Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Jesus é quem mais comentários e “gostos” gera no Facebook
Justin Bieber é um fenómeno de popularidade, dentro e fora do Facebook. Os Simpsons, a Coca-Cola e Cristiano Ronaldo também. Mas não há figura pública, programa de televisão, jogo, equipa de futebol, marca ou campanha que mobilize mais os utilizadores daquela rede social do que Jesus Cristo.
A religião está a ganhar um espaço significativo no Facebook. Sobretudo o Cristianismo, que tem algumas das páginas com seguidores mais engajados (isto é, que mais vezes “gostam” e comentam os seus posts). Há uma em particular que está a chamar a atenção pelos números de interacção que tem registado: o Jesus Daily.
Criada por um nutricionista norte-americano em Abril de 2009, esta página é há 18 semanas consecutivas a que mais interacção obtém dos seus seguidores, de acordo com o site AllFacebook.com. Na última semana, registou mais de 3,4 milhões de "gostos" e comentários. E este é um número notável porque, apesar de o Jesus Daily não ser uma das páginas com mais fãs na rede, é o mais elevado em termos absolutos.
O Jesus Daily reúne cerca de 8,4 milhões de utilizadores, muito longe dos 52,1 milhões da página do próprio Facebook (a maior comunidade), dos 46,5 milhões de Eminem ou mesmo dos 33,6 milhões conseguidos por Cristiano Ronaldo. No entanto, nenhum destes três consegue sequer estar nos primeiros 20 com mais interacção.
Aaron Tabor, o nutricionista da Carolina do Norte que gere o Jesus Daily, partilha pensamentos, orações, fotografias, ilustrações, questionários e links – sempre com grande sucesso. Ontem, por exemplo, obteve quase 100 mil “gostos” e 5.700 comentários a uma pergunta que é, afinal, uma afirmação de fé: “Alguns cristãos aqui que mal podem esperar para dar a Jesus um grande abraço?”
“Eu quero que seja encorajador”, disse Tabor, de 41 anos, ao The New York Times. “Há tantas pessoas a lutar contra o cancro, a lutar para manter os seus casamentos, para restabelecer relações com os filhos. Há pessoas sem trabalho, no fim da linha, e eu só quero que o Jesus Daily seja um espaço onde estas pessoas possam encontrar encorajamento, independentemente de quais são as suas lutas.”
O conforto da religião pode ser encontrado em várias páginas do Facebook. Na lista que contabiliza o número de interacções, encabeçada pelo Jesus Daily, há mais quatro: The Bible (mais de um milhão de interacções), Dios Es Bueno (750 mil), Jesus Christ (513 mil) e Joyce Meyer Ministries (435 mil).
A lista tem 20 entradas, incluindo as páginas do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester United, de Lil Wayne, Nirvana ou Lady Gaga. O segundo classificado, ocupado pelo orador motivacional indonésio Mario Teguh, tem menos dois milhões de interacções semanais do que o Jesus Daily, que continua a crescer. Em sentido contrário, Justin Bieber, uma das estrelas do ranking durante muito tempo, tem estado em queda.
Criada por um nutricionista norte-americano em Abril de 2009, esta página é há 18 semanas consecutivas a que mais interacção obtém dos seus seguidores, de acordo com o site AllFacebook.com. Na última semana, registou mais de 3,4 milhões de "gostos" e comentários. E este é um número notável porque, apesar de o Jesus Daily não ser uma das páginas com mais fãs na rede, é o mais elevado em termos absolutos.
O Jesus Daily reúne cerca de 8,4 milhões de utilizadores, muito longe dos 52,1 milhões da página do próprio Facebook (a maior comunidade), dos 46,5 milhões de Eminem ou mesmo dos 33,6 milhões conseguidos por Cristiano Ronaldo. No entanto, nenhum destes três consegue sequer estar nos primeiros 20 com mais interacção.
Aaron Tabor, o nutricionista da Carolina do Norte que gere o Jesus Daily, partilha pensamentos, orações, fotografias, ilustrações, questionários e links – sempre com grande sucesso. Ontem, por exemplo, obteve quase 100 mil “gostos” e 5.700 comentários a uma pergunta que é, afinal, uma afirmação de fé: “Alguns cristãos aqui que mal podem esperar para dar a Jesus um grande abraço?”
