Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

«Se alguém quiser vir Comigo [...] tome a sua cruz e siga-Me»

São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
Vida de S. Francisco, Legenda Major, cap. 13

Dois anos antes da sua morte, Francisco percebeu que depois de ter imitado a Cristo durante a vida, devia agora também imitá-Lo na Sua Paixão. Isto em nada o assustou, tanto mais que, transportado para Deus pelos desejos dum arrebatamento absolutamente seráfico e transformado pela compaixão n'Aquele que, «pelo amor imenso» (Ef 2,4), quis ser crucificado, enquanto rezava numa certa manhã na encosta da serra que se chama Monte Alverne, por alturas da Festa da Exaltação da Santa Cruz, viu descer do céu um serafim com seis asas resplandecentes como lume. De uma assentada chegou perto do homem de Deus, e uma pessoa apareceu então por entre as suas asas: era alguém crucificado, com os braços e as pernas estendidos e pregados a uma cruz.

Esta visão mergulhou Francisco no mais profundo assombro, uma vez que no seu coração se misturavam a tristeza e a alegria. Rejubilava com o olhar benevolente com o qual se viu estimado por Cristo na figura dum serafim, mas aquela crucifixão trespassava a sua alma de dor e de compaixão como uma espada (Lc 2,35). Desse modo, essa visão maravilhosa mergulhou-o na mais alta perplexidade, até porque sabia que um ser imortal como um serafim não podia de maneira alguma suportar os sofrimentos da Paixão. Por fim, graças à luz do Céu, compreendeu por que razão a divina Providência lhe enviara uma visão assim: não era pelos martírios do corpo que devia transformar-se na figura de Cristo crucificado, mas através do amor que incendeia a alma.

O Evangelho do dia 7 de agosto de 2015

Então, Jesus disse aos Seus discípulos: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, acha-la-á. Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai com os Seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo que, entre aqueles que estão aqui presentes, há alguns que não morrerão antes que vejam vir o Filho do Homem com o Seu reino».

Mt 16, 24-28

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Esqueça tudo o que leu, viu e ouviu na imprensa incluindo a dita católica

Leia o texto integral da intervenção do Papa na Audiência geral de ontem e acredite que não se arrependerá e mais uma vez verá o que é a manipulação

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Com esta catequese retomemos a nossa reflexão sobre a família. Depois de ter falado, na última vez, das famílias feridas por causa da incompreensão dos cônjuges, hoje gostaria de chamar a nossa atenção para outra realidade: como ocupar-nos daqueles que, depois do fracasso irreversível do seu vínculo matrimonial, empreenderam uma nova união.

A Igreja sabe bem que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Contudo, o seu olhar de mestra haure sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. Eis o motivo pelo qual sente o dever, «por amor à verdade», de «discernir bem as situações». Assim se expressava João Paulo II, na Exortação apostólica Familiaris consortio (n. 84), dando como exemplo a diferença entre quem sofreu a separação em relação a quem a causou. Este discernimento deve ser feito.

Se considerarmos depois também estes novos vínculos com o olhar dos filhos pequenos — e os pequeninos vêem — com o olhar das crianças, vermos ainda mais a urgência de desenvolver nas nossas comunidades um acolhimento real para com as pessoas que vivem essas situações. Por isso é importante que o estilo da comunidade, a sua linguagem, as suas atitudes, estejam sempre atentas às pessoas, a partir dos pequeninos. São eles que mais sofrem, nestas situações. De resto, como poderíamos recomendar a estes pais que façam de tudo para educar os filhos na vida cristã, dando-lhes o exemplo de uma fé convicta e praticada, se os mantivéssemos à distância da vida da comunidade, como se estivessem excomungados? Devemos fazer de maneira que não se acrescentem outros pesos além dos que os filhos, nestas situações, já se encontram a ter que suportar! Infelizmente, o número destas crianças e jovens é deveras grande. É importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta à escuta e ao encontro.

Na realidade, nestes decénios a Igreja não foi nem insensível nem indolente. Graças ao aprofundamento realizado pelos Pastores, guiado e confirmado pelos meus Predecessores, aumentou muito a consciência de que é necessário um acolhimento fraterno e atento, no amor e na verdade, em relação aos baptizados que estabeleceram uma nova convivência depois da falência do matrimónio sacramental: não estão excomungados; com efeito, estas pessoas não devem absolutamente ser tratadas como tais: elas fazem parte da Igreja.

O Papa Bento XVI interveio sobre esta questão, solicitando um discernimento atento e um acompanhamento pastoral sábio, consciente que não existem «receitas simples » (Discurso no VII Encontro Mundial das Famílias, Milão, 2 de Junho de 2012, resposta n. 5).

