Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 5 de novembro de 2011

Juntos rumo à verdade (Editorial)

Nunca mais a guerra, nunca mais a violência, nunca mais o terrorismo. A palavra de Bento XVI ressoou de novo forte e clara na conclusão do encontro de Assis, um quarto de século depois do que foi convocado pelo seu predecessor em 1986. Retomando o brado premente de Paulo VI - jamais plus la guerre, jamais plus la guerre! - feito nas Nações Unidas, onde o Papa Montini se tinha apresentado como mensageiro no final de uma longa viagem, quando declarou a Igreja de Roma perita em humanidade, título simples e solene. Era o dia 4 de Outubro de 1965, vinte anos depois do segundo conflito mundial, quando estava para se concluir o Concílio Vaticano II e sobre o mundo, não obstante a euforia dos golden sixties, pesavam as divisões e os blocos da guerra fria com o pesadelo do conflito nuclear.


Portanto, a pregação de paz dos sucessores do apóstolo Pedro que marcou todo o século XX foi confirmada, e aliás torna-se mais firme e persuasiva. Suscitando consensos convictos e adesões, como demonstram o número e a qualidade das presenças no encontro que acabou de se concluir. Pode-se afirmar, sem exageros, que ninguém faltou entre as centenas de representantes das confissões cristãs e de outras religiões que se reuniram na cidade da Umbria. E a eles uniram-se - a convite explícito de Bento XVI - intelectuais não crentes, novidade importante e coerente com o pontificado aberto e corajoso de um Papa gentil que, dia após dia, com os factos e as palavras claras, desmorona representações infundadas, e por vezes ofensivas, às quais se gostaria de reduzi-lo.


O encontro, realizado numa essencialidade simples que desta forma, inclusive, aproximou todos os participantes a Francisco, figura que ultrapassa todas as pertenças religiosas e ideológicas, não foi sobrecarregado por qualquer retórica inútil e passageira. Fortemente expressiva, em conclusão da jornada foi a homenagem silenciosa dos participantes no encontro, cristãos e não cristãos, ao túmulo do santo que os contemporâneos já consideraram como um "segundo Cristo" e que inspirou a intervenção do teólogo luterano norueguês Olav Fykse Tveit, secretário-geral do Conselho mundial das Igrejas.


O povo compreendeu, agrupado jubilosamente e de forma composta em volta do Papa que quis retomar o nome de Bento XV - recordado sobretudo por ter levantado a voz contra o terrível massacre do primeiro conflito mundial - e em volta dos delegados cristãos e não cristãos que vieram com ele para se comprometerem a empreender um caminho que o filósofo mexicano Guillermo Hurtado, como representante dos não crentes, definiu "busca comum da verdade, da justiça e da paz".


Do encontro de Assis permanecerão a essencialidade, constituída por imagens cheias de símbolos e palavras. Também elas longe da retórica - tão fácil quando se fala de paz - e enraizadas com humildade na história. Como as de Julia Kristeva que, celebrando o humanismo, se uniu a Bento XVI ao reconhecer o valor da intuição de João Paulo II e do seu encorajamento a resistir quando ainda se erigia e parecia invencível o colosso com pés de barro do totalitarismo ateu.


Três anos depois do primeiro encontro de Assis caiu o muro de Berlim, frisou o Papa alemão. Desde então a guerra e a discórdia adquiriram outros rostos, desde do terrorismo à chaga da droga, nas sociedades cada vez mais desorientadas e perturbadas por terem afastado Deus do seu horizonte. Um Deus amigo dos homens e do qual os homens têm saudades. Por isso, muitos o procuram, muitas vezes escandalizados pelos crentes que - disse Bento XVI - devem por este motivo purificar-se todos os dias. Para caminhar juntos rumo à verdade.


GIOVANNI MARIA VIAN - Director


(© L'Osservatore Romano - 5 de Novembro de 2011)

Saber escolher…

A vida do cristão é vida de fé, alicerçada na Palavra de Deus e por ela alimentada.


Nas provações da vida e em cada tentação, o segredo da vitória consiste em ouvir a Palavra da verdade e em rejeitar com determinação a mentira e o mal.

(Creio em um só Deus – comentado por Bento XVI)

Pink Floyd ao vivo "Wish you were here"



So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?


And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?


How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

"Fortalecer-se na crise" Seminário para mulheres

A unidade dos Doze, unidade da Igreja

Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf. Mt 10, 4;Mc 3, 18; Lc 6, 15; Act 1, 13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, excepto o facto de o cânone neo-testamentário conservar uma carta atribuída a Judas Tadeu. 

Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como «cananeu», Lucas define-o como «zelote». Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa; de facto, na língua hebraica, o verbo qanà' significa «ser zeloso», «ser dedicado» [...]. Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exactamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se nos antípodas de Mateus que, ao contrário, sendo publicano, provinha de uma actividade considerada totalmente impura.

Sinal evidente de que Jesus chama os Seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-Se pelas pessoas, não pelas categorias ou pelas actividades sociais! E o mais belo é que no grupo dos Seus seguidores, todos, mesmo que diversos, coexistiam, superando as imagináveis dificuldades; de facto, o motivo de coesão era o próprio Jesus, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superarmos os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, povos e raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.



Bento XVI Audiência geral de 11/10/2006 (trad. DC 2368, p. 1003 © copyright Libreria Editrice Vaticana)