Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Serenidade para corrigir

Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim
como o pai ao filho a quem quer bem. Provérbios 3:12
É impressionante a autoridade moral de quem quase nunca se irrita. A irritação costuma ser vista como manifestação de uma personalidade forte, decidida, segura, enérgica. No entanto, é exactamente ao contrário.

Personalidade forte possui aquele que se sabe dominar. Irritar-se diante das atitudes dos outros é sempre o mais fácil. Não costuma exigir grande esforço. Basta dar rédea solta ao orgulho que todos levamos dentro.

Pelo contrário, quem se mantém sereno e se domina a si mesmo inspira respeito aos outros. E é deste respeito que lhe vem essa autoridade moral para corrigir quando é necessário.

Quantos pais não conseguem repreender os seus filhos com eficácia porque o fazem sem a necessária serenidade! A repreensão, para produzir o seu fruto, necessita de um momento adequado e de palavras oportunas que ajudem de verdade. O objectivo da repreensão não é demonstrar “quem é que manda aqui” mas conseguir que os filhos melhorem.

Porque os pais ― e todos os educadores em geral ― têm o dever de educar, mas isso não lhes dá o direito de humilhar.

Por isso, é necessário ter sensibilidade para pensar no que se vai dizer, procurar o momento oportuno e falar a sós com o interessado. Há pessoas que o sabem fazer tão bem que dá gosto ser corrigido por elas. Saímos animados a melhorar.

Mas para que isto seja possível não se pode esquecer um sábio “pormenor” de capital importância: pôr-se no lugar daquele que vai ser corrigido. Perguntar-se com calma: «Como gostaria que me dissessem as coisas se estivesse na situação desta pessoa?». Não se esqueçam os pais de que já foram filhos com essa mesma idade.

Isto anima a saber intercalar algumas palavras de afecto que afastem a impressão de que se corrige por desgosto pessoal. Mostrar uma verdadeira confiança. Um filho deve pensar: «O meu pai corrige-me porque gosta de mim. Porque quer o meu bem. E ele confia em que eu vou melhorar».

A confiança é essa virtude recíproca que se recebe na medida em que se dá. Quando confiamos abertamente em alguém, essa pessoa esforça-se com coragem, sente-se reconhecida e tende a retribuir-nos, agradecida. E os pais têm de mostrar, com palavras e sobretudo com atitudes, que confiam nos seus filhos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

LADAINHA DOS SANTOS FRANCISCO E JACINTA MARTO

Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.

            Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.
            Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.
            Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.
            Virgem dos Pastorinhos, rogai por nós.

Beato Francisco Marto, rogai por nós.
Beata Jacinta Marto, rogai por nós.

Crianças chamadas por Jesus Cristo, rogai por nós.
Crianças chamadas a contemplar a Deus no Céu, rogai por nós.
Pequeninos a quem o Pai revela os mistérios do Reino, rogai por nós.
Pequeninos privilegiados do Pai, rogai por nós.
Louvor perfeito das maravilhas de Deus, rogai por nós.
Imagens do abandono filial, como crianças ao colo da mãe, rogai por nós.
Vítimas de reparação em benefício do Corpo de Cristo, rogai por nós.

Confidentes do Anjo da Paz, rogai por nós.
Custódios, como o Anjo da Pátria, rogai por nós.
Adoradores com o Anjo da Eucaristia, rogai por nós.
Videntes da Mulher revestida com o Sol, rogai por nós.
Videntes da Luz que é Deus, rogai por nós.
Filhos prediletos da Virgem Mãe, rogai por nós.
Ouvidos atentos à solicitude materna da Virgem Maria, rogai por nós.
Advogados da Mensagem da Senhora mais brilhante que o Sol, rogai por nós.
Arautos da palavra da Mãe de Deus, rogai por nós.
Profetas do triunfo do Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.
Cumpridores dos desígnios do Altíssimo, rogai por nós.
Fiéis depositários da Mensagem, rogai por nós.
Emissários da Senhora do Rosário, rogai por nós.
Missionários dos pedidos de Maria, rogai por nós.
Portadores dos apelos do Céu, rogai por nós.
Zeladores do Vigário de Cristo, rogai por nós.
Confessores da vida heroica na verdade, rogai por nós.
Consoladores de Jesus Cristo, rogai por nós.
Exemplos da caridade cristã, rogai por nós.
Servos dos doentes e dos pobres, rogai por nós.
Reparadores das ofensas dos pecadores, rogai por nós.
Amigos dos homens junto do trono da Virgem Maria, rogai por nós.
Lírios de candura a exalar santidade, rogai por nós. Pérolas brilhantes a resplandecer beatitude, rogai por nós.
Serafins de amor aos pés do Senhor, rogai por nós.
Oblações a Deus para suportar os sofrimentos em acto de reparação, rogai por nós.
Exemplo admirável na partilha com os pobres, rogai por nós.
Exemplo incansável no sacrifício pela conversão dos pecadores, rogai por nós.
Exemplo de fortaleza nos tempos da adversidade, rogai por nós.

Enamorados de Deus em Jesus, rogai por nós.
Pastorinhos que nos guiais ao Cordeiro, rogai por nós.
Discípulos da escola de Maria, rogai por nós.
Interpeladores da humanidade, rogai por nós.
Frutos da árvore da santidade, rogai por nós.
Dom para a Igreja Universal, rogai por nós.
Sinal divino para o Povo de Deus, rogai por nós.
Testemunhas da graça divina, rogai por nós.
Estímulo à vivência do batismo, rogai por nós.
Experiência da presença amorosa de Deus, rogai por nós.
Eloquentes na intimidade de Deus, rogai por nós.
Intercessores, junto de Deus, pelos pecadores, rogai por nós.
Construtores da Civilização do Amor e da Paz, rogai por nós.
Lâmpadas a alumiar a humanidade, rogai por nós.
Luzes amigas a iluminar as multidões, rogai por nós.
Luzeiros a refulgir no caminho da humanidade, rogai por nós.
Chamas ardentes nas horas sombrias e inquietas, rogai por nós.
Candeias que Deus acendeu, rogai por nós.
Cristo, ouvi-nos. Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos. Cristo, atendei-nos.

