Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Amar com todo o coração a pobreza

Se estamos perto de Cristo e seguimos as suas pegadas, temos de amar com todo o coração a pobreza, o desprendimento dos bens terrenos, as privações. (Forja, 997)

Como imaginas tu o porte de Nosso Senhor? Já pensaste com que dignidade vestiria aquela túnica inconsútil, que provavelmente terá sido tecida pelas mãos de Santa Maria? Não te lembras de como em casa de Simão se lamenta por não lhe haverem oferecido água para se lavar, antes de se sentar à mesa?

Com certeza que o Senhor trouxe à baila essa falta de urbanidade, para realçar com tal facto o ensinamento de que é nos pormenores que se mostra o amor. Mas procura também deixar claro que se atém aos usos sociais do ambiente. Portanto, tu e eu esforçar-nos-emos por estar desapegados dos bens e das comodidades da terra, mas sem destoar e sem fazer coisas estranhas.

Para mim, uma manifestação de que nos sentimos senhores do mundo, administradores fiéis de Deus, é cuidar das coisas que usamos, com interesse em conservá-las, em fazê-las durar, em mantê-las impecáveis e em fazê-las servir o mais tempo possível para o seu fim, de maneira a não haver desperdício. (Amigos de Deus, 122)

São Josemaría Escrivá

‘As sandálias do pescador’

Disse-se que Bento XVI calçava Prada, o que a muitos escandalizou. Não faltou quem comparasse o sapato pontifício aos pés descalços dos indigentes, para retirar conclusões que eram mesmo, valha a expressão, de se lhes dar com os pés.

O Papa Francisco, fazendo jus ao nome, fez questão de aparecer em público com sapatos pretos, por sinal já velhos e cambados. Também agora houve clamores de indignação ante a aparente pobretice de um sumo pontífice que parece não compreender as exigências da sua nova condição. Vozes de burro que, como se costuma dizer, não chegam ao céu.

Esta prosaica questão tem antecedentes clássicos, porque já Aquiles tinha problemas com o calcanhar. Não consta se o usava ao léu, revestido de púrpura ou dentro de velhas botas de guerreiro. Mas, para sua desgraça, foi a debilidade do seu calcanhar que passou à história, e não a sua lendária bravura de herói homérico.

Jesus, que certamente trajava modestamente, usava, contudo, uma túnica que não tinha costura, toda tecida de alto a baixo, que foi sorteada pelos soldados que O crucificaram – o que não teria ocorrido se fosse um farrapo. Não me escandalizam, portanto, as boas vestes, nem os ricos paramentos e alfaias litúrgicas que Francisco de Assis queria para o culto divino, nem os trajes ou calçados mais simples, como os que ele e os seus frades usavam. Mas incomoda-me a hipocrisia dos que, em vez de atentarem no essencial, se perdem em considerações mesquinhas. Porque, qualquer que seja a sandália do pescador, são sempre “formosos os pés dos que anunciam o Evangelho”! (Rm 10, 15).

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada em 2013

Oração de S. Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;...
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Evangelho do dia 4 de outubro de 2019

«Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado as maravilhas que se têm operado em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidas de cilício e jazendo sobre a cinza. Por isso haverá, no dia de juízo, menos rigor para Tiro e Sidónia que para vós. E tu, Cafarnaum, “que te elevas até ao céu, serás abatida até ao inferno”. Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».

Lc 10, 13-16

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Rebelião dos pais

Parkfield é uma escola de ensino primário, situada num bairro pobre de Birmingham. Possui mais de 700 alunos com idades entre os 4 e os 11 anos. Recentemente, converteu-se numa notícia bombástica no Reino Unido porque os pais dos alunos se recusaram terminantemente a que os seus filhos assistissem a umas aulas sobre homossexualidade e transexualidade.

Houve manifestações à porta da escola, greve dos alunos durante alguns dias (promovida pelos pais) e muita polémica nos meios de comunicação. A escola acabou por suspender as aulas previstas até que se alcance um acordo com os pais.

No fundo, tudo se reduz a uma pergunta fundamental: quem decide aquilo que se ensina a crianças de 4 a 11 anos em assuntos que têm relação com temas morais e concepções do que é uma família?

É a escola ou são os pais?

A escola argumenta que o programa só pretende inculcar tolerância, igualdade e não discriminação dos gays e dos transexuais.
Os pais vêm o assunto de um modo completamente diferente.

Consideram que, com a desculpa de se inculcar tolerância, pretende-se promover a homossexualidade e a transexualidade como algo normal. E isto, dizem eles em alto e bom som, choca radicalmente com as suas convicções.

E acrescentam que enviam os seus filhos à escola para aprenderem inglês, matemática e ciências e não para que se lhes explique os direitos LGBT.

Se noutros lugares os alunos fazem greve para exigir medidas contra a mudança climática, as famílias de Parkfield fazem-no para que não se ensinem na escola valores contrários aos que procuram transmitir em casa.

Como diz Ahmed, um dos líderes do protesto, que é muçulmano, «moralmente não aceitamos que a homossexualidade seja uma relação sexual válida. Isto não é sermos homofóbicos, do mesmo modo que alguém que não acredita no Islão não é, por esse simples facto, islamofóbico».

Pe. Rodrigo Lynce de Faria