Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 13 de outubro de 2013

Mãe de Fátima, de Lourdes, de Aparecida, de Guadalupe e de todos os lugares do mundo oferecemo-nos a vós certos que fazendo-o amamos Cristo

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Bom Domingo do Senhor!

Voltemos sempre ao Senhor para lhe tudo lhe agradecer manifestando-Lhe a nossa fé como fez o samaritano que foi curado e voltou atrás em louvor e gratidão de que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 17,11-19).

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor hoje e sempre pela Sua infinita bondade!

Servo do Evangelho

Já o vimos muitas vezes, sobretudo nas primeiras viagens do pontificado, desde a primeira dolorosa e forte em Lampedura, e de Assis veio mais uma confirmação: o Papa Francisco atrai porque se expõe em primeira pessoa e as suas palavras deixam transparecer uma vida radicada na contemplação do Senhor. Aos muitos milhares de jovens sentados diante dele, como os primeiros frades em volta de Francisco, concluiu: "Anunciai sempre o Evangelho e se for necessário, também com palavras! Mas como? Pode-se pregar o Evangelho sem palavras? Sim! Com o testemunho! Primeiro o testemunho, depois as palavras!". E pouco antes tinha recordado no encontro com as diversas componentes da diocese que a Igreja não cresce por proselitismo mas por atracção.

A 4 de Outubro, festa de são Francisco, o bispo de Roma, primaz da Itália, quis ir com os cardeais conselheiros por ele escolhidos, aos lugares daquele que imitou Cristo até receber no seu corpo os sinais da sua paixão e que da Itália foi proclamado padroeiro. Certamente por um desejo do coração - nenhum Papa tinha escolhido o nome do santo de Assis, nem sequer os Pontífices franciscanos - mas sobretudo para anunciar o Evangelho. Com a presença e com as palavras, tão simples quão eficazes, que permanecem impressas em quem as ouve: nos sacerdotes exortados a pregar brevemente e com paixão, nos pais que devem ser para os filhos as primeiras testemunhas de Cristo, em quem lê as Escrituras mas sem ouvir Jesus.

Nas primeiras palavras públicas depois da eleição em conclave o Papa Francisco frisou a relação fundamental entre bispo e povo. Em Assis quis voltar a falar do caminho "com o nosso povo, umas vezes à frente, outras vezes no meio e outras atrás: diante, para guiar a comunidade; no meio, para a encorajar e apoiar; atrás, para a manter unida a fim de que ninguém permaneça muito, demasiado atrás". Confirmando a confiança no sensus fidei do povo cristão, mas ainda antes pondo-se em questão com palavras que não têm nenhum tom formal: "Aqui penso ainda em vós sacerdotes, e deixai que também eu esteja convosco".

Apresentando-se com simplicidade - "algum de vós pode pensar: mas este bispo, que bom! Fizemos a pergunta e tem as respostas todas prontas, escritas! Eu recebi as perguntas há alguns dias. É por isso que as conheço", explicou aos jovens - o Papa Francisco não dispensa certamente novidades mas sabe anunciar a única verdadeira, o Evangelho de Cristo. "Não vos dou receitas novas. Não as tenho, e não acrediteis em quem diz que as tem: não existem" disse na catedral, quase querendo dissipar dúvidas que se apresentam aqui e ali, reafirmando que só se pode testemunhar Jesus a quem está distante "se se levar a Palavra de Deus no coração e se caminhar com a Igreja, como são Francisco".

Em Assis - disse aos jovens resumindo o sentido da visita - "parece-me que ouço a voz de são Francisco que nos repete: Evangelho, Evangelho! Também a mim o diz, aliás, primeiro a mim: Papa Francisco, sê servo do Evangelho! Se eu não consigo ser um servo do Evangelho, a minha vida nada vale!". E acrescentou logo a seguir que o Evangelho diz respeito ao homem todo.

GIOVANNI MARIA VIAN - diretor

(© L'Osservatore Romano - 13 de outubro de 2013)

Inviolata integra et casta es Maria

Purificados da lepra do pecado

São Bruno de Segni (c. 1045-1123), bispo
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 2, 40; PL 165, 428


«Enquanto iam a caminho ficaram purificados.» É preciso que os pecadores ouçam estas palavras e façam um esforço para as compreender. É fácil ao Senhor perdoar os pecados. Com efeito, o pecador é muitas vezes perdoado antes de ir ter com o sacerdote. Na realidade, fica curado no próprio momento em que se arrepende; qualquer que seja o momento em que se converte, passa da morte para a vida. [...] Que se lembre, porém, de que conversão se trata. E que escute o que diz o Senhor: «Mas agora, ainda, convertei-vos a Mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos. Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes.» (Jl 2,12ss) Qualquer conversão deve, portanto, efectuar-se no coração.

«Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta.» Na realidade, este homem representa todos aqueles que foram purificados pelas águas do baptismo ou curados pelo sacramento da penitência. Eles já não seguem o demónio mas imitam a Cristo, caminham atrás d'Ele glorificando-O e dando-Lhe graças e não deixam o Seu serviço. [...] «Jesus diz: 'Levanta-te e vai; a tua fé salvou-te'.» Grande é pois o poder da fé, pois «sem fé é impossível agradar a Deus» (Heb 11,6). «Abraão teve fé em Deus e isso foi-lhe tido em conta de justiça» (Rm 4,3). É, portanto, a fé que salva, a fé que justifica, a fé que cura o homem na sua alma e no seu corpo.