Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Amar o próximo

«É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado».

(Beata Madre Teresa de Calcutá)

«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»

(S. João 13, 34-35)

Rezar pelo próximo e a sua salvação

Como é importante a oração de uns pelos outros! Para além do desfecho histórico desta passagem, revela-se-nos aqui a grandeza da misericórdia divina. O Papa explica que, «com a sua oração, Abraão não invoca uma justiça meramente retributiva, mas uma intervenção de salvação que, tendo em consideração os inocentes, liberte da culpa inclusive os ímpios, perdoando-os». Também agora, como noutras épocas da história, o Senhor está disposto a converter os corações atendendo às súplicas dos seus amigos. Mas é preciso que cada uma e cada um reze mais, para que as almas voltem à amizade de Deus, e para que nós não nos afastemos. Como o nosso Padre (N, Spe Deus: S. Josemaría Escrivá) dizia, o problema é que «somos poucos a rezar e, os que rezamos, rezamos pouco».
(…)
Ele quer salvar os homens dos seus pecados, verdadeira causa de todos os males, mas respeita a liberdade das criaturas. Como no caso daquelas cidades pelas quais Abraão intercedeu, é necessária uma resposta mínima da parte dos homens: «para mudar o mal em bem, o ódio em amor e a vingança em perdão. Por isso, os justos devem estar dentro da cidade, e Abraão repete continuamente: “Talvez ali se encontrem...”». E o Papa sublinha que é«“ali” no interior da realidade doentia que deve existir aquele germe de bem que pode purificar e restituir a vida. É uma palavra dirigida também a nós: que nas nossas cidades se encontre o germe do bem; façamos tudo para que haja mais de dez justos, para fazer realmente viver e sobreviver as nossas cidades e para nos salvar desta amargura interior, que é a ausência de Deus».

Já não é a falta de um justo que pode impedir o efeito da misericórdia divina, porque esse justo existe: é Jesus, vencedor do pecado e da morte, que, no Céu, conserva a humanidade que assumiu,  e vive sempre para interceder por nós. Por isso, não hão-de faltar nunca os que, no meio do mundo, elevam constantemente as suas preces ao Céu, bem unidos a Jesus Cristo. E então, como afirma o Santo Padre, «a oração de cada homem encontrará a sua resposta, então cada uma das nossas intercessões será plenamente atendida»
(…)

D. Javier Echevarría Prelado do Opus Dei in carta do mês de Setembro de 2011

Gloria in Excelsis Deo - Cântico Mozarabic

«Felizes vós, os pobres»

São Leão Magno (?-c. 461), papa, doutor da Igreja 
Sermão 95; PL 54, 461


«Felizes os pobres de espírito porque é deles o reino dos céus» (Mt 5,3). Poderíamos perguntar-nos a que pobres quereria a Verdade referir-se se, ao dizer «Felizes os pobres», não tivesse acrescentado nada sobre o tipo de pobres de que falava. Pensar-se-ia então que, para merecer o Reino dos Céus, bastaria a indigência de que muitos sofrem devido a uma necessidade penosa e dura. Mas ao dizer: «Felizes os pobres de espírito», o Senhor mostra que o Reino dos Céus deve ser dado aos que são recomendados mais pela humildade da alma, do que pela penúria dos recursos.

No entanto, não podemos duvidar de que os pobres adquirem mais facilmente do que os ricos o bem que é esta humildade, pois a doçura é uma amiga da sua indigência, ao passo que o orgulho é o companheiro da opulência dos ricos. Porém, também se encontra entre muitos ricos esta disposição de alma que os leva a servirem-se da sua abundância, não para se encherem de orgulho, mas para praticarem a bondade, e que encaram como grande lucro o que gastaram para aliviar a miséria e a infelicidade dos outros. A todos os tipos e classes de homens é dada a oportunidade de participarem nesta virtude, porque podem ser simultaneamente iguais em intenção e desiguais em fortuna; e pouco importam as diferenças entre os recursos terrenos que encontramos entre os homens que são iguais em bens espirituais. Feliz esta pobreza que não está agrilhoada pelo amor das riquezas materiais; ela não deseja aumentar a sua fortuna neste mundo, antes aspira a tornar-se rica dos bens dos céus.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 11 de setembro de 2013

Levantando os olhos para os Seus discípulos, dizia: «Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados os que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos repelirem, vos carregarem de injúrias e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos nesse dia e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas.  «Mas, ai de vós, os ricos, porque tendes já a vossa consolação. Ai de vós os que estais saciados, porque vireis a ter fome. Ai de vós os que agora rides, porque gemereis e chorareis. Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem, porque assim faziam aos falsos profetas os pais deles.

Lc 6, 20-26