Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 6 de abril de 2014

Eugénia Lima ofereceu ao Santuário de Fátima o acordeão que a acompanhou na sua carreira

A acordeonista portuguesa Eugénia Lima faleceu, aos 88 anos, a 4 de abril, na sua residência. Vai a enterrar hoje, 6 de abril, ao final da tarde, em Rio Maior.

Naqueles que foram os últimos dias da sua vida, encontrando-se hospitalizada, Eugénia Lima pediu aos seus familiares que entregassem ao Santuário de Fátima aquele que considerava o seu mais importante acordeão, o que a acompanhara ao longo da sua carreira, em Portugal e no estrangeiro.

O instrumento, que possui uma extraordinária afinação, resultado da mestria do pai da artista, foi entregue, ao início da tarde de 25 de março, ao Santuário de Fátima, na pessoa do diretor do Museu do Santuário, Marco Daniel Duarte, por uma delegação de cinco pessoas.

No momento da oferta, um dos elementos da comitiva, que integrava o sacerdote Aníbal Mota e um primo da artista, realizou uma chamada telefónica para Eugénia Lima na qual a acordeonista disse ao diretor do Museu do Santuário de Fátima que entregava a Nossa Senhora de Fátima o seu “mais importante tesouro”.

O Santuário de Fátima envia as mais sentidas condolências à família de Eugénia Lima.

BOLETIM INFORMATIVO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA - n.º 32/2014, de 6 de abril de 2014

Ele está à nossa espera junto do Pai

"Não há nenhum limite para a misericórdia de Deus" - repete-o Papa Francisco que, no Ângelus, recorda o genocídio de Ruanda, o terramoto de L'Aquila e o vírus Ébola do Congo.

Numa Praça de S. Pedro particularmente repleta de fiéis, o Papa Francisco na sua reflexão antes da oração mariana do Ângelus comentou o Evangelho deste quinto domingo da Quaresma que nos fala da ressurreição de Lázaro, o ponto mais alto dos "sinais" prodigiosos realizados por Jesus, um gesto demasiado grande, muito claramente divino para ser tolerado pelos sumos sacerdotes que, sabendo deste facto, tomaram a decisão de matar Jesus, disse o Papa, que em seguida acrescentou:
Lázaro estava morto havia três dias, quando Jesus chegou; e às irmãs Marta e Maria, Ele disse palavras que ficaram gravadas para sempre na memória da comunidade cristã: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca mais morrerá ".

Seguindo a Palavra do Senhor, nós acreditamos que a vida daqueles que acreditam em Jesus e seguem o seu mandamento, depois da morte será transformada numa vida nova, plena e imortal. Como Jesus ressuscitou com o seu próprio corpo, mas não voltou à vida terrena, assim também nós ressuscitaremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Ele está à espera de nós junto do Pai, e a força do Espírito Santo, que o ressuscitou dos mortos, também ressuscitará aqueles que estão unidos a Ele. E sobre o significado desta ressurreição para a vida dos fiéis o Papa sublinou: Diante do túmulo lacrado do amigo, Jesus "bradou com voz forte: " Lázaro, sai para fora!". O morto saiu, com os pés e as mãos enfaixados com ligaduras, e o rosto envolvido num sudário ". Este grito peremptório é dirigido a cada homem, porque todos nós somos marcados pela morte; é a voz d'Aquele que é o senhor da vida e quer que todos "a tenham em abundância". Cristo não se resigna aos túmulos que construímos para nós com as nossas opções do mal e da morte. Ele nos convida , quase nos ordena, a sair do túmulo em que os nossos pecados nos afundaram. Chama-nos com insistência para sairmos da escuridão da prisão em que nos fechamos, para nos contentarmos com uma vida falsa, egoísta, medíocre.

Ao grito do Senhor "Sai para fora!" – continuou o Papa - deixemo-nos, pois, agarrar por estas palavras que Jesus hoje repete a cada um de nós. Deixemo-nos libertar das “faixas” do orgulho. A nossa ressurreição começa daqui: quando decidimos obedecer à ordem de Jesus, vindo à luz , à vida; quando da nossa face caem as máscaras e reavemos a coragem da nossa face original, criada à imagem e semelhança de Deus. O gesto de Jesus que ressuscita Lázaro mostra até onde pode chegar a força da graça de Deus, e portanto até onde pode chegar a nossa conversão, a nossa mudança. E a este ponto o Papa convidou aos presentes a repetirem com ele:
“não há nenhum limite para a misericórdia de Deus oferecida a todos!”, tendo concluído a dizer que o Senhor está sempre pronto a levantar a pedra tumbal dos nossos pecados, que nos separa dele, luz dos viventes.

Após o Ângelus o Santo Padre anunciou que terá lugar amanhã em Ruanda a comemoração do XX aniversário do início do genocídio perpetrado contra os Tutsis em 1994, e disse: Por esta ocasião, quero exprimir a minha paterna proximidade para o povo de Ruanda, encorajando-o a continuar com determinação e esperança, o processo de reconciliação que já manifestou os seus frutos, e o empenho de reconstrução humana e espiritual do País. A todos digo: Não tenhais medo! Sobre a rocha do Evangelho construí a vossa sociedade, no amor e na concórdia, porque só assim se cria uma paz duradoura! Invoco sobre toda a amada nação de Ruanda a materna protecção de Nossa Senhora de Kibeho.

