Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Evangelho do dia 6 de maio de 2016

Em verdade, em verdade vos digo que haveis de chorar e gemer, e o mundo se há-de alegrar; haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria. A mulher, quando dá à luz, está em sofrimento, porque chegou a sua hora, mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da sua aflição, pela alegria que sente de ter nascido um homem para o mundo. Vós, pois, também estais agora tristes, mas hei-de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria. Naquele dia, não Me interrogareis sobre nada. «Em verdade, em verdade vos digo que, se pedirdes a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-la dará.

Jo 16, 20-23

quinta-feira, 5 de maio de 2016

VIGÍLIA DE ORAÇÃO "PARA ENXUGAR AS LÁGRIMAS" - MEDITAÇÃO DO PAPA FRANCISCO

Prezados irmãos e irmãs!

Na sequência dos testemunhos que escutamos e à luz da Palavra do Senhor que clarifica a nossa situação de sofrimento, comecemos por invocar a presença do Espírito Santo, para que venha entre nós. Seja Ele a iluminar a nossa mente, a encontrar as palavras certas e capazes de proporcionar conforto; seja Ele a abrir o nosso coração, para ter a certeza da presença de Deus que não nos abandona na provação. O Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos que nunca os deixaria sozinhos: em cada situação da vida, estaria junto deles com o envio do Espírito Consolador (cf. Jo 14, 26) que havia de os ajudar, sustentar e confortar.

Nos momentos de tristeza, na tribulação da doença, na angústia da perseguição e na desolação do luto, cada um de nós procura uma palavra de consolação. Temos intensa necessidade de alguém que esteja ao nosso lado e sinta compaixão por nós. Experimentamos o que significa estar desorientados, confusos, feridos profundamente como nunca tínhamos pensado acontecer-nos. Incertos, olhamos em redor para ver se encontramos alguém que possa realmente compreender a nossa dor. A mente enche-se de interrogações, mas as respostas não chegam. A razão, sozinha, não é capaz de iluminar o nosso íntimo, compreender a dor que sentimos e dar a resposta que esperamos. Nestes momentos, temos mais necessidade das razões do coração, as únicas capazes de nos fazerem entender o mistério que envolve a nossa solidão.

Quanta tristeza nos acontece vislumbrar em tantos rostos que encontramos! Quantas lágrimas são derramadas, em cada instante, no mundo; uma diferente da outra; e, juntas, formam como que um oceano de desolação, que invoca piedade, compaixão, consolação. As mais amargas são as lágrimas causadas pela maldade humana: as lágrimas de quem viu arrancar-lhe violentamente uma pessoa querida; lágrimas de avós, de mães e pais, de crianças... Há olhos que muitas vezes param fixos no pôr-do-sol e têm dificuldade em ver a alvorada dum dia novo. Precisamos de misericórdia, da consolação que vem do Senhor. Todos nós precisamos dela; é a nossa pobreza, mas também a nossa grandeza: invocar a consolação de Deus, que, com a sua ternura, vem enxugar as lágrimas do nosso rosto (cf. Is 25, 8; Ap 7, 17; 21, 4).

Nesta nossa dor, não estamos sozinhos. Também Jesus sabe o que significa chorar pela perda duma pessoa amada. Uma das páginas mais comoventes do Evangelho é esta: quando Jesus vê Maria a chorar pela morte do irmão Lázaro, também Ele não conseguiu conter as lágrimas. Emocionou-Se profundamente e desatou a chorar (cf. Jo 11, 33-35). Com esta descrição, o evangelista João quer mostrar como Jesus toma parte na tristeza dos seus amigos e Se solidariza com o seu desconforto. As lágrimas de Jesus baralharam muitos teólogos ao longo dos séculos, mas sobretudo lavaram tantas almas, aliviaram tantas feridas! Também Jesus experimentou, em Si mesmo, o medo do sofrimento e da morte, a deceção e o desconforto pela traição de Judas e de Pedro, a dor pela morte do amigo Lázaro. Jesus «não abandona aqueles que ama» (Agostinho, In evangelium Johannis 49, 5). Se Deus chorou, também eu posso chorar, ciente de que sou compreendido. O pranto de Jesus é o antídoto contra a indiferença face ao sofrimento dos meus irmãos. Aquele pranto ensina-me a assumir a dor dos outros, a tornar-me participante do incómodo e do sofrimento de quantos vivem nas situações mais dolorosas. Mexe comigo para me fazer perceber a tristeza e o desespero de quantos viram até roubar-lhes o corpo dos seus entes queridos, e já não têm sequer um lugar onde possam encontrar consolação. O pranto de Jesus não pode ficar sem resposta por parte de quem acredita n’Ele. Como Ele consola, assim somos chamados nós a consolar.

