Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 20 de abril de 2014

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, que a alegria da Tua Ressurreição se sobreponha aos nossos estados de alma, hoje e sempre.

Dai-nos força, a fé e o amor no coração para combatermos securas, apatias e angústias, podendo assim amar-Vos como mereceis.

Querido Jesus, beijamos-Te no nosso crucifixo mais ainda para Te e nos assegurar da nossa profunda e filial entrega.

Louvado sejais para todo o sempre! Aleluia! Aleluia!

JPR

Sejamos capazes de defender os indefesos

Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!

… Papa Francisco, nesta Páscoa 2014, dirigindo a bênção Urbi et Orbi (à Cidade de Roma e ao mundo), da varanda central da basílica de São Pedro, a sua mensagem pascal, em que tomou como ponto de partida o anúncio do anjo às mulheres, perante o sepulcro aberto: “Ressuscitou! Vinde e vede!”

Uma mensagem que hoje ressoa uma vez mais na Igreja espalhada pelo mundo: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (...). Vinde, vede o lugar onde jazia»

“Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!”

É este o acontecimento que está na base da nossa fé e da nossa esperança – sublinhou o Papa: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja veria esgotar-se o seu ímpeto, porque foi dali que partiu e é sempre daqui que de novo parte. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte.

“Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.”

Há que dizer a todos: «Vinde e vede», isso porque - insistiu o Papa - a Boa Nova não é apenas uma palavra, é testemunho…

“A Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído...

O Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto… “Com esta jubilosa certeza no coração”, o Papa Francisco prosseguiu a sua Mensagem pascal em jeito de oração ao Senhor ressuscitado pedindo-lhe a graça de O reconhecer e servir nos irmãos que sofrem:
“Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.

Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices. Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.”

Na sua oração a Jesus Ressuscitado, Papa Francisco não esqueceu os que sofrem com doenças como a epidemia de Ébola… dos quais é preciso cuidar, contrastando também as condições de vida que facilitam a sua difusão…

“Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de Ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.”

O Papa pediu ao Senhor Ressuscitado que console quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque a eles foram arrancados injustamente, como (é o caso, por exemplo) das numerosas pessoas – padres e leigos - sequestradas em diferentes partes do mundo.

Recordados também “os que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.”

Na parte final da Mensagem pascal a todo o mundo, o Papa evocou as situações de guerra e de violências, nomeadamente a Síria, o Iraque, a Terra Santa, a República Centro-Africana, Nigéria, Sudão do Sul, Venezuela e Ucrânia…

Começando por pedir a “Jesus glorioso”, que “cesse toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente”, prosseguiu o Papa Francisco, em tom de súplica:
“Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.”

“Pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.”

Finalmente a referência à Ucrânia, observando que este ano os católicos de rito latino celebram juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, o Papa pediu ao Senhor Ressuscitado “que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação” e “que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País”.

“Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!”

Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!

O Santo Padre deu a todos a bênção apostólica, a que está ligada, nesta circunstância, a indulgência plenária, nas condições previstas de conversão pessoal, absolvição sacramental e oração pelas intenções do Santo Padre.

Anteriormente, a partir das 10.15, o Santo Padre havia presidido à solene Missa da Ressurreição, na Praça de São Pedro, com uma multidão incontável de fiéis. Coincidindo este ano a celebração da Páscoa nas comunidades de rito latino com a data da Páscoa nas comunidades que seguem o calendário juliano, a celebração papal de hoje incluiu também um antiquíssimo Cântico do património da liturgia pascal bizantina… que recordam as mulheres que vão ao Sepulcro para ungir o corpo de Jesus e recebem a boa nova de que o Senhor ressuscitou…

(Fonte: 'news.va' com adaptação)

Vídeo da ocasião em italiano

A Ressurreição do Senhor


"A contemplação do rosto de Cristo não se pode reduzir à sua imagem de crucificado. Ele é o Ressuscitado!" (João Paulo II, "O Rosário da Virgem Maria", 23).
EVANGELHO DE S. LUCAS:
No primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram removida a pedra do sepulcro. Entrando, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. (...)

No mesmo dia, caminhavam dois deles para uma aldeia, chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando sobre tudo o que se tinha passado. Sucedeu que, quando eles iam conversando e discorrendo entre si, aproximou-Se deles o próprio Jesus e caminhou com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que fechados, de modo que não O reconheceram. Ele disse-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Eles pararam cheios de tristeza.