Eis o motivo do repetido convite dos Pastores a manifestar aberta e coerentemente a disponibilidade da comunidade a acolhê-los e a encorajá-los, para que vivam e desenvolvam cada vez mais a sua pertença a Cristo e à Igreja com a oração, com a escuta da Palavra de Deus, com a frequência da liturgia, com a educação cristã dos filhos, com a caridade e o serviço aos pobres, com o compromisso pela justiça e a paz.

O ícone bíblico do Bom Pastor (Jo 10, 11-18) resume a missão que Jesus recebeu do Pai: dar a vida pelas ovelhas. Esta atitude é um modelo também para a Igreja, que acolhe os seus filhos como uma mãe que oferece a sua vida por elas. «A Igreja está chamada a ser sempre a casa aberta do Pai [...]» — Não às portas fechadas! Não às portas fechadas! — «todos podem participar de alguma forma na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade. A Igreja [...] é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fatigante» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 47).

Do mesmo modo todos os cristãos estão chamados a imitar o Bom Pastor. Sobretudo as famílias cristãs podem colaborar com Ele ocupando-se das famílias feridas, acompanhando-as na vida de fé da comunidade. Cada qual faça a sua parte assumindo a atitude do Bom Pastor, o qual conhece cada uma das suas ovelhas e não exclui nenhuma do seu amor infinito!

Educar para a castidade

A maior parte dos homens e mulheres, recebe do Senhor a chamada para santificarem-se no estado matrimonial; outros, também muitos, recebem o dom do celibato, com o qual servem à Igreja e às almas indivíso corde [2], com o coração indiviso. Em qualquer caso – seja no casamento, seja no celibato – trata-se sempre de uma vocação divina, um chamamento que o Senhor dirige a cada criatura.

Já desde os anos 30 do século passado, São Josemaria pregava com plena convicção esta realidade; tempos, nos quais a vocação à santidade era considerada quase exclusiva dos sacerdotes e daqueles que escolhiam a vida religiosa. No entanto, nosso Padre insistiu, na sua pregação e na direção espiritual com as pessoas jovens: Estás rindo porque te digo que tens “vocação matrimonial”? - Pois é verdade: isso mesmo, vocação[3].

Para a boa educação dos filhos, é preciso ajudar-lhes a adquirir a preparação adequada para escolher livremente o caminho que lhes levará a Deus. Também é uma tarefa muito própria dos pais. A Igreja sempre insistiu que os pais e mães não podem delegar esta obrigação a outras pessoas. Já Pio XI denunciou os males desse «naturalismo que (...) invade o campo da educação em matéria delicadíssima como é a honestidade dos costumes»[4]. E São João Paulo II, na exortação apostólica Familiaris consortio, reafirma que «A educação para o amor como dom de si constitui também a premissa indispensável para os pais (...). Diante de uma cultura que «banaliza» em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico»[5], aqueles que são responsáveis do lar devem considerar muito seriamente, nesse papel, a dignidade da pessoa, criada a imagem e semelhança de Deus.

Neste contexto, é irrenunciável a educação para a castidade, como virtude que desenvolve a autêntica maturidade de cada homem, de cada mulher, e lhes tornam capazes de respeitar e promover a verdade de que o corpo pertence a Deus. Por isso, aqueles que presidem a família devem ter uma atenção e um cuidado especial, para discernir os sinais da chamada de Deus à educação para a virgindade, como forma suprema do dom de si mesmo que constitui o sentido intrínseco da sexualidade humana [6].

Certamente, os pais e mães podem e – em alguns casos – devem buscar o conselho de pessoas bem formadas, mas a iniciativa e a responsabilidade pertencem sempre a eles. Não devem mostrar escrúpulos ou medos de abordar estes temas. Dirijo-me especialmente aos fiéis e os Cooperadores da Obra chamados ao estado matrimonial. Com sentido sobrenatural e carinho humano, com muita liberdade, advertireis as preocupações que surgem em vossos filhos, e atuareis então com delicadeza, apoiados na oração.

[2] Cf. 1 Cor 7, 32-34.
[3] São Josemaria, Caminho, n. 27.
[4] Pio XI, Litt. enc. Divini illius Magistri, 31-XII-1929, n. 49.
[5] São João Paulo II, Exhort. ap. Familiaris consortio, 22-XI-1981, n. 37.
[6] Cf. Ibid.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de agosto de 2015, excerto a partir do site do Opus Dei no Brasil)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 6 de agosto de 2015

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: «Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: «Este é o Meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência; ouvi-O». Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: «Levantai-vos, não temais». Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus. Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: «Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos».

Mt 17, 1-9