E depois de recordar os Bispos de Ruanda que estiveram em Roma durante a semana passada para a visita “ad limina apostolorum” o Papa convidou aos presentes a rezar uma “Ave Maria” a Nossa Senhora de Kibeho pela nação e povo do Ruanda. Em seguida o Papa Francisco saudou a todos os peregrinos presentes, e em particular aos participantes ao Congresso do Movimento do Empenho Educativo da Ação Católica Italiana, os fiéis de Madrid e Menorca, o grupo brasileiro “Fraternidade e tráfico humano” vários estudantes do Canadá, Austrália e Bélgica, assim como os meninos que receberam ou se preparam para receber o Crisma.

À população de Aquila, que sofreu um terrível terramo há exactamente cinco anos, o Papa dirigiu palavras de conforto:
Passaram exactamente cinco anos após o terremoto que atingiu L'Aquila e o seu território. Neste momento, queremos unir-nos àquela comunidade que tanto sofreu, e que ainda sofre, luta e espera, com muita confiança em Deus e na Virgem Maria. Rezemos por todas as vítimas: para vivam para sempre na paz do Senhor. E rezemos pelo caminho de ressurreição do povo de L'Aquila: a solidariedade e o renascimento espiritual sejam a força da reconstrução de material.

E Papa Francisco convidou também aos presentes a rezar pelas vítimas do vírus Ébola que surgiu na Guiné e nos Países limítrofes. O Senhor sustente os esforços para combater este inicio de epidemia e para garantir cuidados e assistência a todos os necessitados – disse.

E por último, o Papa anunciou a iniciativa da distribuição do livrinho do Evangelho de bolso aos presentes na Praça de S. Pedro: Nos últimos Domingos, sugeri para cada qual procurar para si um pequeno evangelho para trazer consigo durante o dia e lê-lo muitas vezes. Depois pensei numa antiga tradição da Igreja, durante a Quaresma, de entregar o Evangelho aos catecúmenos, aqueles que se preparam para o baptismo. E assim hoje quero oferecer a vós que estais na Praça - mas como um sinal para todos - um Evangelho de bolso. Vos será distribuído gratuitamente. Levai-o, levai-o convosco para o lerdes todos os dias: é Jesus que vos fala!

E acrescentou: De graça recebestes, de graça dai! Em troca deste presente, fazei um acto de caridade, um gesto de amor gratuito. Hoje pode-se ler o Evangelho também com muitas ferramentas tecnológicas. Pode-se trazer consigo toda a Bíblia num telefone celular, num tablet. O importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, e acolhê-la com o coração aberto. E então a boa semente dá fruto!

E de todos se despediu com a habitual saudação: Bom Domingo e bom almoço.

(Fonte: 'news.va')

Vídeo da ocasião em italiano

Bom Domingo do Senhor!

Tenhamos também nós a doçura de coração do Senhor imitando-o, sempre que for o caso, chorando pelos que nos são caros como Ele fez pelo Seu amigo Lázaro (Jo 11, 1-45). As nossas lágrimas não serão de desespero ou revolta, mas de amor certos do Seu Reino.

Que o Senhor nos dê a Paz e a Vida Eterna!

A mensagem de São Josemaría resumida em sete minutos (vídeo em espanhol)

«Então Jesus começou a chorar»

São Pedro Crisólogo (406 ?-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja 
Sermão 64, PL 52, 379 (a partir da trad. da col. Ichtus, vol. 12, p. 279 rev.)

«Ao ver Maria chorar, e os judeus que a acompanhavam a chorar também, Jesus suspirou profundamente e comoveu-Se». Maria chora, choram os judeus, o próprio Cristo chora. Crês tu que sentem todos a mesma tristeza? Maria, irmã do morto, chora porque não pôde conservar o seu irmão nem afastar a morte; por mais que estivesse convencida da ressurreição, a perda do seu único amparo e a ideia da sua cruel ausência, mais a tristeza da separação inevitável, fazem-na desfazer-se em lágrimas que ela não consegue suster. Por muito grande que seja a nossa fé, a implacável ideia da morte não pode deixar de tocar-nos e transtornar-nos; por isso, choravam também os judeus, porque se lembravam da sua condição mortal e desesperavam da eternidade. Nenhum mortal pode deixar de chorar perante a morte.

Mas qual destas tristezas foi a de Cristo? Nenhuma? Então porque chora Ele, que dissera: «Lázaro morreu, [...] e Eu estou contente»? E eis que derrama lágrimas como os mortais Aquele que, ao mesmo tempo, derrama sobre eles uma vez mais o Espírito que dá a vida! Assim é o homem, irmãos, que tanto sob o efeito da alegria, como da tristeza, desata em lágrimas. Cristo não chorou por causa da desolação da morte, mas por causa da lembrança da alegria, Ele a cuja palavra, à Sua palavra, ressuscitarão os mortos para a vida eterna (Jo 12, 48). Como podia Cristo chorar por fraqueza humana, quando o Pai que está nos céus chora o filho pródigo, não quando ele sai de casa, mas quando regressa (Lc 15, 20)? É por isso que Ele permite que Lázaro morra, para que, ao ressuscitá-lo, se manifeste a Sua glória; permitiu que o Seu amigo descesse à mansão dos mortos para que Deus aparecesse e o resgatasse dos infernos.