Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Maria acompanha-nos, luta connosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal

"Auxilium christianorum!", Auxílio dos cristãos! Reza com plena segurança a ladainha loretana. Já experimentaste repetir essa jaculatória nas tuas dificuldades? Se o fizeres com fé, com ternura de filha ou de filho, verificarás a eficácia da intercessão da tua Mãe Santa Maria, que te levará à vitória[6].

Também a Virgem Maria conheceu dificuldades e duras provas, durante a sua vida na Terra. Mas foi fiel a Deus em todos os momentos, conservando sempre vivo no seu coração o fiat que tinha pronunciado em Nazaré. «Maria foi progredindo constantemente na sua união com Deus – escreveu D. Álvaro – de claridade em claridade, de uma graça a outra graça maior, sem travões de nenhum tipo, até que teve lugar o acontecimento singular e maravilhoso que a Igreja celebra no próximo dia 15» [7].

A mulher do Apocalipse é também figura de Nossa Senhora. Como a Igreja, Maria compartilha, em certo sentido, esta dupla condição. Ela, claro, entrou definitiva¬mente na glória do Céu. Mas isso não significa que esteja longe, que esteja separada de nós. Na verdade, Maria acompanha-nos, luta connosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, especialmente o Terço (…), também tem essa dimensão “agonística”, ou seja, de luta, uma oração que dá apoio na luta contra o maligno e seus aliados [8].

[6]. S. Josemaria, Sulco, n. 180.
[7]. D. Álvaro, Carta 1-VIII-1993.
[8]. Papa Francisco, Homilia, 15-VIII-2013.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de agosto de 2014)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Baptismo recorda-nos que a fé não é obra do indivíduo isolado

A transmissão da fé verifica-se, em primeiro lugar, através do Baptismo. Poderia parecer que este sacramento fosse apenas um modo para simbolizar a confissão de fé, um acto pedagógico para quem precise de imagens e gestos, e do qual seria possível fundamentalmente prescindir. Mas não é assim, como no-lo recorda uma palavra de São Paulo: « Pelo Baptismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova » (Rm 6, 4); nele, tornamo-nos nova criatura e filhos adoptivos de Deus. E mais adiante o Apóstolo diz que o cristão foi confiado a uma « forma de ensino » (typos didachés), a que obedece de coração (cf. Rm 6, 17): no Baptismo, o homem recebe também uma doutrina que deve professar e uma forma concreta de vida que requer o envolvimento de toda a sua pessoa, encaminhando-a para o bem; é transferido para um novo âmbito, confiado a um novo ambiente, a uma nova maneira comum de agir, na Igreja. Deste modo, o Baptismo recorda-nos que a fé não é obra do indivíduo isolado, não é um acto que o homem possa realizar contando apenas com as próprias forças, mas tem de ser recebida, entrando na comunhão eclesial que transmite o dom de Deus: ninguém se baptiza a si mesmo, tal como ninguém vem sozinho à existência. Fomos baptizados.

Lumen Fidei, 41

A “bem-aventurada paixão”

“A transfiguração é um momento antecipado de luz que nos ajuda a encarar com o olhar da fé a paixão de Jesus. Esta é, sim, um mistério de sofrimento, mas é também a “bem-aventurada paixão”, porque é um mistério do extraordinário amor de Deus; é o êxodo definitivo que nos abre a porta para a liberdade e novidade da Ressurreição, da salvação do mal. Disso temos bem no nosso caminho quotidiano, muitas vezes marcado também pelo mal”.

(Bento XVI na visita a 04.03.2012 à paróquia de São João Batista de La Salle em Roma)

«Nisto apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele»

Anastácio do Sinai (?-depois de 700), monge 
Homilia na Festa da Transfiguração


Hoje o Senhor apareceu realmente na montanha. Hoje a natureza humana, criada no passado semelhante a Deus mas obscurecida pelas figuras disformes dos ídolos, foi transfigurada na antiga beleza do homem criado «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1,26). […] Hoje, na montanha, o homem, que estava vestido com túnicas de pele escura e sombria (Gn 3,21), endossou a vestimenta divina, «envolto em luz como num manto» (Sl 103,2). […]

Moisés contemplou de novo o fogo que não consumia a sarça (Ex 3,2), mas que dá vida a toda a carne […], e disse: «Agora vejo-Te, a Ti que és realmente e para sempre, a Ti que estás com o Pai e que me disseste: "Eu sou Aquele que sou" (v. 14). […] Agora vejo-Te, a Ti que desejava ver quando disse: "Mostra-me a tua glória" (Ex 33,18). Já não vejo apenas as tuas costas, escondido na fenda da rocha (v. 23), mas vejo-Te, Deus cheio de amor pelos homens, oculto sob uma forma humana. Já não me cobres com a tua direita (v. 22), mas és a Direita do Altíssimo revelada ao mundo. Tu és o mediador, tanto da Antiga como da Nova Aliança, Deus antigo e homem novo. […]

«A Ti que me disseste no Sinai: "Um ser humano não pode ver-Me e continuar vivo" (v. 20), como podemos agora contemplar-Te face a face aqui na terra, em carne e osso? Como vives entre os homens? Tu que és a vida e que dás a vida, como corres para a morte? Tu que moras entre os seres no mais alto dos céus, como avanças para mais abaixo que os seres mais abandonados, para junto dos que já morreram? […] Porque queres mostrar-Te também àqueles que estão adormecidos desde há séculos, visitar os patriarcas na morada dos mortos, descer a libertar Adão das suas dores.» […] Porque é assim que «os justos brilharão na ressurreição» (Mt 13,43); é assim que eles serão glorificados, é assim que serão transfigurados.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 6 de agosto de 2014

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: «Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: «Este é o Meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência; ouvi-O». Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: «Levantai-vos, não temais». Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus. Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: «Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos».

Mt 17, 1-9