Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Fé eclesial

«Por outras palavras, a fé é necessariamente fé eclesial, vive e move-se no nós da Igreja, unida ao seu comum de Jesus Cristo. Neste novo sujeito cai o muro entre mim e o outro, o muro que separa a minha subjectividade da objectividade do mundo e que mo torna inacessível, muro entre mim e a profundidade do ser.»

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

O que foi o Édito de Milão?- Respondem os especialistas da Universidade de Navarra

Para uma melhor leitura no blogue favor usar a opção de full screen (1º botão a contar da esquerda da barra inferior do Scibd.) caso deseje ler online. Obrigado!

"Deixa-o exigir-te!"

Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.

Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Demos ao Senhor o nosso coração inteiro ou continuamos apegados a nós mesmos, aos nossos interesses, à nossa comodidade, ao nosso amor-próprio? Há em nós alguma coisa que não corresponda à nossa condição de cristãos e que nos impeça de nos purificarmos? Hoje apresenta-se-nos a ocasião de rectificar. (Cristo que passa, 15)

São Josemaría Escrivá

A confiança realista do Papa Bento (Editorial)

Como sempre o Papa Bento XVI vai à raiz das questões. Conservando, com clareza amável e firme, um olhar de confiança realista. De facto, este é o tom geral da mensagem para o dia mundial da paz, publicada poucas horas depois da celebração das vésperas com os estudantes universitários romanos aos quais falou sobre a expectativa de Deus com o mesmo realismo confiante.


Bento XVI não podia omitir a crise global que oprime muitas sociedades e descreve-a com eficácia singular: "Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo - lê-se no início da mensagem - impedindo de ver com clareza a luz do dia". Sobretudo os jovens sentem-se angustiados por isto, e não são necessárias demasiadas análises para constatar esta realidade inquietadora, emersa no ano que se conclui também com manifestações e sintomas visíveis em diversos países.


Por isso, pela responsabilidade em relação às gerações mais jovens - confusas e amedrontadas face a um futuro que se apresenta incerto e sem perspectivas sob todos os pontos de vista - o Papa aponta para a necessidade da educação, que define "a aventura mais fascinante e difícil da vida". Em razão da longuíssima experiência pessoal de professor e de pastor que sempre esteve em contacto com os jovens, Bento XVI bem sabe que não basta ser mestre mas é preciso sobretudo ser testemunha, como repetia Paulo VI, e por isso dirige-se aos educadores e aos pais.


Impressiona sobretudo no texto papal o apelo aos responsáveis pela vida pública: para que se questionem sobre as decisões a tomar neste tempo de crise, certamente, mas acima de tudo para que ofereçam aos jovens "uma imagem transparente da política". Com uma exortação implícita a um novo compromisso num âmbito, como o da política, que em muitos países parece cada vez mais distante das preocupações reais dos cidadãos e não atrai, ou afasta, as gerações mais jovens. E é forte também o apelo ao mundo dos mass media, que com demasiada frequência esquecem a própria função, não só informativa.


O Papa bem sabe - e repete-o mais uma vez - que a educação para a justiça e a paz passa pela educação para a verdade e a liberdade. Eis porque na mensagem volta a insistir sobre a questão de Deus, com a crítica ao relativismo contemporâneo, que nada reconhece como definitivo e com o nó da lei moral natural, base de toda a convivência justa e pacífica.


Com efeito, não são "as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo" repete Bento XVI. E o voltar-se significa e exige o empenho livre do ser humano na busca não de um deus qualquer - os ídolos certamente não desapareceram nas sociedades contemporâneas - mas do Deus criador que falou a Moisés e revelou a sua face em Jesus. Não, não é anacronismo meditar sobre as palavras do apóstolo Tiago que exorta a esperar a vinda de Cristo com a constância do agricultor, disse o Papa aos universitários. Uma constância que corresponde à paciência do próprio Deus, fiel na expectativa da resposta livre do ser humano, Deus próximo que é sobretudo amigo do homem, de cada ser humano.


GIOVANNI MARIA VIAN – Director


(© L'Osservatore Romano - 17 de Dezembro de 2011)

Aonde chega o ‘Spe Deus’ no Facebook (clique na imagem para ver as estatísticas)