Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 11 de novembro de 2017

São Josemaría Escrivá nesta data em 1924

Escreve uma carta ao bispo de Saragoça a solicitar o diaconado, como passo prévio para o sacerdócio. Anos mais tarde, relembra: “E eu meio cego, sempre à espera do porquê. Porque vou ser sacerdote? O Senhor quer alguma coisa; o quê? E, com um latim de baixa latinidade, usando as palavras do cego de Jericó, repetia : Domine, ut videam! Ut sit! Ut sit!Que seja, isso que queres de mim e que eu ignoro. Domina, ut sit

“A vida de padre nem sempre é um mar de rosas”

Eu já tinha tido algum contacto com o Opus Dei em minha época de colégio, mas não tinha ideia da existência da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, nem de seu grande apoio e estímulo aos padres.

Ao longo do seminário tive a alegria de conhecer vários membros dessa Associação de clérigos e receber deles formação espiritual, encorajamento ao estudo, incentivo para crescer em santidade e virtudes. Alguns colegas e eu passamos a fazer uns encontros quinzenais com um ou mais padres da Sociedade. Nestes encontros podíamos usufruir de muitos bons conselhos, um agradável e piedoso convívio e, aqueles que quisessem, podiam receber direção espiritual.

Assim que me ordenei diácono, encaminhei meu pedido de admissão e desde então tenho muito a agradecer ao Bom Deus pela oportunidade de gozar do convívio com tão bons amigos e ajuda de tão dedicados diretores espirituais. Isto me levou a querer mais todos os padres da minha diocese e a promover a unidade de todos.

A vida de padre nem sempre é um mar de rosas. O sacerdote diocesano está na linha de frente da batalha pelo Reino dos Céus e, por estar tão exposto, é muitas vezes alvejado por desanimo, incompreensões, injustiças e cansaço. Se um padre está sozinho, muitas vezes pode sucumbir à tentação de rezar cada dia menos, simplificar o culto litúrgico no limite do tolerável e abraçar as vaidades e recompensas mundanas como um modo de compensar o desgaste próprio do sacerdócio em uma metrópole tão agressiva como São Paulo.

Muitas vezes é necessário ser lembrado de coisas simples e sabidas, como a importância de não ser levado pelo ativismo, a unidade e obediência aos nossos hierarcas, a fraternidade sacerdotal vivida com todo o presbitério da diocese, a amizade com Deus etc. A formação que recebemos não nos pede nada de extraordinário, somente nos dá força e amparo para fazer com carinho e esmero aquilo que Deus e Seu povo espera de nós, padres.

Para mim, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz faz um grande bem. Espero com alegria os nossos encontros semanais às segundas feiras; muitas vezes encontro o ombro amigo nas dificuldades e sempre volto fortalecido dos retiros espirituais. Ao escrever este breve testemunho, quero deixar claro que não se trata de um grupo seleto de santos, justamente somos um grupo de padres normais e sabemos que juntos podemos crescer mais.

(Fonte: Opus Dei - Brasil  AQUI)

«Maria conservava todas estas coisas ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19)

Bem-aventurada Isabel da Santíssima Trindade (1880-1906), carmelita
Último retiro, 15º dia (OC, Cerf 1991, p. 184)


«A Virgem guardava estas coisas no seu coração.» Toda a sua história pode resumir-se nestas palavras! Foi no seu coração que viveu, e em tal profundidade, que o olhar humano não consegue acompanhá-la. Quando leio no Evangelho: «Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia» (Lc 1, 39) para ir cumprir o seu serviço de caridade junto de sua prima Isabel, vejo-a passar tão bonita, tão calma, tão majestosa, tão recolhida interiormente com o Verbo de Deus. Como se a sua oração fosse continuamente: «Eis aqui». Quem? «A serva do Senhor» (Lc 1, 38), a última das Suas criaturas: Ela, a sua Mãe! Foi tão verdadeira na sua humildade porque permaneceu esquecida, alheada, liberta de si própria. Por isso pôde cantar: «O Todo-poderoso fez em mim maravilhas; de hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações» (Lc 1, 49.48).

Esta Rainha das Virgens é também Rainha dos mártires. Mas será ainda no seu coração que a espada a trespassará (Lc 2, 35), porque com Ela tudo se passa interiormente. [...] Oh! Como é bela de contemplar durante o seu longo martírio, tão serena, envolvida numa espécie de majestade que respira ao mesmo tempo força e doçura! É como se tivesse aprendido com o próprio Verbo como devem sofrer os que o Pai escolheu como vítimas, aqueles que Ele decidiu unir à grande obra da redenção, aqueles que «conheceu e predestinou para serem uma imagem idêntica à do Seu Filho» (Rom 8, 29), crucificado por amor. Ela está junto à cruz, de pé, com força e coragem.

RENDO-ME, SENHOR!

Rendo-me, Senhor! Rendo-me!

Dentro de mim lutam as minhas vontades, as minhas certezas, os meus orgulhos, as minhas vaidades, e eu vejo-me a lutar contra elas!

Tenho que vencer, Senhor, ajuda-me, porque me quero render incondicionalmente a Ti!

Quero vencer, Senhor, não pela vitória, mas para me fundir em Ti, ou melhor, para que “já não seja eu a viver, mas Tu a viver em mim”!

É uma força, uma vontade, um poder muito maior do que eu que assim me faz lutar! És Tu, Senhor!

Não quero saber das lágrimas que afloram aos meus olhos, (são lágrimas de alegria por Te ter, de tristeza por Te ofender), não quero saber da voz que me diz que eu não sou digno, que eu não sou nada, que Tu estás longe de mim!

Não, Senhor, porque Te sinto aqui, junto de mim, com esse imenso sorriso de amor, essa imensa paz com que me envolves, com a alegria do pastor que coloca aos seus ombros a ovelha perdida.

Ah, Senhor, rendo-me! Rendo-me!

Eu sei que ainda há em mim muita coisa para atirar fora, muita coisa para mudar, para converter, para purificar, para libertar, mas que interessa isso se a minha vontade é render-me, incondicionalmente, a Ti, Senhor!

Salta-me o coração do peito, sinto-Te aqui, neste momento em que escrevo, e já não sou que escrevo, és Tu que escreves em mim.

Oh, Senhor, obrigado! Precisava tanto, tanto deste momento!

Acalma-se-me o coração, secam-se-me as lágrimas, uma paz imensa invade-me, olho-Te nos olhos e digo-Te: Rendo-me, Senhor! Rendo-me!

Monte Real, 11 de Novembro de 2016

Joaquim Mexia Alves

O Evangelho do dia 11 de novembro de 2017

«Portanto, Eu vos digo: Fazei amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Ora os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam todas estas coisas e troçavam d'Ele. Jesus disse-lhes: «Vós sois aqueles que pretendeis passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; o que é excelente segundo os homens é abominação diante de Deus.

Lc 16, 9-15