Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 2 de novembro de 2019

Para nós, a morte é Vida

Continua para a frente, com alegria, com esforço, mesmo sendo tão pouca coisa, nada! Com Ele, ninguém te parará no mundo. Pensa, além disso, que tudo é bom para os que amam a Deus: nesta terra, tudo tem solução menos a morte; e, para nós, a morte é Vida. (Forja, 1001)

Se és apóstolo, a morte será para ti uma boa amiga que te facilita o caminho. (Caminho, 735)

Aos "outros", a morte paralisa-os e espanta-os. – A nós, a morte – a Vida – dá-nos ânimo e impulso.

Para eles, é o fim; para nós, o princípio. (Caminho, 738)

Não tenhas medo da morte. – Aceita-a, desde agora, generosamente..., quando Deus quiser..., como Deus quiser..., onde Deus quiser. – Não duvides; virá no tempo, no lugar e do modo que mais convier..., enviada pelo teu Pai-Deus. – Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte! (Caminho, 739)

Se não houvesse outra vida além desta, a vida seria uma brincadeira cruel: hipocrisia, maldade, egoísmo, traição. (Forja, 1000)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 3 de novembro de 2019

Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».

Lc 19, 1-10

São Josemaría Escrivá sobre a celebração de todos os Fiéis Defuntos

Fiéis defuntos. “As almas do Purgatório. - Por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável - podem tanto diante de Deus! - tem-nas muito presentes nos teus sacrifícios e na tua oração. Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: "As minhas boas amigas, as almas do Purgatório...", escreve São Josemaría em Caminho.

O Evangelho do dia 2 de novembro de 2019

«Quando, pois, vier o Filho do Homem na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua majestade. Todas as nações serão congregadas diante d'Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. «Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era peregrino, e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-Me”. Então, os justos Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto, e Te demos de comer; com sede, e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino, e Te recolhemos; nu, e Te vestimos? Ou quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-Te?”. O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes”. Em seguida, dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; era peregrino, e não Me recolhestes; estava nu, e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. Então, eles também responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?”. E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequenos, foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Mt 25, 31-46

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O Inferno, o Céu e a oração do rico

O mês de Novembro é dedicado aos mistérios deste encontro ou desencontro com Deus. Pode ser um encontro feliz, inesgotável e exultante, ou pode ser um desencontro tenebroso, para sempre.

É imprudente supor que Nosso Senhor se enganou ao afirmar que «larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição e são muitos os que seguem por ele. Que estreita é a porta e apertado o caminho que leva à Vida e como são poucos os que o encontram!» (Mt 7, 13-14).

Em vez de injectar uma droga ideológica nas veias para ter alucinações eufóricas, é melhor reconhecer que a vida se decide em escolhas muito sérias. Em vez de desvarios a prometer, sem qualquer fundamento, que no final todos se encontrarão com Deus, é preferível enfrentar os factos.

Felizmente, a realidade é muito melhor que a ficção. Não só porque no final de uma quimera vem a ressaca da verdade como porque – já hoje –, o caminho estreito é muito melhor. Parece estreito, mas é amplo e variado; o outro parece largo mas oferece uma monotonia deprimente. O caminho estreito chama-se santidade, tema habitual das pregações do Papa Francisco nos meses de Novembro.

No passado dia 1 dizia ele à multidão, na praça de S. Pedro: «A santidade é uma meta que não se alcança apenas com as próprias forças, mas é fruto da graça de Deus e da nossa resposta livre». Noutro mês de Novembro dizia: «Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que possamos obter com as nossas qualidades e capacidades».

De facto, um erro comum é imaginar uma ascese difícil, uma espécie de conquista sobre-humana, um alpinismo cheio de técnica e de vertigens. Pelo contrário! Esse é o caminho largo, dos orgulhosos, que escalam paredes verticais sem qualquer apoio, até descobrirem que afinal estão a rastejar no chão sem sair do mesmo sítio.

A santidade é a forma sublime da amizade com Deus e com os outros, feita de alegria, de deixar-se ajudar e de ser generosos. É, ao mesmo tempo, muito simples e maravilhosa.

«Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! – disse o Papa a rir, em Novembro de 2014 – Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. (...) És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua mulher, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo (...). “Mas padre, trabalho numa fábrica (...), ali não se pode ser santo...”. “Sim, pode! Podes ser santo aí onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-Se a ti!”. (...) És pai, avô? Sê santo... (...) És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença. Cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida (...). O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos (...). Quando o Senhor nos convida a ser santos, não nos chama para algo pesado, triste... Ao contrário! É o convite a partilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com júbilo cada momento da nossa vida, fazendo dele um dom de amor pelas pessoas que estão ao nosso lado».

No passado 27 de Outubro, na homilia da Missa de encerramento do último sínodo dos bispos, o Papa falou dos paradoxos da oração e da santidade. Partiu do Evangelho daquele dia, que narrava a parábola do fariseu e do publicano que tinham ido ao Templo. O fariseu era o protótipo da pessoa religiosa, mas a sua oração foi rejeitada. O publicano era a figura do empresário rico e com má fama: Jesus diz na parábola que afinal ele respeitava Deus e fazia verdadeira oração; por isso é escutado. Curiosamente, reparou o Papa, a primeira leitura falava da oração de um pobre, também sincera, e Deus atende-o igualmente.

A conclusão é que não importa a situação de cada um. Todos são chamados à amizade com Deus e com os outros. Dizia o Papa em Novembro de 2014: «Eis o convite à santidade! Aceitemo-lo com alegria e sustentemo-nos uns aos outros porque o caminho para a santidade não o percorremos sozinhos, cada qual por sua conta, mas juntos, no único corpo que é a Igreja, amada e santificada pelo Senhor Jesus Cristo».
José Maria C.S. André