Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 13 de setembro de 2015

Bom Domingo do Senhor!

Que nunca nos suceda fazer como Pedro, conforme nos narra o Evangelho de hoje (Mc 8, 27-35) e tenhamos a ousadia e a falta de amor e fé de repreender o Senhor. Que nas nossas orações Lhe saibamos transmitir as nossas angústias e perplexidades com a humildade de quem sabe que Ele só quer o nosso bem, mesmo quando tal não nos é evidente.

Senhor Jesus, Filho de Deus em vós descansamos e nos abandonamos!

A festa de anos e o sonho de Deus

O Papa escolheu o dia de anos de Nossa Senhora (o dia 8 de Setembro) para vários momentos importantes e para dedicar mais atenção ao nosso país. Na Eucaristia que celebrou essa manhã, adivinhava-se que Francisco se preparava para um dia em cheio. Na homilia, comentou que «o nosso Pai Deus tem sonhos, e sonha coisas belas para o seu povo, para cada um de nós, porque é Pai e sendo Pai pensa e sonha o melhor para os seus filhos».

Não é a primeira vez que o Papa fala assim de Deus. Francisco está mesmo convencido de que Deus nos quer completamente felizes e, quando precisa de nos ralhar um pouco, Francisco explica que estamos a estragar os planos de Deus. Deixamo-nos enganar pelo medo, julgamos que a generosidade vai ser difícil e acabamos por deitar a perder o plano fantástico de Deus.

Esta semana, Portugal marcou presença no Vaticano, porque os bispos portugueses estiveram lá. Com a viagem já marcada para vir a Portugal, o Papa disse-lhes qual era o seu propósito principal: «Tenho profundo desejo de ir a Fátima!».

No dia 8, de manhã, o tal aniversário de Nossa Senhora, o Papa deu uma entrevista à jornalista Aura Miguel, que será transmitida pela Renascença na segunda-feira, 14 de Setembro, às 9 horas e, novamente, no mesmo dia às 19 horas. A história imprevista da entrevista (porque ultrapassou completamente os procedimentos habituais) foi contada pela própria Aura Miguel. O Papa já tinha falado do assunto noutras ocasiões, mas agora tirou do bolso um envelope e disse-lhe: «Veja lá se está de acordo com a data e a hora... porque, se não for conveniente para a sua agenda, não hesite em avisar-me, que eu arranjo outra solução». Aura Miguel diz que, atordoada, com o papel na mão, olhou para aquela folha. A letra miudinha do Papa lá estava, com a data e a hora escolhidas por Francisco: 8 de Setembro, 11h30.

Pouco depois desta entrevista, perante uma praça de S. Pedro que transbordava de peregrinos pelas ruas circundantes, o Papa falou de generosidade. De abrir a porta e o coração aos outros. A multidão aplaudiu com entusiasmo (os bispos portugueses também, colocados no estrado, perto do Papa), mas Francisco foi muito concreto. É difícil não ficar a pensar, cada um para si, como podemos abrir o coração. E tudo o resto. Francisco acha que, quando abrimos o coração, o primeiro a entrar é Deus, a Alegria com maiúscula, o Deus cheio de sonhos, a inventar coisas boas para nós...

No mesmo dia 8 de Setembro, o Papa publicou duas cartas, «motu proprio» (de sua própria iniciativa), para reformar o processo canónico relativo à declaração de nulidade do casamento. O Papa relembra nesses textos que o casamento católico é indissolúvel e que não pode haver hesitações nesse ponto. O que tem de mudar é a rapidez a apreciar se o casamento foi válido. Como se sabe, há casos em que não chegou a haver casamento, por não se terem verificado as condições mínimas para a validade da cerimónia. Se isso aconteceu, os interessados não estão casados, mas devem dirigir-se à autoridade eclesiástica, para se confirmar que não houve realmente casamento. Tradicionalmente, essa averiguação demorava muito, frequentemente muitos anos, e acabava por ser dispendiosa para as pessoas pobres. Com a nova reforma, Francisco exige que o processo canónico se decida num prazo curto e seja praticamente gratuito.