“Eu quero que seja encorajador”, disse Tabor, de 41 anos, ao The New York Times. “Há tantas pessoas a lutar contra o cancro, a lutar para manter os seus casamentos, para restabelecer relações com os filhos. Há pessoas sem trabalho, no fim da linha, e eu só quero que o Jesus Daily seja um espaço onde estas pessoas possam encontrar encorajamento, independentemente de quais são as suas lutas.”
O conforto da religião pode ser encontrado em várias páginas do Facebook. Na lista que contabiliza o número de interacções, encabeçada pelo Jesus Daily, há mais quatro: The Bible (mais de um milhão de interacções), Dios Es Bueno (750 mil), Jesus Christ (513 mil) e Joyce Meyer Ministries (435 mil).
A lista tem 20 entradas, incluindo as páginas do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester United, de Lil Wayne, Nirvana ou Lady Gaga. O segundo classificado, ocupado pelo orador motivacional indonésio Mario Teguh, tem menos dois milhões de interacções semanais do que o Jesus Daily, que continua a crescer. Em sentido contrário, Justin Bieber, uma das estrelas do ranking durante muito tempo, tem estado em queda.
(Fonte: ‘Público’ online AQUI)
“A Missa é acção divina”
Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco activas actuações profissionais, na mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)
A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.
O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. (Cristo que passa, 86)
São Josemaría Escrivá
A perda do perdão
Nos últimos 500 anos o Ocidente viveu o maior ataque cultural da história. Seguindo o magno processo contra a cultura cristã, nas suas três fases, entende-se a situação actual. Primeiro atacou-se a Igreja em nome de Deus. Depois descartou-se a divindade mantendo a moral cristã. Hoje desmantela-se a ética.
A primeira fase seguiu dois passos. Primeiro, com Lutero, Calvino e outros reformadores, agrediu-se a estrutura eclesial conservando o Cristianismo. A fé em Cristo era preciosa, apesar dos perversos eclesiásticos. Depois, através de Hume, Voltaire e outros teístas, o cientifismo deísta rejeitou a doutrina e ritos, acenando à divindade longínqua e apática d'"O Grande Arquitecto" e distorcendo a História para apagar o papel da Igreja.
A segunda fase do ataque dirigiu--se ao transcendente. Recusava-se Deus e a eternidade, pretendendo conservar as regras cristãs de comportamento social. O primeiro passo, de Feuerbach, Comte e outros ateus, quis demonstrar filosoficamente a inexistência formal de Deus na sociedade humanista ideal. O falhanço dos esforços teóricos levou Thomas Huxley, Bertand Russell e outros agnósticos ao ateísmo prático simplesmente desinteressado da questão religiosa.
A fase actual é de ataque frontal à moral cristã. Primeiro, com Saint-Simon, Marx e outros revolucionários, visou-se uma moral exclusivamente humana. Mas, como Nietzsche e Sartre tinham explicado, eliminando a referência metafísica, vivemos "Para lá do Bem e do Mal".
Para compreender os traços essenciais da atitude moral dominante é preciso lembrar o elemento novo e original que o Cristianismo trouxe à civilização há 2000 anos. Aí se situa o núcleo da luta moral da nossa era. Quando Cristo nasceu, a sociedade ocidental já possuía uma estrutura ética sofisticada. Homero, Zoroastro, Sócrates, Zenão, Epicuro e tantos outros tinham estabelecido um sistema complexo de virtudes, regras e comportamentos. No campo estrito da ética, a revelação cristã trouxe apenas um contributo: a misericórdia.
Para Aristóteles e seus contemporâneos, o perdão era uma injustiça inaceitável. A visão cristã do mundo tornou-o indispensável: "todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sem o merecerem, todos são justificados pela Sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus" (Rm 3, 23-24).
Aquilo que a moral de hoje perdeu é a misericórdia. Em jornais, novelas, televisão e cinema encontramos valores e atitudes elevados. Mantêm-se virtudes, guardam-se mandamentos, pululam os exemplos honestos, sensatos, equilibrados. Tolera-se tudo. Só se despreza a caridade cristã.
Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.
