Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O burquíni explica o Brexit

Seleção de imagem 'Spe Deus'
Quem foi o maior crítico à proibição do burquíni em França?

Não, meu caro leitor, na comunidade internacional, não foram os movimentos feministas. E não, meu caro leitor, na sociedade política, não foi a esquerda gaulesa, que até tem, pasme-se, uma ministra para os direitos da mulher.

O maior crítico a este atentado contra a diversidade foi um jornal conservador, a publicação de direita mais lida do Reino Unido, o “Telegraph”. Nele foi escrito que os verdadeiros “inimigos da liberdade” são os polícias. Nele foi escrito que os decretos dos autarcas que proíbem o burquíni são ilegais.

O meu caro leitor perguntará legitimamente: por que diabo temos a direita britânica a defender mulheres muçulmanas quando até a esquerda francesa perdeu a paciência? Um primeiro palpite apontaria para os recentes atentados em França. Mas os ingleses também já sofreram, e muito, com o terrorismo islâmico. Um segundo palpite apontaria para o número elevadíssimo de muçulmanos na França de hoje. Mas Londres também está a abarrotar de mesquitas.

Não existe uma explicação contemporânea para uma diferença tão marcante entre países relativamente similares. São ambos ocidentais, europeus, democráticos, desenvolvidos, globalizados, etc. A justificação é histórica. Identitária até.

Esta semana, polícias franceses multaram uma muçulmana por não estar vestida de acordo “com o secularismo e a boa moral”. A senhora, de nacionalidade francesa, vestia leggings, um lenço de cabeça que não cobria o rosto e uma túnica colorida e comprida. Não há nenhuma lei nacional francesa que proíba este vestuário. Não há nenhuma lei local - como os decretos de proibição ao burquíni - que possa proibir este vestuário. O “Telegraph” tinha razão: os polícias estão a violar a lei ao não respeitarem a liberdade do ser humano vestir-se como quiser.

A “boa moral”, como escreveu ontem Ana Sá Lopes no editorial deste jornal, sempre foi inimiga da liberdade. E os britânicos sabem isso. O facto de o Estado francês fazer-se valer do poder de coerção das suas forças de autoridade para impingir a “boa moral” - seja lá isso o que for - é antidemocrático.

A tradição de liberdade dos povos da língua inglesa, a ideia de um Estado que serve apenas de “guarda noturno” e não de papá do cidadão e a crença que cada indivíduo - homem, mulher, muçulmano ou cristão - sabe melhor qual é a sua moral do que qualquer outro são conceitos que fizeram do Reino Unido a democracia parlamentar mais coerente da história política.

Não é por acaso que um homem chamado Sadiq Khan, muçulmano praticante, conseguiu chegar a presidente da câmara de Londres. E também não é por acaso que assim que os seus pontos de vista pessoais o levaram a proibir cartazes publicitários de mulheres em roupa interior, interferindo a sua moral na vida da sociedade civil, a direita não o perdoou. É isso mesmo, caro leitor, conservadores a defender cartazes de roupa interior de um político de esquerda. Só mesmo na Grã-Bretanha, garanto-lhe. Este excecionalismo é, para mim, uma das principais causas para terem votado para abandonar a União Europeia.

A UE, como projeto de raiz francófona, centralizante e que respeita cada vez menos as diferenças entre Estados-membros, é diretamente oposta à referida tradição de liberdade dos povos de língua inglesa. É por isso que afirmo: o burquíni explica o Brexit.

O trauma da revolução francesa, o secularismo como religião oficial do Estado que não respeita nenhuma outra e o desprezo pelo livre arbítrio em troca da uniformização são as consequências de uma França mal resolvida consigo mesma.

A França, meu caro leitor, não tem um problema com fatos de banho alternativos, que até são esgotados em Inglaterra por mulheres não muçulmanas. A França tem um problema com a liberdade. Desde 1789.

Sebastião Bugalho

O Evangelho do dia 26 de agosto de 2016

«Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas. Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Mt 25, 1-13

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O Evangelho do dia 25 de agosto de 2016

«Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor. Sabei que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, sem dúvida, e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso estai vós também preparados, porque virá o Filho do Homem na hora em que menos pensais. «Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor colocou à frente da sua família para lhe distribuir de comer a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo, a quem o seu senhor, quando vier, achar a proceder assim. Na verdade vos digo que lhe confiará o governo de todos os seus bens. Mas, se aquele servo mau disser no seu coração: “O meu senhor tarda em vir”, e começar a bater nos seus companheiros, a comer e beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo no dia em que não o espera, e na hora que não sabe, e mandará açoitá-lo e dar-lhe-á a sorte dos hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

Mt 24, 42-51

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Evangelho do dia 24 de agosto de 2016

Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de Quem escreveu Moisés na Lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José». Natanael disse-lhe: «De Nazaré pode porventura sair coisa que seja boa?». Filipe disse-lhe: «Vem ver». Jesus viu Natanael, que vinha ter com Ele, e disse dele: «Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento». Natanael disse-lhe: «Donde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira». Natanael respondeu: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel». Jesus respondeu-lhe: «Porque te disse que te vi debaixo da figueira, acreditas?; verás coisas maiores que esta». E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do Homem».

Jo 1, 45-51

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Evangelho do dia 23 de agosto de 2016

«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã e do endro e do cominho, e descuidais as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! São estas coisas que era preciso praticar, sem omitir as outras. Condutores cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo! «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais o que está por fora do copo e do prato, e por dentro estais cheios de rapina e de imundície! Fariseu cego, purifica primeiro o que está dentro do copo e do prato, para que também o que está fora fique limpo.

Mt 23, 23-26