Oração conclusiva

Deus de infinita bondade,
que amais a inocência e exaltais os humildes,
concedei, pela intercessão da Imaculada Mãe do vosso Filho,
que, à imitação dos bem-aventurados Francisco e Jacinta,
Vos sirvamos na simplicidade de coração
para podermos entrar no reino dos Céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amen.

(Fonte: Santuário de Fátima AQUI)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Senhor, não sei rezar!

Se desejas deveras ser alma penitente – penitente e alegre –, deves defender, acima de tudo, os teus tempos diários de oração, de oração íntima, generosa, prolongada, e hás-de procurar que esses tempos não sejam ao acaso, mas a hora fixa, sempre que te for possível. Sê escravo deste culto quotidiano a Deus, e garanto-te que te sentirás constantemente alegre. (Sulco, 994)

Quando vejo como algumas pessoas entendem a vida de piedade, o convívio de um cristão com o seu Senhor, e dela me apresentam uma imagem desagradável, teórica, feita de fórmulas, repleta de lengalengas sem alma, que mais favorecem o anonimato do que a conversa pessoal, de tu a tu, com o nosso Pai Deus – a autêntica oração vocal nunca admite o anonimato – recordo aquele conselho do Senhor: nas vossas orações, não useis muitas palavras, como os gentios, os quais julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis, porque o Vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de que vós lho peçais. E comenta um Padre da Igreja: penso que Cristo manda que evitemos as orações longas; longas, porém, não quanto ao tempo, mas quanto à multiplicidade interminável de palavras... O próprio Senhor nos deu o exemplo da viúva que, à força de súplicas, venceu a renitência do juiz iníquo; e o daquele importuno que chegou a desoras, à noite, e pela sua teimosia, mais do que pela amizade, conseguiu que o amigo se levantasse da cama (cfr. Lc XI, 5–8; XVIII, 1–8). Com esses dois exemplos manda-nos que peçamos constantemente, não compondo orações intermináveis, mas antes contando-lhe com simplicidade as nossas necessidades.

De qualquer modo, se ao iniciar a vossa meditação não conseguis concentrar a atenção para conversar com Deus, se vos sentis secos e a cabeça parece que não é capaz de ter sequer uma ideia ou se os vossos afectos permanecem insensíveis, aconselho-vos o que tenho procurado praticar sempre nessas circunstâncias: ponde-vos na presença do vosso Pai e dizei-Lhe pelo menos: "Senhor, não sei rezar, não me lembro de nada para Te contar!"... e estai certos de que nesse mesmo instante começastes a fazer oração. (Amigos de Deus, 145)

São Josemaría Escrivá

A Igreja é o lugar onde Deus «chega» a nós e donde nós «partimos» para Ele

“A Igreja não existe para si mesma, não é o ponto de chegada, mas deve apontar para além de si, para o alto, acima de nós. A Igreja é verdadeiramente o que deve ser, na medida em que deixa transparecer o Outro – com o “O” grande – do qual provém e para o qual conduz. A Igreja é o lugar onde Deus «chega» a nós e donde nós «partimos» para Ele; a este mundo que tende a fechar-se em si próprio, a Igreja tem a missão de o abrir para além de si mesmo e levar-lhe a luz que vem do Alto e sem a qual se tornaria inabitável.

(Bento XVI na homilia na Basílica de São Pedro de 19.02.2012 por ocasião da criação de 22 novos Cardeais no Consistório da véspera)

Educa tu os teus filhos

«Educa tu os teus filhos! Não deixes tal missão na mão do Estado, da escola, nem mesmo da Igreja. Não te sentes capaz? Aconteça o que acontecer, não desanimes. Deus está contigo. Tu podes e deves educar os teus filhos porque os amas como ninguém. Basta um pouco de boa vontade. E a capacidade de aprender com os inevitáveis “fracassos”». São palavras de um pai de família.

Aos pais ― primeiros, principais e insubstituíveis educadores ― pede-se-lhes duas atitudes fundamentais: boa vontade e saber aprender com os próprios erros. Para fomentar estas disposições devem manter sempre o coração jovem.

Um cristão, se vive de fé, sabe que tem diante de si uma eternidade. Não lhe será difícil manter o coração jovem, desde que não perca de vista o destino de para onde caminha.

Porque é que muitos pais desanimam na tarefa educativa?

Talvez porque olham para esta missão com uma visão excessivamente humana, esquecendo a sua dimensão eterna. Assim, perdem a perspectiva fundamental da educação: ajudar os filhos a serem boas pessoas ― a chegarem ao Céu ― e não simplesmente bons alunos, bons desportistas e bons profissionais.

Quantas pessoas “triunfam” na profissão, no desporto, nos negócios e fracassam rotundamente como pessoas!

Que educação pretendes dar aos teus filhos? Que valores pensas transmitir?

Atenção: há estilos de vida que facilitam o encontro dos filhos com Deus e com o sentido da sua vida. E outros que o dificultam e muito! Não escolhas os segundos, por muito na moda que eles estejam!

Não deixes que a internet eduque os teus filhos. Não deixes que o faça a televisão. Nem deixes que sejam os professores lá na escola a fazê-lo!

Educar, no sentido mais profundo da palavra, só tu ― pai e mãe de família ― o podes fazer.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria