Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 22 de agosto de 2020

Examina-te: devagar, com valentia

Exame. – Tarefa diária. – Contabilidade que nunca descura quem dirige um negócio. E há negócio que valha mais do que o negócio da vida eterna? (Caminho, 235)

Examina-te: devagar, com valentia. – Não é certo que o teu mau humor e a tua tristeza sem motivo (sem motivo, aparentemente) procedem da tua falta de decisão em cortares os laços subtis, mas "concretos", que te armou – arteiramente, com paliativos – a tua concupiscência? (Caminho, 237)

Acaba sempre o teu exame com um acto de Amor – dor de Amor – : por ti, por todos os pecados dos homens... – E considera o cuidado paternal de Deus, que afastou de ti os obstáculos para que não tropeçasses. (Caminho, 246)

Há um inimigo da vida interior, pequeno, tolo, mas muito eficaz, desgraçadamente: o pouco empenho no exame de consciência. (Forja, 109)

Não esperes pela velhice para ser santo: seria um grande erro!
Começa agora, seriamente, gozosamente, alegremente, através das tuas obrigações, do teu trabalho, da vida quotidiana...

Não esperes pela velhice para ser santo, porque, além de ser um grande erro – insisto –, não sabes se chegará para ti. (Forja, 113)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 23 de agosto de 2020

Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo.

Mt 16, 13-20

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Impor uma ditadura sem crueldade?

O Papa Francisco classificou a ideologia de género como uma das tentativas mais graves de impor uma ditadura. O fenómeno é, de facto, gravíssimo e está a invadir vários países.

Esta ideologia é a expressão de uma sociedade decadente, sem força para curar as suas doenças, rendida a aberrações sem nexo. Surgiu como um apelo à benevolência, como um coro de perseguidos a pedir compreensão, e transformou-se num programa cada vez mais determinado de eliminar opositores. Hoje em dia, nalguns países, a tentativa de impor esta ditadura está relativamente avançada e, quanto mais poder alcançam mais os seus promotores se apercebem de que é impossível completar a tarefa sem uma dose forte de crueldade.

Este aspecto é importante, porque a ideologia de género pretendia ser a causa dos fracos e perseguidos, de modo que muitos julgavam que procuraria divulgar-se consensualmente, sem impor uma ditadura. No entanto, esta ideologia só convence uns poucos e, para alargar o seu poder, precisa de assustar e de ser cruel. Sem crueldade, nunca passará de uma leviandade marginal.

Por casualidade, ou por outro motivo, a partir de certa altura, a ideologia de género contou com amplas doações de vários dos magnates mais ricos da América do Norte e da Europa: Rockefeller, Ford, Soros, Gates, Turner, Oprah, Bloomberg... Outras causas também receberam ajuda económica, mas geralmente os apoios dispersaram-se sem que nenhuma delas chegasse a adquirir tanta consistência. Pelo contrário, a partir de certa época, a ideologia de género beneficiou de uma concentração de recursos que foi decisiva para lhe dar um estatuto respeitável e pagar a notoriedade nos meios de comunicação social. Porque um louco com muito dinheiro não faz figura de louco, é retratado como um intelectual, ou como um especialista.

No entanto, para se expandir em maior escala, não bastava ter eco na comunicação social, era preciso dominar a educação das crianças. Primeiro, localizadamente, a título experimental, evitando a oposição; depois, abrangendo de forma diluída uma maior população escolar; progressivamente, com programas mais concretos e mais agressivos.

Os protestos eram inevitáveis. Por isso, a estratégia inicial era evitar o confronto, ceder pontualmente se alguém reagisse, dar pequenos passos, aproveitando a condescendência de quem não se opunha. Mas é possível impor uma ditadura sem crueldade?

Na óptica do actual Ministério da Educação, chegou a fase da intransigência contra quem rejeitar a ideologia de género. Para já, o Governo decidiu aplicar um castigo exemplar a uma família de Famalicão que sempre recusou que os filhos assistissem a estas aulas. Os mais velhos já saíram da escola, mas para os mais novos acabou-se o precedente: ou os pais aceitam que os filhos assistam àquelas aulas, mesmo que isso só aconteça simbolicamente, ou dois dos filhos são reprovados e recuam dois anos na escola. Dois anos!

Pelos vistos, as duas crianças são alunos esplêndidos em comportamento e em todas as disciplinas. Melhor ainda, porque a punição serve de aviso ao povo, para mostrar até onde o Governo está disposto a ser cruel.

Segundo as disposições actuais, os estudantes podem passar de ano mesmo que reprovem a várias disciplinas importantes. Melhor, porque fica claro que a ideologia de género tem prioridade sobre a matemática, o português, o inglês, a história.

A Constituição da República Portuguesa estabelece que pertence «aos pais o direito e o dever de educação dos filhos»: bah!

A Constituição declara solenemente que «o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas...». Sim, até que o despacho de um Secretário de Estado diga o contrário.

Em qualquer caso, não é justo que umas crianças sofram um castigo por causa dos pais. Esse é o ponto. É preciso que o povo perceba que não há limite para a crueldade. Os pais que se opuserem publicamente à ideologia de género terão os filhos castigados de forma cada vez mais cruel.

– «É inquietante que algumas ideologias deste tipo [ideologias de género] (...), procurem impor-se como um pensamento único que determina a própria a educação das crianças» (Francisco, «Amoris Lætitia», 56). O Papa não se referia especificamente ao Governo português quando falava da ideologia de género, mas a crítica aplica-se inteira a este Ministério fanático.
José Maria C.S. André

Precisas de um bom exame diário de consciência

Repara na tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam. – Lembra-te, filho, que não são menos importantes os micróbios do que as feras. E tu cultivas esses erros, esses enganos – como se cultivam os micróbios no laboratório –, com a tua falta de humildade, com a tua falta de oração, com a tua falta de cumprimento do dever, com a tua falta de conhecimento próprio... E, depois, esses focos infectam o ambiente. Precisas de um bom exame diário de consciência, que te conduza a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados. (Sulco, 481)

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor. Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar – nas novas situações da nossa vida – a luz, o impulso da primeira conversão. E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-Lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos. Não há outro caminho para nos convertermos de novo. (Cristo que passa, 58)

São Josemaría Escrivá

Ajuda Divina

«(…): quem segue a vontade de Deus sabe que, no meio de todos os horrores que possa encontrar, nunca perderá uma última protecção. Sabe que o fundamento do mundo é o amor e, consequentemente, mesmo onde ninguém o pode ou quer ajudar, ele pode prosseguir colocando a sua confiança n’Aquele que o ama».

(Joseph Ratzinger / Bento XVI - “Jesus de Nazaré”)