Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

As diferenças e as essências dos actos de ‘optimismo’ e de ‘esperança’

«(…) temos de prestar atenção às diferenças estruturais entre o acto de ‘optimismo’ e o acto de ‘esperança’ para ter debaixo de olho as suas essências. O objectivo do optimismo é a utopia do mundo para sempre livre e feliz, a sociedade perfeita, em que a história atinge a sua meta e manifesta a sua divindade. A meta próxima que nos garante, por assim dizer, a segurança do fim longínquo é o sucesso do nosso poder-fazer. O fim da esperança cristã é o reino de Deus, isto é, a união do homem e do mundo com Deus, mediante um acto de poder e amor divinos.»

(
Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo) 

«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa»

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja 
Homilias sobre as palavras do Evangelho: «Eis que o anjo do Senhor lhe apareceu», n°2, 13-15


«José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente» (Mt 1,19). Porque era justo, não queria desonrá-la. Não teria sido justo se se tivesse feito seu cúmplice depois de a ter julgado culpada, nem se, reconhecendo a sua inocência, a tivesse condenado. Eis porque tomou a decisão de secretamente a deixar. Mas porquê deixá-la? […] Pela mesma razão, dizem os Padres, que incitou Pedro a afastar o Senhor, dizendo-Lhe: «Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador» (Lc 5,8). De igual modo Lhe fechou a porta o centurião, dizendo-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto» (Mt 8,8).

José, que se considerava um pecador, dizia para consigo mesmo que era indigno por ter por mais tempo em sua casa uma mulher cuja excelência e superioridade lhe inspiravam veneração e temor. Ele viu que Ela carregava em si mesma o sinal indubitável da presença divina; e, incapaz de compreender o mistério, queria deixá-la. São Pedro temeu a omnipotência divina; o centurião ficou atemorizado com a presença da majestade de Cristo. José, enquanto homem, foi tomado de espanto ante um milagre tão singular e um tão impenetrável mistério; era por isso que, em segredo, meditava deixar Maria. Não vos espanteis por José se julgar indigno de viver ao lado da Virgem grávida; santa Isabel também não conseguiu suportar a sua presença sem ficar tomada de temor e de respeito: «E donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1,43) […]

Porquê deixá-la em segredo? Para não dar azo a que se procurasse a causa de tal separação e para que ninguém viesse exigir explicações. Que poderia este homem justo ter respondido a […] pessoas sempre prontas a contestar? Se tivesse desvelado os seus pensamentos, se tivesse dito estar convencido da pureza da sua noiva, esses cépticos tê-lo-iam votado ao escárnio, e teriam lapidado Maria […]. José teve portanto razão, pois não queria mentir nem difamar. […] Mas o anjo disse-lhe: «Não temas, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 18 de dezembro de 2014

A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente. Pensando ele estas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados».Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz um filho, e pôs-Lhe o nome de Jesus.

Mt 1, 18-25

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Breve oração do Santo Padre pelas vítimas dos recentes atentados terroristas

“Agora desejo rezar convosco pelas vítimas dos desumanos actos terroristas ocorridos nos últimos dias na Austrália, no Paquistão e no Iémen. Que o Senhor acolha na Sua paz os defuntos, conforte os familiares e converta os corações dos terroristas que não se detêm nem mesmo quando se trata de crianças”

Tradução a partir do italiano do blogue

Papa Francisco na Audiência geral (resumo em português)

Locutor: A celebração do Natal, que se aproxima, enche de luz o dom e o mistério da família. Na verdade, a encarnação do Filho de Deus marca um novo início na história universal do homem e da mulher. E este novo início teve lugar no seio duma família, em Nazaré. Deus escolheu nascer numa família humana, que Ele mesmo formou numa localidade insignificante, e até pouco considerada, da periferia do Império Romano. Foi precisamente de lá que começou a história mais santa e abençoada: a história de Jesus entre os homens. E cada família cristã – como fizeram Maria e José – pode acolher Jesus, ouvi-Lo, falar com Ele, guardá-Lo, protegê-Lo, conversar com Ele; e, deste modo, melhorar o mundo. Demos espaço ao Senhor no nosso coração e no nosso dia-a-dia! Assim fizeram Maria e José. E não foi fácil… Quantas dificuldades tiveram de superar! A família de Nazaré é uma família real, uma família normal; contemplando-a, descobrimos a vocação e a missão da família, de cada família. Como aconteceu naqueles trinta anos de vida oculta de Jesus em Nazaré, assim pode suceder connosco: fazer com que se torne normal o amor e não o ódio, fazer com que se torne comum a ajuda recíproca e não a indiferença nem a inimizade. Não é por acaso que a palavra “Nazaré” significa «Aquela que guarda»; e o mesmo se diz de Maria: «Ela guardava todas estas coisas no seu coração». Desde então, todas as vezes que há uma família que guarda no coração este mistério da vocação e missão da família, ainda que seja na periferia do mundo, está a realizar-se o mistério do Filho de Deus. E Ele vem para salvar o mundo.

Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, benvenuti! Di cuore vi saluto tutti e affido al buon Dio la vostra vita e quella dei vostri familiari. Grazie mille dei vostri auguri per il mio compleanno e per le prossime festività natalizie, che ricambio augurandovi un Santo Natale e un buon Anno Nuovo pieno delle benedizioni del Bambino Divino.

Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! De coração vos saúdo a todos, confiando ao bom Deus a vossa vida e a dos vossos familiares. Muito obrigado pelos votos formulados pelo meu aniversário e para as próximas Festas Natalícias, que retribuo desejando-vos um Santo Natal e um Ano Novo repleto das bênçãos do Deus Menino.