Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 5 de agosto de 2012

Basílica de Santa Maria Maior em Roma

Roma volta a evocar o milagre com o qual, a 5 de Agosto de 358, se acredita que Nossa Senhora indicou ao Papa de então, Libério, o local onde deveria ser construída uma basílica em sua memória.

Tudo nasce de uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem conselhos para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Maria desejava que lhe fosse erigido um templo precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve, o que se teria verificado na noite de 4 para 5 de Agosto. Até hoje, Santa Maria Maior é invocada também como Nossa Senhora das Neves.

Santa Maria Maior foi a primeira igreja dedicada à Virgem Maria no Ocidente e uma das mais belas e adornadas de Roma. Abriga, entre outras coisas, um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus.

O culto está muito espalhado em Portugal, havendo capelas ou igrejas paroquiais dedicadas a Nossa Senhora das Neves.

(Fonte: site Agências Ecclesia)


«Dá-nos sempre desse pão»

Guiges, o Cartuxo (?-1188), Prior da Grande Cartuxa
Meditação 10


O pão da alma é Cristo, «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6, 51) e que alimenta os Seus, agora pela fé, no mundo futuro pela visão. Pois Cristo habita em ti pela fé e a fé em Cristo é Cristo no teu coração (Ef 3, 17). É na medida em que crês em Cristo que O possuis.

E Cristo é, na verdade, um só pão «pois há um único Senhor, uma única fé» (Ef 4, 5) para todos os crentes, se bem que uns recebam mais e outros menos do dom dessa mesma fé. [...] Como a verdade é única, uma única fé na verdade única guia e alimenta todos os crentes, e «um mesmo e único Espírito, que distribui a cada um os Seus dons conforme entende» (1Cor, 12, 11).

Vivemos todos do mesmo pão e cada um de nós recebe a sua porção; e no entanto Cristo é todo para nós, excepto para aqueles que destroem a unidade. [...] Neste dom que recebi, possuo totalmente Cristo e Cristo possui-me totalmente, tal como o membro que pertence a todo o corpo também o possui por inteiro. Assim, esta porção de fé que recebeste é como o pequeno pedaço que pão que está na tua boca. Mas, se não meditares frequente e piedosamente naquilo em que crês, se não o mastigares, por assim dizer, triturando-o e voltando-o com os dentes, isto é, com os sentidos do teu espírito, ele não te franqueará a garganta, ou seja, não chegará até à tua inteligência. Com efeito, como poderias compreender algo em que meditas raramente e com negligência, sobretudo quando se trata de uma coisa ténue e invisível? [...] Que, pela meditação, «a lei do Senhor esteja sempre na tua boca» (Ex 13, 9) para que nasça em ti a boa inteligência. Através da boa compreensão, o alimento passa para o teu coração, para que não negligencies aquilo que compreendeste, mas antes o recolhas com amor.

sábado, 4 de agosto de 2012

Amar a Cristo...

Senhor Jesus Cristo, Tu que foste e és o Sumo Sacerdote, instituíste o Sacramento da Ordem enviando os Apóstolos a pregar, curar e perdoar.

Graças a este Sacramento, na Tua infinita bondade ofereceste-nos tantos e muitos bons sacerdotes que agem in persona Christi Capitis (na pessoa de Cristo Cabeça). É por eles que hoje vos rogamos para que os protegeis e também manifestamos a nossa maior gratidão por todos aqueles Teus excepcionais filhos que colocaste no nosso percurso de vida e que nos ajudam a ser melhores cristãos e seres humanos.

Pedimos-Te ainda, amado Jesus, por todos aqueles que na sua condição humana cometeram ou ainda cometem pecados graves, para que cheios do Teu Espírito com humildade se arrependam e se abandonem totalmente em Ti.

Louvado sejais hoje e sempre na pessoa de todos aqueles que actuam em Teu nome!

JPR

São João Maria Vianney, brevíssima súmula da vida do Santo Cura d’Ars (vídeos em espanhol e inglês)

Batamos com confiança à porta do Senhor

O convite a "bater com confiança à porta do Senhor, conscientes de que Ele cuida dos seus filhos em tudo", foi dirigido pelo Papa aos fiéis que participaram na audiência geral de quarta-feira 1 de Agosto, na praça da Liberdade, em Castel Gandolfo. Retomando os encontros semanais depois da pausa de Verão - a última audiência geral foi realizada a 27 de Junho no Vaticano - o Pontífice dedicou a catequese ao ensinamento de santo Afonso Maria de Ligório.

Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos hoje a memória litúrgica de santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, Redentoristas, padroeiro dos estudiosos de teologia moral e dos confessores. Afonso é um dos santos mais populares do século XVIII, devido ao seu estilo simples e imediato e à sua doutrina sobre o sacramento da Penitência: num período de grande rigorismo, fruto da influência jansenista, ele aconselhava aos confessores que administrassem este Sacramento manifestando o abraço jubiloso de Deus Pai, que na sua misericórdia infinita não se cansa de acolher o filho arrependido. A celebração hodierna oferece-nos a ocasião para reflectir sobre os ensinamentos de santo Afonso acerca da oração, extremamente preciosos e cheios de alento espiritual. Remonta ao ano de 1759 o seu tratado Do grande meio da Oração, que ele considerava o mais útil de todos os seus escritos. De facto, descreve a oração como "o meio necessário e seguro para alcançar a salvação e todas as graças das quais temos necessidade" (Introdução). Nesta frase está sintetizado o modo afonsino de compreender a oração.

Antes de tudo, afirmando que é um meio, chama-nos para a meta a alcançar: Deus criou-nos por amor, para nos poder doar a vida em plenitude; mas esta meta, esta vida plena, por causa do pecado afastou-se, por assim dizer - como todos sabemos - e só a graça de Deus pode torná-la acessível. Para explicar esta verdade basilar e fazer entender de modo directo como é real para o homem o risco de "se perder", santo Afonso cunhou um famoso axioma, muito elementar, que diz: "Quem reza salva-se, quem não reza condena-se!". Comentando esta frase lapidar, acrescentava: "Enfim, salvar-se sem rezar é dificílimo, aliás impossível... mas rezando a salvação é algo garantido e facílimo" (II, Conclusão). E ainda: "Se não rezarmos, não teremos desculpas, porque a graça de rezar é concedida a cada um... se não nos salvarmos, toda a culpa será nossa, porque não rezámos" (ibid.). Portanto, ao dizer que a oração é um meio necessário, santo Afonso desejava fazer compreender que em cada situação da vida não se pode deixar de rezar, sobretudo nos momentos de provação e dificuldade. Devemos sempre bater à porta do Senhor, conscientes de que Ele cuida dos seus filhos, de nós, em tudo". Por conseguinte, somos convidados a não ter medo de recorrer a Ele e de lhe apresentar com confiança os nossos pedidos, na certeza de que obteremos aquilo de que precisamos.

Queridos amigos, esta é a questão central: o que é deveras necessário na minha vida? Respondo com santo Afonso: "A saúde e todas as graças que lhe são essenciais" (ibid); naturalmente, ele entende não só a saúde do corpo mas antes de tudo da alma, que Jesus nos doa. Mais do que qualquer coisa, temos necessidade da sua presença libertadora que torna deveras plenamente humana, e portanto cheia de alegria, a nossa existência. E só através da oração podemos acolhê-Lo, a sua Graça que, iluminando-nos em todas as situações, nos ajuda a discernir o verdadeiro bem e, fortalecendo-nos, torna eficaz também a nossa vontade, isto é, torna-a capaz de actuar o bem que conhecemos. Muitas vezes reconhecemos o bem, mas não somos capazes de o levar a cabo. Com a oração conseguimos realizá-lo. O discípulo do Senhor está consciente de que se encontra sempre exposto à tentação e não deixa de pedir ajuda a Deus na oração para a vencer.

Santo Afonso menciona o exemplo de são Filipe Néri - muito interessante - que "desde o primeiro momento quando despertava de manhã, dizia a Deus: "Senhor, mantende hoje as mãos sobre Filipe, pois caso contrário Filipe atraiçoar-vos-á" (III, 3). Grande realista! Ele pede a Deus para manter a sua mão sobre ele. Também nós, conscientes da nossa fragilidade, devemos pedir a ajuda de Deus com humildade, confiando na riqueza da sua misericórdia. Num outro trecho, santo Afonso diz: "Nós somos pobres de tudo, mas se pedirmos já não seremos pobres. Nós somos pobres mas Deus é rico" (II, 4). E, nas pegadas de santo Agostinho, convida cada cristão a não ter medo de pedir a Deus, com as orações, a força que não possui, e que lhe é necessária para fazer o bem, na certeza de que o Senhor não nega a sua ajuda a quem lha pede com humildade (cf. III, 3). Prezados amigos, santo Afonso recorda-nos que a relação com Deus é essencial na nossa vida. Sem ela, falta-nos a relação fundamental, que só se realiza no falar com Deus, na oração pessoal diária e com a participação nos Sacramentos, e assim esta relação pode crescer em nós, pode aumentar em nós a presença divina que orienta o nosso caminho, que o ilumina e o torna seguro e sereno, até no meio das dificuldades e perigos. Obrigado!

No final da audiência geral, ao saudar os grupos em diversas línguas, disse em português.

Com sentimentos de gratidão e estima, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente o grupo de escuteiros de Alcobaça, invocando sobre os vossos passos a graça do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós; ide até Ele, vivei na sua graça e tereis a vida eterna. Desça sobre vós e vossas famílias a minha Bênção. 

(© L'Osservatore Romano - 4 de Agosto de 2012)