Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Falai muito a Deus das almas

Recordei-vos noutras alturas aquele conselho do nosso Padre:antes de falar às almas de Deus, falai muito a Deus das almas [7]. O trato pessoal com Jesus Cristo na oração é a fonte de que se nutre a nossa paixão por comunicar a todos a beleza da fé, para dar luz onde os homens vivem às escuras. É a proximidade de Deus que permite iluminar o mundo. Por isso o nosso Padre dizia que quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus [8].
S. Josemaria transmitiu-nos uma visão positiva do mundo, das tarefas humanas nobres. Portanto, a nossa atitude, mais do que defensiva, há de ser propositiva. O cristão não tem medo da verdade, de enfrentar as difíceis questões que o ambiente ou a sociedade lhe colocam. Sabe que, embora ele mesmo nem sempre tenha todas as respostas, o Evangelho tem a capacidade de iluminar os dilemas e os problemas mais difíceis. Este amor à verdade faz que o cristão transmita a sua fé como aquilo que é: um sim imenso ao homem, à mulher, à vida, à liberdade, à paz, ao desenvolvimento, à solidariedade, às virtudes. Se Cristo nos fez felizes, é normal que essa mesma alegria se transmita na nossa atitude. De facto, «a força com que a verdade se impõe tem que ser a alegria, que é a sua expressão mais clara. Nela deveriam os cristãos apostar e com ela deveriam dar-se a conhecer ao mundo» [9].
Pergunta-te pois, minha filha, meu filho: estou contente por Deus me ter chamado a dá-Lo a conhecer aos outros? O meu apostolado é uma sementeira de paz e de alegria [10]? Tenho iniciativa na minha formação doutrinal, para dar mais profundidade e dinamismo à minha vida interior?
[7]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, sem data conhecida (AGP, biblioteca, PO 1, VIII-1982, p. 88).

[8]. S. Josemaria, Forja, n. 740.

[9]. Cardeal Joseph Ratzinger, "Que significa para mim o Corpus Domini?", in Opera Omnia, vol. II, parte C, XI, 4.

[10]. S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 105.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de junho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 6 de junho de 2017

Enviaram-Lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que O apanhassem em alguma palavra. Chegando eles, disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és verdadeiro, que não atendes a respeitos humanos; porque não consideras o exterior dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade: É lícito pagar o tributo a César, ou não? Devemos pagar ou não?». Jesus, reconhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: «Porque Me tentais? Trazei-Me um denário para Eu ver». Eles o trouxeram. Então disse-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Responderam-Lhe: «De César». Então Jesus disse-lhes: «Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus». E admiravam-n'O.

Mc 12, 13-17

segunda-feira, 5 de junho de 2017

São Josemaría Escrivá nesta data em 1939

Pagela de S. Josemaría em
mandarim
De 5 a 11 de Junho, prega um retiro a estudantes universitários no colégio do beato Juan de Ribera de Burjasot, em Valência. Anos mais tarde recordaria: “Num dos corredores encontrei um grande letreiro, escrito por algum não conformista, onde se lia “cada caminhante siga o seu caminho”. Quiseram tirá-lo, mas eu detive-os: “deixem-no – disse-lhes – gosto da frase”. Desde então, essas palavras serviram-me muitas vezes como mote para a pregação. Liberdade: cada caminhante siga o seu caminho. É absurdo e injusto procurar impor a todos os homens um critério único, em matérias em que a doutrina de Jesus Cristo não estabelece limites”.

Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura

Passaram duas semanas desde a Ascensão de Jesus ao Céu e ainda ressoam em nós as Suas últimas palavras na Terra: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura [1]. Contamos com a assistência do Espírito Santo, que o Senhor enviou aos Apóstolos no Cenáculo e que continua a animar a Igreja como num novo Pentecostes [2]. Jesus tinha prometido: o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos tenho dito [3]. E cumpriu a Sua promessa. Cabe-nos agora a nós, que somos Seus discípulos, levar a todo o mundo, com a nossa palavra e o nosso exemplo, a mensagem de salvação que Ele confiou aos cristãos.
Este, e não outro, é o fim da Igreja: a salvação das almas, uma a uma. Para isso o Pai enviou o Filho, e Eu vos envio também a vós (Jo 20, 21). Daí o mandato de dar a conhecer a doutrina e de batizar, para que na alma habite, pela graça, a Santíssima Trindade [4]. O mandato de Cristo encontrou no coração do nosso Padre, pela bondade divina, um acolhimento pronto e alegre. E o nosso Fundador transmitiu-nos, com força, esse impulso apostólico que não conhece fronteiras.
[1]. Mc 16, 15.
[2]. S. Josemaria, Sulco, n. 213.
[3]. Jo 14, 26.
[4]. S. Josemaria, Homilia O fim sobrenatural da Igreja, 28-V-1972.


(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de junho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 5 de junho de 2017

E começou a falar-lhes por parábolas: «Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, edificou uma torre e arrendou-a a uns vinhateiros, e ausentou-se daquele país. Chegado o tempo, enviou aos vinhateiros um servo para receber deles a sua parte dos frutos da vinha. Mas eles, apanhando-o, bateram-lhe, e mandaram-no embora de mãos vazias. Enviou-lhes de novo outro servo, e também a este o feriram na cabeça, e o carregaram de injúrias. Enviou de novo outro, e mataram-no. Assim fizeram a muitos outros, dos quais bateram nuns e mataram outros. «Tendo ainda um filho muito amado, também o enviou por último, dizendo: “Respeitarão o meu filho”. Porém, aqueles vinhateiros disseram uns para os outros: “Este é o herdeiro, vinde, matêmo-lo e será nossa a herança”. Pegaram nele, mataram-no, e lançaram-no fora da vinha. «Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá, exterminará os vinhateiros e dará a vinha a outros. Vós nunca lestes este passo da Escritura: “A pedra que fora rejeitada pelos que edificavam, tornou-se pedra angular. Pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”». Procuravam apoderar-se d'Ele, mas temeram o povo. Tinham compreendido bem que dissera esta parábola contra eles. E, deixando-O, retiraram-se. 

Mc 12, 1-12