Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 1 de setembro de 2013

Bom Domingo do Senhor!

Que em tudo na vida tenhamos a humildade e o gesto de respeito pelo próximo como o Senhor nos fala no Evangelho de hoje (Lc 14, 1.7-14) de não procurarmos sobressair por vaidade e procuremos estar sempre próximos dos que mais necessitam.

Senhor Jesus ajuda-nos a viver segundo a Tua Palavra, hoje e sempre!

Uma questão mundial

À primeira vista, a imagem é quase idílica: uma família jovem - pai, e mãe que aperta ao peito uma criancinha - avança, cavalgando um burro, numa paisagem desértica. Contudo, a legenda lacónica da fotografia descreve, sem necessidade de comentários, uma tragédia que parece sem fim: são refugiados que deixam a Síria e partem para o Iraque, para se salvar de um conflito já demasiado prolongado e feroz, mas que poderia ser agravado ainda mais por escolhas cujas consequências são imprevisíveis.

A fotografia tirada no deserto sírio parece também uma comovedora e dramática representação moderna de outra fuga: a da pequena família de Jesus que parte rumo ao Egipto para se salvar do ódio de Herodes, também ela descrita com poucas palavras no evangelho de Mateus e, ao longo dos séculos, representada inúmeras vezes no Oriente e no Ocidente. A esta imagem acrescentam-se numerosas outras, que chegam praticamente todos os dias de muitas regiões do mundo, traçando os contornos trágicos de uma questão verdadeiramente planetária, a das migrações forçadas.

Fenómeno recorrente e mutável, na segunda metade de Novecentos os fluxos migratórios tornaram-se mais dramáticos e imponentes, como consequência dos conflitos, a ponto de induzir as instituições internacionais a mobilizar-se e a instituir organismos especializados. Neste cenário, dramático em várias partes do mundo, a Santa Sé interveio sobretudo com a constituição apostólica Exsul familia, publicada por Pio XII em 1952. A este amplo texto de referência - que começa indicando precisamente na sorte da família de Nazaré o destino de cada pessoa obrigada a fugir da violência - seguiram-se reiteradas intervenções e iniciativas. Todas visavam apoiar o compromisso de numerosos católicos e cristãos, para os quais a parábola do bom samaritano permanece "critério de medida", como Bento XVI escreveu na sua primeira encíclica e o Papa Francisco já mostrou ao mundo de vários modos: escolhendo Lampedusa como meta da sua primeira viagem, anunciando a visita ao centro Astalli de Roma e denunciando muitas vezes o crime do tráfico de pessoas, "a escravidão mais difundida" deste século.

Um compromisso irrenunciável para a Igreja, repete agora o documento Acolher Cristo nos refugiados e nas pessoas erradicadas à força, de dois conselhos pontifícios (para a Pastoral dos migrantes e itinerantes, e Cor unum), publicado no passado mês de Junho para enfrentar uma questão de dimensões mundiais e destinada a propagar-se nas próximas décadas, que exige cada vez mais a participação internacional e o acolhimento das comunidades cristãs.

GIOVANNI MARIA VIAN - Diretor

(© L'Osservatore Romano - 31 de Agosto de 2013)

Alma Dei creatoris - Sancta Maria, mater Dei - W. A. Mozart

Quem são os irmãos de Jesus?

Os convidados escolhiam os primeiros lugares

Rev. D. Enric PRAT i Jordana (Sort, Lleida, Espanha)

Hoje, Jesus nos dá uma lição magistral: Não busqueis o primeiro lugar. «Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar» (Lc 14,8). Jesus Cristo sabe que gostamos de situar-nos no primeiro lugar: nos actos públicos, nas reuniões, em casa, na mesa… Ele conhece da nossa tendência a sobrevalorizar-nos por vaidade e, ainda pior, por orgulho mal dissimulado. Estejamos prevenidos com os honores!, Já que «o coração fica encadeado aí onde encontra possibilidade de fruição» (São Leão Magno).

Quem nos disse que, não existem colegas com mais méritos ou categoria pessoal? Não se trata, pois, de algo esporádico, mas de uma atitude assumida de nos sentir melhores, mais importantes, com mais méritos, os que sempre temos razão; isso é uma pretensão que supõe uma visão estreita sobre nós e sobre o que nos rodeia. De facto, Jesus convida-nos a praticar uma humildade perfeita, que consiste em não nos julgar nem julgar aos outros e, de consciencializar-nos sobre a nossa insignificância individual respeito ao cosmos e à vida.

Então, o Senhor, propõe que, por precaução, escolhamos o último lugar, porque se bem desconhecemos a realidade íntima dos outros, sabemos que nós somos irrelevantes se comparados com o espectáculo do universo. Por conseguinte, situar-nos no ultimo lugar, é actuar com certeza. Não seja que o Senhor, que nos conhece a todos desde nossa intimidade, deva dizer-nos: «‘Cede-lhe o lugar’. Então irás cheio de vergonha ocupar o último lugar» (Lc 14,9).

Na mesma linha de pensamento, o Mestre convida-nos a colocar-nos com humildade ao lado dos preferidos de Deus: pobres, inválidos, coxos, cegos, e a nos igualar com eles até nos encontrar no meio de aqueles que Deus ama com especial ternura e, a superar toda repugnância e vergonha em compartir a mesa e amizade com eles.

(Fonte: Evangeli.net)