Um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Serás tu o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que ali se passou nestes dias?». Ele disse-lhes: «Que foi?». Responderam: «Sobre Jesus Nazareno, que foi um profeta, poderoso em obras e em palavras diante de Deus e de todo o povo; e de que maneira os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte, e O crucificaram. Ora nós esperávamos que Ele fosse o que havia de libertar Israel; depois de tudo isto, é já hoje o terceiro dia, depois que estas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres, das que estavam entre nós, nos sobressaltaram porque, ao amanhecer, foram ao sepulcro e, não tendo encontrado o Seu corpo, voltaram dizendo que tinham tido a aparição de anjos que disseram que Ele está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam que era assim como as mulheres tinham dito; mas a Ele não O encontraram».
Lucas 24, 1-24

TEXTOS DE S. JOSEMARÍA:
Ao cair da tarde do sábado, Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para ir embalsamar o corpo morto de Jesus. – No outro dia, de manhãzinha cedo, chegam ao sepulcro, nascido já o Sol (Mc XVI, 1 e 2). E entrando, ficam consternadas, porque não encontram o corpo do Senhor. – Um jovem, coberto de vestes brancas, diz lhes: Não temais; sei que procurais Jesus Nazareno. Non est hic, surrexít enim sicut dixit, – não está aqui, porque ressuscitou, como tinha anunciado (Mt XXVIII, 5).

Ressuscitou! – Jesus ressuscitou. Não está no sepulcro. A Vida pôde mais do que a morte. Apareceu a Sua Mãe Santíssima. – Apareceu a Maria de Magdala, que está louca de amor. – E a Pedro e aos demais Apóstolos. – E a ti e a mim, que somos Seus discípulos e mais loucos do que Madalena! Que coisas Lhe dissemos!

Que nunca morramos pelo pecado; que seja eterna a nossa ressurreição espiritual. – E, antes de terminar a dezena, beijaste as chagas dos Seus pés... e eu, mais atrevido, – por ser mais criança – pus os meus lábios no Seu lado aberto.
Santo Rosário, 1º mistério de glória

O dia do triunfo de Nosso Senhor, da sua Ressurreição, é definitivo. Onde estão os soldados que a autoridade tinha posto? Onde estão os selos que tinham colocado sobre a pedra de sepulcro? Onde estão os que condenaram o Mestre? Onde estão os que crucificaram Jesus?... Ante a sua vitória, produz-se a grande fuga dos pobres miseráveis. Enche-te de esperança: Jesus Cristo vence sempre.
Forja, 660

Instaurare omnia in Christo, é o lema que S. Paulo dá aos cristãos de Éfeso: dar forma a tudo segundo o espírito de Jesus; colocar Cristo na entranha de todas as coisas: Si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum: quando Eu for levantado sobre a terra, tudo atrairei a mim. Cristo, com a sua Encarnação, com a sua vida de trabalho em Nazaré, com a sua pregação e os seus milagres por terras da Judeia e da Galileia, com a sua morte na Cruz, com a sua Ressurreição, é o centro da Criação, Primogénito e Senhor de toda a criatura.

A nossa missão de cristãos é proclamar essa Realeza de Cristo; anunciá-la com a nossa palavra e com as nossas obras. O Senhor quer os seus em todas as encruzilhadas da Terra. A alguns, chama-os ao deserto, desentendidos das inquietações da sociedade humana, para recordarem aos outros homens, com o seu testemunho, que Deus existe. Encomenda a outros o ministério sacerdotal. À grande maioria, o Senhor quere-a no mundo, no meio das ocupações terrenas. Estes cristãos, portanto, devem levar Cristo a todos os ambientes em que se desenvolve o trabalho humano: à fábrica, ao laboratório, ao trabalho do campo, à oficina do artesão, às ruas das grandes cidades e às veredas da montanha.

Gosto de recordar a este propósito o episódio da conversa de Cristo com os discípulos de Emaús. Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor, penetra nos seus corações, comunica-lhes algo da vida que Nele habita. Quando, ao chegar àquela aldeia, Jesus faz menção de seguir para diante, os dois discípulos retêm-No e quase O forçam a ficar com eles. Reconhecem-No depois ao partir o pão: – O Senhor, exclamam, esteve connosco! Então disseram um para o outro: Não é verdade que sentíamos abrasar-se-nos o coração dentro de nós enquanto nos falava no caminho e nos explicava as Escrituras? Cada cristão deve tornar Cristo presente entre os homens; deve viver de tal maneira que todos com quem contacte sintam o bonus odor Christi, o bom odor de Cristo, deve actuar de forma que, através das acções do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre.
Cristo que passa, 105

Textos de S. Josemaría sobre o primeiro mistério glorioso.

A História da Páscoa (uma delícia verdadeiramente imperdível)

Regensburger Domspatzen: Christus vincit