O resultado está à vista. A moral oficial, em filmes, romances, séries e telejornais, é uma amálgama de regras, princípios e procedimentos, sem fundamento, coerência ou justificação. Do libertarismo mais acéfalo salta-se ao moralismo totalitário sem lógica ou razão. Aborto e adultério tornavam-se de crimes em direitos, enquanto tabaco e touradas passaram de hábitos a infâmias. Os enredos da moda exaltam os valores pagãos, mágicos, bárbaros, orientais, ocultistas, libertinos, vampiros. Todos, menos cristãos.
Após 500 anos de ataques à Igreja, este é o estado do Ocidente. Qual a situação da fé, com cinco séculos de agressões? Está igual a si mesma. A moral cristã perdura, 100 anos depois de Nietzsche. A fé em Cristo mantém-se, 250 anos depois de Hume. A Igreja Católica permanece, cinco séculos após Lutero. O último meio milénio não foi mais duro para os discípulos de Cristo que os anteriores. Desde o Calvário, a Igreja é atacada. Ressuscitando ao terceiro dia.
João César das Neves in DN online
A primeira fase seguiu dois passos. Primeiro, com Lutero, Calvino e outros reformadores, agrediu-se a estrutura eclesial conservando o Cristianismo. A fé em Cristo era preciosa, apesar dos perversos eclesiásticos. Depois, através de Hume, Voltaire e outros teístas, o cientifismo deísta rejeitou a doutrina e ritos, acenando à divindade longínqua e apática d'"O Grande Arquitecto" e distorcendo a História para apagar o papel da Igreja.
A segunda fase do ataque dirigiu--se ao transcendente. Recusava-se Deus e a eternidade, pretendendo conservar as regras cristãs de comportamento social. O primeiro passo, de Feuerbach, Comte e outros ateus, quis demonstrar filosoficamente a inexistência formal de Deus na sociedade humanista ideal. O falhanço dos esforços teóricos levou Thomas Huxley, Bertand Russell e outros agnósticos ao ateísmo prático simplesmente desinteressado da questão religiosa.
A fase actual é de ataque frontal à moral cristã. Primeiro, com Saint-Simon, Marx e outros revolucionários, visou-se uma moral exclusivamente humana. Mas, como Nietzsche e Sartre tinham explicado, eliminando a referência metafísica, vivemos "Para lá do Bem e do Mal".
Para compreender os traços essenciais da atitude moral dominante é preciso lembrar o elemento novo e original que o Cristianismo trouxe à civilização há 2000 anos. Aí se situa o núcleo da luta moral da nossa era. Quando Cristo nasceu, a sociedade ocidental já possuía uma estrutura ética sofisticada. Homero, Zoroastro, Sócrates, Zenão, Epicuro e tantos outros tinham estabelecido um sistema complexo de virtudes, regras e comportamentos. No campo estrito da ética, a revelação cristã trouxe apenas um contributo: a misericórdia.
Para Aristóteles e seus contemporâneos, o perdão era uma injustiça inaceitável. A visão cristã do mundo tornou-o indispensável: "todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sem o merecerem, todos são justificados pela Sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus" (Rm 3, 23-24).
Aquilo que a moral de hoje perdeu é a misericórdia. Em jornais, novelas, televisão e cinema encontramos valores e atitudes elevados. Mantêm-se virtudes, guardam-se mandamentos, pululam os exemplos honestos, sensatos, equilibrados. Tolera-se tudo. Só se despreza a caridade cristã.
Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.
O resultado está à vista. A moral oficial, em filmes, romances, séries e telejornais, é uma amálgama de regras, princípios e procedimentos, sem fundamento, coerência ou justificação. Do libertarismo mais acéfalo salta-se ao moralismo totalitário sem lógica ou razão. Aborto e adultério tornavam-se de crimes em direitos, enquanto tabaco e touradas passaram de hábitos a infâmias. Os enredos da moda exaltam os valores pagãos, mágicos, bárbaros, orientais, ocultistas, libertinos, vampiros. Todos, menos cristãos.
Após 500 anos de ataques à Igreja, este é o estado do Ocidente. Qual a situação da fé, com cinco séculos de agressões? Está igual a si mesma. A moral cristã perdura, 100 anos depois de Nietzsche. A fé em Cristo mantém-se, 250 anos depois de Hume. A Igreja Católica permanece, cinco séculos após Lutero. O último meio milénio não foi mais duro para os discípulos de Cristo que os anteriores. Desde o Calvário, a Igreja é atacada. Ressuscitando ao terceiro dia.
João César das Neves in DN online
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