Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

«Comiam, bebiam, compravam, vendiam»

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo 
Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, n°11, 1


O Senhor fez muitas recomendações aos seus discípulos, para que o seu espírito sacudisse como poeira tudo o que é terreno por natureza e se elevasse ao desejo das realidades sobrenaturais. Isto porque, quando nos voltamos para a vida do céu, temos de ser mais fortes do que o sono e de manter sempre o espírito vigilante. […] Refiro-me à letargia daqueles que estão afundados na mentira de vida, por esses sonhos ilusórios que são as honras, as riquezas, o poder, a ostentação, o fascínio dos prazeres, a ambição, a sede da fruição, a vaidade, e tudo aquilo que os homens superficiais procuram loucamente, levados pela imaginação. Todas estas coisas desaparecem com a natureza efémera do tempo; elas pertencem ao campo do parecer […]; mal parecem existir, logo desaparecem como as ondas no mar. […]

É para que o nosso espírito se liberte destas ilusões que o Verbo, a Palavra de Deus, nos convida a sacudir dos olhos da alma este sono profundo, para que não nos afastemos das verdadeiras realidades, apegando-nos ao que não tem consistência. É por isso que Ele nos propõe a vigilância, ao dizer-nos: «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas» (Lc 12,35). Porque, ao brilhar diante dos olhos, a luz espanta o sono, e os rins cingidos com o cinto impedem que o corpo sucumba. […] Aquele que está cingido pela temperança vive na luz de uma consciência pura; a confiança filial ilumina a sua vida como uma lâmpada. […] Se vivermos assim, entraremos numa vida semelhante à dos anjos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 14 de novembro de 2014

Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também quando vier o Filho do Homem. Comiam e bebiam, tomavam mulher e marido, até ao dia em que Noé entrou na arca; e veio o dilúvio, que exterminou a todos. Como sucedeu também no tempo de Lot; comiam e bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou a todos. Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem. Nesse dia quem estiver no terraço e tiver os seus móveis em casa, não desça a tomá-los; da mesma sorte, quem estiver no campo, não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Lot. Quem procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; quem a perder, salvá-la-á. Eu vos digo: Nessa noite, de duas pessoas que estiverem num leito, uma será tomada e a outra deixada. Duas mulheres estarão a moer juntas, uma será tomada e a outra deixada!». Omitido na Neo-Vulgata. Os discípulos disseram-Lhe: «Onde será isso, Senhor?». Ele respondeu-lhes: «Onde quer que estiver o corpo, juntar-se-ão aí também as águias».

Lc 17, 26-37

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (5)

«Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?»

«Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.»

Mas, Senhor, Tu sabes que depois de todos aqueles problemas porque passei, fiquei praticamente sem nada! E sabes também que de algum modo ainda tento dar alguma coisa do pouco que tenho, que, reconheço, é apesar de tudo bem mais do que o que muitos têm!

Eu sei que tu já não tens esses bens, que também já não tens essa tal posição social que esses bens te davam, que vives com o que tens e que ainda partilhas alguma coisa daquilo que tens, mas meu filho, continuas agarrado ao que tiveste, de tal modo que colocas em tudo isso, numa qualquer possibilidade da recuperação de tudo o que tiveste, a tua felicidade no futuro!

Mas, Senhor, é errado sonhar com voltar a ter aquilo que já tive?

Não, meu filho, não é errado! Mas ganhas alguma coisa em sonhar assim? Afinal em que acreditas tu? Acreditas que são os bens do mundo que te levam à felicidade, à vida eterna, ou que esse caminho é seguires-me com a vida que Eu te dou e encho do meu amor, aceitando o teu dia-a-dia no trabalho que coloco nas tuas mãos?

Mas sabes, Senhor, por vezes tenho medo do futuro, tenho medo de ficar sem o pouco que ainda tenho, tenho medo de não saber como fazer, de não saber como viver!

Alguma vez te faltei? Alguma vez te faltei naquilo que é realmente importante na tua vida? Alguma vez não me sentiste ao teu lado? Até mesmo naqueles momentos de secura, não acreditaste sempre que Eu estava ali contigo, embora não Me sentisses?

Não, Senhor, sempre acreditei que estavas comigo em todos os momentos, embora por vezes me sentisse só!

Lembras-te quando tudo aconteceu, como sentiste o teu mundo desmoronar-se? Lembras-te como Me procuraste em cada momento, em cada palavra, em cada sinal, em cada celebração? Lembras-te que Me procuravas, mais procurando o meu amor para alcançares a paz, a aceitação de tudo, do que para pedires o retrocesso do que tinha acontecido? Naquela altura querias sentir apenas o meu amor, a minha presença junto de ti. Porque é que agora não te chega o meu amor?

É que tenho medo, Senhor! Ou será orgulho e vaidade? Ou será tudo misturado? Parece-me que aquilo que tinha era meu por direito, que fazia parte tão importante da minha vida que me é impossível separar-me de tudo, nem que seja mesmo só sonhando!

Não vês, meu filho, que todos aqueles bens são perecíveis, são efémeros? Não percebes que te entregas agora muito mais a Mim do que naquele tempo? Podes por acaso comprar nem que seja um pouco da vida eterna com aqueles bens? O que te falta? Falta-te amor? Falta-te a família? Faltam-te amigos verdadeiros? Falta-te algo verdadeiramente imprescindível na tua vida? Não me tens a Mim sempre junto de ti e entregando-me a ti e por ti na Eucaristia?

Vai, repousa no meu amor, confia em Mim, recorda o teu passado como algo de muito bom que te dei, mas confia agora apenas no futuro que em ti coloco, em tudo o que te dou, e … «depois, vem e segue-me.»

Marinha Grande, 13 de Novembro de 2014

Joaquim Mexia Alves

"Remeditado" e reescrito com base num texto de 2012

«O Reino de Deus está entre vós e dentro de vós»

Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul 
Discursos, 1ª série, n°30


A acção de graças, a gratidão daquele que recebe incita aquele que dá a dar sempre mais. Mas aquele que não dá graças pelas coisas mais pequenas só pode ser mentiroso e injusto no caso das grandes. Aquele que está doente e conhece a sua doença pode pedir a cura; aquele que reconhece o seu sofrimento está perto da sua cura e encontrá-la-á facilmente. […]

Lembra-te da queda daqueles que pensavam ser fortes e sê humilde nas tuas virtudes. […] Afasta-te de ti mesmo e o teu inimigo será afastado para longe de ti. Tranquiliza-te e o céu e a terra encher-te-ão de paz. Esforça-te por entrar no tesouro do teu coração e verás o tesouro do céu. Porque um e outro são o mesmo. Entrando num, contemplas os dois. A escada deste Reino está em ti, escondida na tua alma. Mergulha em ti mesmo para descobrires o teu pecado: aí encontrarás os degraus pelos quais poderás elevar-te […]: «O Reino dos céus está dentro de vós.»

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 13 de novembro de 2014

Tendo-Lhe os fariseus perguntado quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: «O reino de Deus não virá ostensivamente. Não se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no meio de vós». Depois disse aos Seus discípulos: «Virá tempo em que desejareis ver um só dos dias do Filho do Homem e não o vereis. E vos dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo acolá. Não vades, nem os sigais. Porque, assim como o clarão brilhante de um relâmpago ilumina o céu de uma extremidade à outra, assim será o Filho do Homem no Seu dia. Mas primeiro é necessário que Ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.

Lc 17, 20-25