Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 24 de maio de 2014

ESCREVER O “INSCREVÍVEL”!

É sempre assim!
Sinto vontade de escrever, pego na folha branca e … nada!

E fico a olhar o branco imaculado, provavelmente à espera que surja um qualquer texto, que me toque e me arranque de uma letargia espiritual em que me parece ter caído.

É que não sinto aquela exaltação interior, aquela sensação da presença d’Ele junto de mim, dentro de mim, aquela voz que comanda a palavra que já sai escrita do coração, para apenas ser dada ao papel.

Torna-se árido o escrever e no entanto a vontade de colocar palavras no papel, ou melhor, de exprimir o que sinto, escrevendo, é mais forte que a falta das palavras.

Como é que se escreve o que não é “escrevível”?

Como é que se escreve transmitindo o sentimento de: Eu sei que estás aí, mas não Te sinto!

Há um vazio, mas não é um vazio sem nada, é um vazio de uma presença real, mas que não sinto … e me esvazia.

Me esvazia!!! Preciso de esvaziar-me de mim!

Preciso de deixar de querer, para passar a crer.
Preciso de deixar de gostar, para decididamente amar.
Preciso de apenas querer sentir, para definitivamente viver.

Calmamente espero sentir-Te, espero o regresso da exaltação interior e … nada!

Apenas e tão só esta certeza absoluta, real e verdadeira de que estás aqui, de que estás comigo, e de que não preciso de Te sentir, para Te ter.

Afinal sempre há palavras que escrevem o “inscrevível”!!!

Monte Real, 23 de Maio de 2014

Joaquim Mexia Alves

Maio mês de Maria - Ave Maria - Verdi por Montserrat Caballé

Nossa Senhora Auxiliadora

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.

Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.

Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”. O Papa Pio IX, há pouco tempo eleito, também se inscreveu no movimento e diante desta bela imagem, ele celebrou a Missa de agradecimento pela sua volta do exílio de Gaeta.     

Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes em um bonito quadro alemão.

E chega o ano de 1815:  Nasce aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: SÃO JOÃO BOSCO. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleónico  começa a Reestruturação  Europeia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas 
Em 1817, o Papa Pio VII benzeu uma tela de Santa Maria e conferiu-lhe o título de “MARIA AUXILIUM CHRISTIANORUM”.

Os anos foram se sucedendo e o rei Carlo Alberto, foi a cabeça do movimento em prol da unificação da Itália, e ao mesmo tempo, os atritos entre Igreja e Estado, deram lugar a uma forte sensibilização política, com atitudes suspeitas para com a Igreja. E como não podia deixar de ser, D. Bosco, lutador e defensor insigne da Igreja de Cristo, ficou sendo mira forte do governo e foi até obrigado a fugir de alguns atentados. Sim, tinha de fato inimigos que não viam bem sua postura positiva a favor da Igreja e nem tão pouco a emancipação da classe pobre, defendida tenazmente pelo Santo.
Pio IX, então cabeça da Igreja, manifestou-se logo a favor de uma devoção pessoal para com a Auxiliadora e quando este sofrido Pontífice esteve no exílio, o nosso Santo lhe enviou 35 francos, recolhidos entre seus jovens do oratório. O Papa ficou profundamente comovido com esta atitude e conservou uma grande lembrança deste gesto de afeto de D. Bosco e da generosidade dos rapazes pobres.

E continuam muitas lutas políticas, desavenças, lutas e rixas entre Igreja e Estado.  Mas a 24 de maio, em Roma, o Papa Pio IX preside uma grandiosa celebração em honra de Maria Auxiliadora, na Igreja de Santa Maria.  E em 1862, houve uma grandiosa organização especificamente para obter da Auxiliadora, a proteção para o Papa diante das perseguições políticas que ferviam cada vez mais, em detrimento para a Igreja de Jesus Cristo.

Nestes momentos particularmente críticos, entre 1860-1862 para a Igreja, vemos que D. Bosco toma uma opção definitiva pela AUXILIADORA, título este que ele decide concentrar a devoção mariana por ele oferecida ao povo. E justamente em 1862, ele tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente.             

D. Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com D. Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de D. Bosco".

Escreveu o santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Se Me perseguiram a Mim, também vos hão-de perseguir a vós»

São Policarpo (69-155), bispo, mártir 
Carta aos Filipenses, 1,1–2,3; 8,2; 9,1-2 (trad. do Breviário, 3ª e 4ªfeira da XXVI semana do Tempo Comum)


Muito me alegro convosco em Nosso Senhor Jesus Cristo, porque recebestes aqueles que são a imagem da verdadeira caridade [Sto. Inácio de Antioquia e companheiros] […], aqueles que iam presos com cadeias dignas dos santos, cadeias que são os diademas de quem foi escolhido pelo nosso Deus e Senhor. Alegro-me também porque a raiz vigorosa da vossa fé, tão celebrada desde tempos antigos, ainda permanece até aos nossos dias e produz frutos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que por nossos pecados foi voluntariamente ao encontro da morte e que «Deus ressuscitou, libertando-O das cadeias da morte» (Act 2,24). «Sem O verdes ainda, vós acreditais nele com uma alegria inefável e gloriosa» (1Ped 1,8). […] «Aquele que O ressuscitou dos mortos também nos ressuscitará a nós» (2Cor 4,14) se cumprirmos a Sua vontade e vivermos segundo os Seus mandamentos, amando o que Ele amou. […] Sejamos imitadores da Sua paciência; e, se padecemos por Sua causa, dêmos glória ao Seu nome. Este foi o exemplo que Ele nos deu com a Sua vida, e é nisso que nós acreditamos.

Peço-vos a todos que obedeçais à palavra da justiça e em tudo exerciteis a paciência. Esta paciência pudestes vós contemplá-la com os vossos próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Zósimo e Rufo, mas também em muitos outros que eram da vossa comunidade, bem como no próprio Paulo e nos outros Apóstolos. Lembrai-vos de que todos estes não correram em vão (Gal 2,2), mas na fé e na justiça, e se encontram agora no lugar que mereceram, junto do Senhor, com Quem também padeceram. Porque eles não amaram este mundo (2Tim 4,10), mas Aquele que por nós morreu e que Deus ressuscitou por nossa causa.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 24 de maio de 2014

«Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, Me aborreceu a Mim. Se fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da palavra que Eu vos disse: Não é o servo maior do que o senhor. Se eles Me perseguiram a Mim, também vos hão-de perseguir a vós; se guardaram a Minha palavra, também hão-de guardar a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do Meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou.

Jo 15, 18-21