar em ocasiões especiais e as crianças não se consideravam dignas de receber a Comunhão. De facto, S. Paulo tinha avisado os de Corinto: «Quem comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Pois quem come e bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação» (I Cor 11, 27-29). A advertência não podia ser mais severa: «Por isso é que entre vós há muitos enfermos e adoentados, e bastantes faleceram» – diz-lhes S. Paulo (I Cor 11, 30).

Pio X, uma personalidade encantadora, de uma generosidade enorme com os pobres, desafiou a tradição de séculos. Certamente, quem comunga deve estar na graça de Deus, mas a Eucaristia é um alimento imprescindível, porque Jesus disse: «Se não comerdes a Carne do Filho do Homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós» (Jo, 6, 53). Portanto, a solução não é atrasar a Comunhão, o que é preciso é adiantar a Confissão, sem perder mais tempo.

O povo percebeu que se fomentava a Comunhão para robustecer a Igreja, não para tratar a Eucaristia como uma coisa banal. O Santíssimo Sacramento era tão importante para este Papa que só alguns se escandalizaram. A Igreja compreendeu o seu amor pela Eucaristia e canonizou-o, celebrando a sua festa todos os anos no dia 21 de Agosto.

José Maria C.S. André

Formação na fé

«Antes de mais é necessário que cada um entre em si mesmo, procurando com vigilância delicada conservar profundamente arraigada no seu coração a fé, precavendo-se dos perigos e, de modo especial, bem armado sempre contra vários sofismas enganadores. Para melhor pôr a salvo esta virtude, julgamos de sobremaneira útil e extremamente conforme com as circunstâncias dos tempos o esmerado estudo da doutrina cristã, segundo a possibilidade e capacidade de cada qual; empapando a sua inteligência com o maior conhecimento possível daquelas verdades que dizem respeito à religião e pela razão se podem alcançar»

(Leão XIII - Sapientiae christianae, nº 17)

sábado, 22 de agosto de 2020

Examina-te: devagar, com valentia

Exame. – Tarefa diária. – Contabilidade que nunca descura quem dirige um negócio. E há negócio que valha mais do que o negócio da vida eterna? (Caminho, 235)

Examina-te: devagar, com valentia. – Não é certo que o teu mau humor e a tua tristeza sem motivo (sem motivo, aparentemente) procedem da tua falta de decisão em cortares os laços subtis, mas "concretos", que te armou – arteiramente, com paliativos – a tua concupiscência? (Caminho, 237)

Acaba sempre o teu exame com um acto de Amor – dor de Amor – : por ti, por todos os pecados dos homens... – E considera o cuidado paternal de Deus, que afastou de ti os obstáculos para que não tropeçasses. (Caminho, 246)

Há um inimigo da vida interior, pequeno, tolo, mas muito eficaz, desgraçadamente: o pouco empenho no exame de consciência. (Forja, 109)

Não esperes pela velhice para ser santo: seria um grande erro!
Começa agora, seriamente, gozosamente, alegremente, através das tuas obrigações, do teu trabalho, da vida quotidiana...

Não esperes pela velhice para ser santo, porque, além de ser um grande erro – insisto –, não sabes se chegará para ti. (Forja, 113)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 23 de agosto de 2020

Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo.

Mt 16, 13-20