Francisco explica que não se trata de torcer os factos. Se o casamento é válido, é para sempre e a declaração da autoridade deve ser expedita e clara: há casamento! Se não se cumpriram as condições para que a celebração tenha sido válida, a autoridade deve ser igualmente rápida e clara: as pessoas estão solteiras!

Dentro de 15 dias, Francisco parte para Cuba e depois para os Estados Unidos, onde presidirá ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia. Poucos dias depois de regressar a Roma, começa o sínodo sobre a Família. O Papa pede insistentemente orações. Na nossa sociedade, a felicidade da família vivida segundo o projecto de Deus está em competição com um pesadelo. Mas Deus sonha. Parece que o Papa também. Mas – diz ele – precisamos insistentemente de mais oração.
José Maria C.S. André
Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus
13-IX-2015

«Tome a sua cruz e siga-Me»

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A expiação mística / Amor à cruz, 24/11/1934

A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do Seu Reino. Assim, a predilecção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira Santa e cumprida a obra da Redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora.

Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf. Col 3, 1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.

sábado, 12 de setembro de 2015

«Se alguém quiser vir após Mim [...], tome a sua cruz e siga-Me»

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais 03/04/38


Como exprimir o que a minha alma sentiu quando, da boca dum santo prelado, ouviu o que é já a minha loucura, o que me torna absolutamente feliz no meu exílio: o amor da cruz! [...] Que bom seria ter a verve do rei David para poder exprimir as maravilhas do amor à cruz! [...]

A cruz de Cristo! Que mais posso dizer? Não sei orar, não sei o que é ser bom, não tenho espírito religioso, pois estou cheio do mundo. Só sei uma coisa, uma coisa que enche a minha alma de alegria, apesar de me ver tão pobre de virtudes e tão rico em misérias; sei apenas que tenho um tesouro que não trocaria por nada nem por ninguém: a minha cruz, a cruz de Jesus, essa cruz que é o meu único repouso. Como explicar isto? Quem não experimentou, não pode sequer suspeitar do que se trata.

Ah, se todos os homens amassem a cruz de Cristo! Se o mundo soubesse o que é abraçar plenamente, verdadeiramente, sem reservas, em loucura de amor, a cruz de Cristo! [...] Tanto tempo perdido em conversas, devoções e exercícios que são santos e bons, mas que não são a cruz de Jesus, não são o que há de melhor. [...]

Pobre homem que não prestas para nada, que não serves para nada [...], que arrastas a tua vida, seguindo como podes as austeridades da regra, contentando-te em esconder no silêncio os teus ardores: ama até à loucura o que o mundo despreza por não conhecer, adora em silêncio essa cruz, que é o teu tesouro, sem que ninguém se aperceba. Medita em silêncio diante dela nas grandezas de Deus, nas maravilhas de Maria, nas misérias do homem. [...] Prossegue a tua vida sempre em silêncio, amando, adorando e unindo-te à cruz. Que queres mais? Saboreia a cruz, como disse hoje de manhã o senhor bispo. Saborear a cruz!

O Evangelho de Domingo dia 13 de setembro de 2015

Saiu Jesus com os Seus discípulos pelas aldeias de Cesareia de Filipe. Pelo caminho, interrogou os discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam-Lhe: «Uns dizem que João Baptista, outros que Elias, e outros que algum dos profetas». Então perguntou-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». Pedro respondeu: «Tu és o Cristo». Então Jesus ordenou-lhes severamente que não dissessem isto d'Ele a ninguém. E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem padecesse muito, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto, e que ressuscitasse depois de três dias. E falava destas coisas claramente. Pedro, tomando-O à parte, começou a repreendê-l'O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os Seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Retira-te daqui, Satanás, que não aprecias as coisas de Deus, mas sim as dos homens». Depois, chamando a Si o povo com os Seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quer seguir-Me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a vida por amor de Mim e do Evangelho, salvá-la-á.

Mc 8, 27-35