Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A saudade do meu Pai Jorge

Faz hoje três anos que partiste e como sempre foste um excelente ser humano ajudando o próximo, estou convicto que o Senhor na sua infinita bondade Te acolherá no Seu Reino. Deixaste rastro nos filhos, netos e bisnetos e serás sempre uma referência para todos nós.

Agradeço-te tudo o que fizeste pela família, em termos meramente pessoais fica-me a bênção que me concedeste nas vésperas da tua partida e o facto de teres aceite e guardado em lugar bem visível o pequeno crucifixo que te ofereci na ocasião.

Pai Jorge tudo farei para voltar a unir a família que entretanto se separou, com a tua memória bem viva e agradeço a Deus Nosso Senhor pelo privilégio de ter sido um dos teus cinco filhos. A pacificação entre todos os membros da família será tarefa árdua provavelmente muito morosa, mas sabes estou muito tranquilo pois o Espírito Santo colocará na minha boca as palavras mais adequadas e nas minhas ações a busca de imitar a Jesus Cristo e imitado-O sei que estarei na boa estrada.

Deixo-te um último pedido, olha por nós que te amámos e amamos independentemente das posições entretanto assumidas.

Paulo

A luz que me leva pela mão

São Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas
Hino 18; SC 174

Nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível, que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo. [...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. Quando a possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte; precipito-me para a agarrar e ela desaparece. Não sei que fazer e esgoto as minhas forças. Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade, e a não considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da Sua infinita misericórdia. [...]

Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se e depois foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos — isso pertence aos perfeitos —, mas é quando estamos em trabalhos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece de longe e consigo senti-la no meu coração. Grito até ficar estrangulado de tanto querer agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço tudo, sento-me e choro, desesperando de a tornar a ver assim mais uma vez. Quando já chorei muito e consinto em parar, então, vindo misteriosamente, ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está aqui a iluminar o meu espírito com uma luz tão doce.

O Evangelho do dia 16 de novembro de 2015

Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.

Lc 18, 35-43

domingo, 15 de novembro de 2015

Bom Domingo do Senhor!

Aprendamos nós também com a parábola da figueira como nos pede o Senhor no Evangelho de hoje (Mc 13, 24-32) e nunca descuremos os sinais que Ele nos vai enviando para assim nos encontrarmos prontos para a Parúsia.

Vinde Senhor Jesus julgar os vivos e os mortos encontrando-nos preparados e dignos de estar entre os eleitos!

Orar sempre

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador do Opus Dei
Homilia «Cristo Presente nos Cristãos», em «Cristo que Passa», nº 116

«Orai sem interrupção», manda o apóstolo (1 Tes 5, 17). E, recordando este preceito apostólico, escreve Clemente de Alexandria: «Manda-se-nos louvar e honrar o Verbo, a Quem conhecemos como salvador e rei; e por Ele o Pai, não em dias escolhidos, como fazem alguns, mas constantemente, ao longo de toda a vida, e de todos os modos possíveis».

No meio das ocupações de cada jornada, no momento de vencer a tendência para o egoísmo, ao sentir a alegria da amizade com os outros homens, em todos esses instantes o cristão deve reencontrar Deus. Por Cristo e no Espírito Santo, o cristão tem acesso à intimidade de Deus Pai, e percorre o seu caminho buscando esse reino, que não é deste mundo, mas que neste mundo se inicia e se prepara.

É preciso privar com Cristo na palavra e no pão, na Eucaristia e na oração. Tratá-Lo como se trata com um amigo, como um ser real e vivo, como Cristo é, porque ressuscitou. [...] Cristo, Cristo ressuscitado, é o companheiro, o amigo. Um companheiro que apenas Se deixa ver entre sombras, mas cuja realidade enche toda a nossa vida, e que nos faz desejar a Sua companhia definitiva. «O Espírito e a Esposa dizem. Vem! E aquele que ouve diga: Vem! Que aquele que tem sede venha! Que aquele que deseja receba gratuitamente a água da vida. [...] O que dá testemunho destas coisas diz: Sim, Eu venho em breve. Assim seja, vem Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20).