Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 23 de junho de 2012

Especial São Paulo - As «Grande Epístolas» - IV

Romanos (1)

Ambas as cartas aos Coríntios tinham dado os seus frutos; a comunidade goza de saúde e fervor espirituais. As notícias das outras Igrejas locais fundadas pelo Apóstolo indicam que tudo corre bem com a graça do Espírito. Em vista disso, Paulo projecta estender o seu labor apostólico até à Hispânia, fazendo uma ampla escala em Roma, onde já se tinham estabelecido um bom número de cristãos. Mas antes queria passar por Jerusalém para o fruto da grande colecta que tinha reunido em favor dos fieis palestinenses, cuja situação económica estava em grande penúria. Será uma boa consolação para a Igreja mãe de Jerusalém sentir a mostra palpável da caridade e fraternidade dos irmãos de outros países. Com o fim de preparar devidamente a sua estada em Roma, escreve a grande Epístola aos Romanos, em Corinto, nos primeiros meses do ano 58. Esta carta, a mais longa de todo o epistolário paulino, foi considerada também a mais importante. Trata nela de pontos capitais sobre a doutrina e a obra redentora de Cristo, aprofundando e ampliando o dito aos Gálatas, carta esta que pode considerar-se como um primeiro esboço de Romanos.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 438-439)



Continua

«Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?»

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol 
Escritos espirituais, 04/03/1938


Em nome do Deus santo, tomo hoje a pena para que as minhas palavras, que se imprimem sobre a folha branca, sirvam de louvor perpétuo ao Deus bendito, autor da minha vida, da minha alma, do meu coração. Gostaria que o universo inteiro, com os planetas, todos os astros e os inúmeros sistemas estelares, fosse uma imensa extensão, polida e brilhante, onde eu pudesse escrever o nome de Deus. Gostaria que a minha voz fosse mais potente que mil trovões, mais forte que o estrépito do mar, e mais terrível que o bramido dos vulcões, para dizer apenas: Deus! Gostaria que o meu coração fosse tão grande como o céu, puro como o dos anjos, simples como o da pomba (Mt 10,16), para nele pôr Deus! Mas, dado que toda esta grandeza com que sonhaste não se pode tornar realidade, contenta-te com pouco e contigo, que não és nada, Irmão Rafael, porque o nada deve bastar-te [...].


Por quê calar? Por que escondê-lO? Por que não gritar ao mundo inteiro e bradar aos quatro ventos as maravilhas de Deus? Por que não dizer às pessoas e a todos os que quiserem entender: vêem o que sou? Vêem o que fui? Vêem a minha miséria que se arrasta na lama? Pouco importa: maravilhem-se; apesar de tudo, possuo Deus. Deus é meu amigo! Deus ama-me, a mim, com tal amor que, se o mundo inteiro o compreendesse, todas as criaturas ficariam loucas e bramiriam de assombro. Mas isso ainda é pouco. Deus ama-me tanto, que nem os próprios anjos o compreendem! (cf 1P 1,12) A misericórdia de Deus é grande! Amar-me, a mim, ser meu Amigo, meu Irmão, meu Pai, meu Senhor, sendo Ele Deus, e eu o que sou!


Ah, meu Jesus, não tenho nem papel, nem pena. Que posso dizer! Como não enlouquecer?


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Não vos inquieteis quanto à vossa vida»

Catecismo da Igreja Católica §§ 302-305

A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição. [...]:

É unânime, a este respeito, o testemunho da Escritura: a solicitude da divina Providência é concreta e imediata, cuida de tudo, desde os mais insignificantes pormenores até aos grandes acontecimentos do mundo e da história. Os livros santos afirmam com veemência a soberania absoluta de Deus no decurso dos acontecimentos: «Tudo quanto Lhe aprouve, o nosso Deus o fez, no céu e na terra» (Sl 115, 3); e de Cristo se diz «que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre» (Ap 3, 7); e «há muitos projectos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que prevalece» (Pr 19, 21). [...]

Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos: «Não vos preocupeis, dizendo: "Que comeremos, que beberemos?" [...] O vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo» (Mt 6, 31-33)

O Evangelho do dia 23 de Junho de 2012

«Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou há-de afeiçoar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. «Portanto vos digo: Não vos preocupeis, nem com a vossa vida, acerca do que haveis de comer, nem com o vosso corpo, acerca do que haveis de vestir. Porventura não vale mais a vida que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e, contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais que se afadigue, pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida? «E porque vos inquietais com o vestido? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. Digo-vos, todavia, que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, pois, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? Os gentios é que procuram com excessivo cuidado todas estas coisas. Vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.  Não vos preocupeis, pois, pelo dia de amanhã; o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia bastam os seus trabalhos.


Mt 6, 24-33

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, dá-nos a segurança e confiança total na Tua Vontade e quando mesmo essa nos pareça má, porque a não entendemos, ela é certamente muito boa, parafraseando S. Thomas More numa das suas cartas na prisão a Meg (Margareth) sua filha.

Tenhamos nós vontade sincera de ter-Te connosco e amar-Te que nunca seremos abandonados. Louvado sejais para todo o sempre!

JPR