No momento do pavor, da comoção e do pranto, surge no coração de Cristo a oração ao Pai. A oração é o verdadeiro remédio para o nosso sofrimento. Na oração, também nós podemos sentir a presença de Deus ao nosso lado. A ternura do seu olhar consola-nos, a força da sua palavra sustenta-nos, incutindo esperança. Junto do túmulo de Lázaro, Jesus rezou dizendo: «Pai, dou-Te graças por Me teres atendido. Eu já sabia que sempre Me atendes» (Jo 11, 41-42). Precisamos de ter esta certeza: o Pai escuta-nos e vem em nosso auxílio. O amor de Deus, derramado nos nossos corações, permite-nos dizer que, quando se ama, nada e ninguém poderá jamais separar-nos das pessoas que amamos. Assim no-lo recorda, com palavras de grande consolação, o apóstolo Paulo: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (...) Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças Àquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rm 8, 35.37-39). A força do amor transforma o sofrimento na certeza da vitória de Cristo e da nossa vitória, com Ele, e na esperança de que um dia estaremos juntos de novo e contemplaremos para sempre o rosto da Trindade Santíssima, fonte eterna da vida e do amor.

Junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança.

O Evangelho do dia 5 de maio de 2016

E disse-lhes: «Assim está escrito que o Cristo devia padecer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que em Seu nome havia de ser pregado o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. Eu vou mandar sobre vós o Prometido por Meu Pai. Entretanto permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto». Depois, levou-os até junto de Betânia e, levantando as Suas mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, separou-Se deles e era levado para o céu. Eles, depois de O adorarem, voltaram para Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no templo louvando a Deus.

Lc 24, 46-53

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Francisco na Audiência geral (resumo em português)

Locutor:
A parábola da ovelha perdida mostra-nos a solicitude de Jesus pelos pecadores e a misericórdia de Deus que não quer nem se resigna a perder ninguém. Todos estão avisados e devem saber que a misericórdia para com os pecadores é o estilo do agir de Deus. A este estilo, Ele é absolutamente fiel: nada e ninguém O pode afastar desta sua vontade de salvar a todos. É capaz de deixar as noventa e nove ovelhas no deserto, para ir à procura da que anda perdida. Com isto, Jesus quer fazer-nos refletir sobre o modo como vivemos a nossa fé. Para encontrar o Senhor, temos de O procurar, não onde nós pretendemos encontrá-Lo, mas onde Ele nos quer encontrar: e o pastor só pode ser encontrado, onde está a ovelha perdida. Fazendo saber que vai à procura da ovelha perdida, provoca as outras noventa e nove para que participem na reunificação do rebanho. E, se assim procederem, não só a ovelha trazida aos ombros, mas todo o rebanho acompanhará o pastor até casa, para fazer festa com «os amigos e os vizinhos». Aos olhos de Jesus, não há ovelhas definitivamente perdidas, mas apenas ovelhas que devem ser reencontradas. E Ele impele-nos a sair à procura delas. Não há distância que o pastor não possa superar; e nenhum rebanho pode renunciar a um irmão que anda perdido. Encontrar quem se perdeu é a alegria do pastor e de Deus, mas é também a alegria do rebanho. Todos nós somos ovelhas reencontradas e trazidas para casa pela misericórdia do Senhor; e somos chamados, por nossa vez, a reunir juntamente com Ele o rebanho inteiro.

Santo Padre:
Con cordiale affetto, saluto tutti i pellegrini di lingua portoghese,in modo speciale i diversi gruppi e movimenti del Portogallo e i fedeli della parrocchia di Nossa Senhora de Lourdes, di São Tomé. Fratelli e amici, siete in buone mani, siete nelle mani della Vergine Maria. Ella vi protegga dalla tentazione di fare a meno degli altri, pensando di salvarvi da soli. Pregate per me! Dio vi benedica!

Locutor:
Com cordial afeto, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial os diversos grupos e movimentos de Portugal e os fiéis da paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, de São Tomé. Irmãos e amigos, estais em boas mãos, estais nas mãos da Virgem Maria. Ela vos proteja da tentação de prescindir dos outros, pensando em salvar-vos sozinhos. Rezai por mim! Que Deus vos abençoe!

O Evangelho do dia 4 de maio de 2016

Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará no caminho da verdade total, porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu e vo-lo anunciará. Tudo quanto o Pai tem é Meu. Por isso Eu vos disse que Ele receberá do que é Meu e vo-lo anunciará.

Jo 16, 12-15