Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

«Muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes»

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Discursos sobre os salmos, Sl 118, n°20


«Senhor, a minha alma anseia pelo teu amparo» (Sl 118,81), isto é, está à sua espera. Bem-aventurada fraqueza, que revela o desejo de um bem ainda não adquirido, mas apaixonadamente desejado. A quem correspondem estas palavras senão, desde as origens da humanidade e até ao fim dos séculos, «à raça eleita, sacerdócio real, povo adquirido» (1Ped 2,9), a todos os homens que, cada um na sua época, viveram, vivem ou viverão no desejo de Cristo?

A testemunha desta espera é o velho São Simeão, que exclamou, ao tomar o Menino nos seus braços: «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a salvação» (Lc 2,29-30). É que ele tinha recebido de Deus a promessa de que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. O desejo deste velho – e devemos acreditar nisto – é o de todos os santos dos tempos que o precederam. Era por isso que o Senhor dizia aos seus discípulos: «Muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram.»

Todos estes homens devem pois ser também incluídos entre os que cantam: «A minha alma desfaleceu perante a tua salvação.» Nunca nesse tempo abrandou este desejo dos santos e nunca abrandará no Corpo de Cristo, a sua Igreja, até ao fim do mundo, até que chegue «o Desejado de todos os povos» prometido pelo profeta (Ag 2,8 Vulg). […] O desejo de que falamos vem do facto de amarmos, como o apóstolo Paulo, «a manifestação de Cristo». É sobre ela que ele diz: «Quando Cristo, que é a vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com Ele, revestidos de glória» (Col 3,4). Nos primeiros tempos, antes da concepção virginal de Jesus, a Igreja contava com santos que desejavam a vinda de Cristo na carne. Actualmente, conta outros santos que desejam a manifestação de Cristo na sua glória. Desde o princípio do mundo até ao fim dos tempos, este desejo da Igreja não tem descanso.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 2 de dezembro de 2014

Naquela mesma hora Jesus exultou de alegria no Espírito Santo, e disse: «Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos simples. Assim é, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado. Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar». Depois, tendo-Se voltado para os discípulos, disse: «Felizes os olhos que vêem o que vós vedes. Porque Eu vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes e não o viram, ouvir o que vós ouvis e não o ouviram».

Lc 10, 21-24

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Convite apresentação «Tiologias» em Coimbra - 3 de dezembro


A bondade do Senhor encheu a Terra inteira

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja 
6º sermão para o Advento


Um dia, o Salvador virá restabelecer a força do nosso corpo, como diz o apóstolo Paulo: «Esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso» (Fil 3,20-21) […].

O Deus Sabaoth, o Senhor todo-poderoso, o Rei de glória, virá dos céus transformar estes nossos corpos, para os tornar semelhantes ao seu corpo glorioso. Que glória, que alegria, quando o Criador do universo, que sob tão humilde aparência Se tinha escondido ao vir resgatar-nos, aparecer em toda a sua glória e majestade […], diante de todos os olhares, para glorificar estes corpos de miséria! Quem se lembrará então da humildade da sua primeira aparição, quando O virmos descer na luz, precedido de anjos que arrebatarão do pó os nossos corpos ao som da trombeta, para seguidamente os levarem ao encontro de Cristo (1Tess 4,16ss)? […]

Que a nossa alma se alegre portanto, e que o nosso corpo repouse na esperança, enquanto aguarda o nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo, que o há-de transformar para o tornar semelhante ao seu corpo de glória. Escreveu um profeta: «Se a minha alma tem sede de Ti, quanto não Te há-de desejar o meu corpo!» (Sl 62,2 Vulg.). A alma desse profeta pedia com todas as forças a primeira vinda do Salvador, que havia de vir resgatá-la; mas a sua carne pedia ainda mais vivamente a última vinda, em que será glorificada. Todos os nossos votos serão então cumpridos: a majestade do Senhor encherá a Terra inteira. Possa a misericórdia de Deus conduzir-nos a essa glória, a essa felicidade, a essa paz que ultrapassa tudo o que se pode imaginar (Fil 4,7) e que Nosso Senhor Jesus Cristo não permita que a nossa espera ardente no Salvador seja vã.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 1 de dezembro de 2014

Tendo entrado em Cafarnaum, aproximou-se d'Ele um centurião, e fez-Lhe uma súplica, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre muito». Jesus disse-lhe: «Eu irei e o curarei». Mas o centurião, respondeu: «Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa; diz, porém, uma só palavra, e o meu servo será curado. Pois também eu sou um homem sujeito a outro, mas tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: “Vai”, e ele vai; e a outro: “Vem”, e ele vem; e ao meu servo: “Faz isto”, e ele o faz». Jesus, ouvindo estas palavras, admirou-Se, e disse para os que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não achei fé tão grande em Israel. Digo-vos, pois, que virão muitos do Oriente e do Ocidente, e se sentarão com Abraão, Isaac e Jacob no Reino dos Céus,

Mt 8, 5-11