Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sábado, 15 de maio de 2010
A ROSA DO PAPA (EDITORIAL) – absolutamente a não perder, que orgulhosos estamos do nosso amadíssimo Papa e do povo português
A viagem papal a Portugal revelou o coração gentil e forte de Bento XVI, cada vez mais nitidamente sentido nas visitas que realiza para corresponder à missão de sucessor de Pedro. Como aconteceu em Lisboa, em Fátima e no Porto, onde o afecto simples e intenso dos portugueses tão numerosos e entusiastas que até os próprios impecáveis organizadores e os meios de comunicação internacionais, nem sempre benévolos, se admiraram se manifestou de modo apaixonado e comovedor. Sobretudo no santuário que deveras é o centro espiritual do país e uma prova evidente da modernidade de Maria, saudada por milhares de lenços brancos e pelo lançamento jubiloso de pétalas de flores, homenagens de sabor antigo reservadas a Nossa Senhora e ao peregrino vindo de Roma.Sob o sinal de Fátima portanto desenvolveu-se esta peregrinação pontifícia, nas pegadas de Paulo VI e João Paulo II, e já na perspectiva do centenário das aparições. Para confirmar a mensagem confiada pela Virgem aos três videntes, tanto radicada no Evangelho e na sua profecia permanente quanto distante das especulações imaginárias: não obstante os egoísmos que ameaçam sempre a vida humana e a paz, apesar dos contínuos sofrimentos da Igreja pelos pecados de muitos dos seus filhos, a última palavra repetiu Bento XVI nunca será do mal, que foi vencido por Cristo ressuscitado, e que por conseguinte os cristãos podem combater e vencer com a oração, a penitência e o testemunho.
Diante da pequena imagem da Virgem e à luz de milhares de velas o Pontífice depositou a rosa de ouro trazida de Roma, "como um filho que vai visitar a sua Mãe e fá-lo em companhia de uma multidão de irmãos e irmãs", e leu no projéctil assassino que foi encastoado na coroa de Maria pelo seu predecessor que por aquela bala quase foi assassinado também o símbolo das dores do mundo e da Igreja. Por isso, quando o Ano sacerdotal está para terminar, Bento XVI quis consagrar-se a si mesmo a Nossa Senhora e todos os sacerdotes, com um gesto característico da tradição de Fátima, mas que assume um significado evidente para a chamada confiante a uma fidelidade radical, tão necessária nestes tempos.
E mais uma vez "o Pedro de hoje" como lhe chamou o seu secretário de Estado não está só. Circundado e apoiado na comunhão dos santos pelo afecto e simpatia crescentes de muitíssimos católicos e não-católicos, o sucessor do primeiro dos apóstolos pediu aos fiéis do Porto, mas falando a todos os cristãos, uma só coisa: "Meus irmãos e irmãs, é preciso que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus". Para tornar Deus presente neste mundo, onde só a luz de Cristo (lumen Christi) pode fazer resplandecer a chama da fé que se não for alimentada, corre o risco de se apagar. Para iluminar a escuridão, como as velas na noite de Fátima que se reflectiam na rosa do Papa.
Giovanni Maria Vian - Director
(© L'Osservatore Romano - 15 de Maio de 2010)
Contentamento geral pelo êxito da viagem de Bento XVI. Papa agradece "acolhimento fidalgo"
(Com Ecclesia)Minutos depois de o Airbus A320 da TAP que levou Bento XVI de regresso a Roma ter levantado voo, no final da visita apostólica, o Coordenador-geral da Visita era uma pessoa “feliz”. “Não se pode deixar de estar feliz com um povo que está feliz e um Papa que também está feliz”, referiu D. Carlos Azevedo, destacando que a visita “surpreendeu e excedeu as expectativas”.
Também de expectativas superadas falou D. Manuel Clemente que acompanhou Bento XVI desde a Serra do Pilar, em Gaia, até ao aeroporto de Pedras Rubras. “Tenho muito boa impressão do povo que somos, mas confesso que excedeu”, disse, referindo que uma “magnífica moldura humana” envolveu Bento XVI. “Era uma moldura constante, com pequeninos e pessoas de mais idade, pessoas de meia-idade com sorriso franco de uma adesão imediata”, comentou.
Para a Missão 2010, iniciativa da Diocese, Bento XVI trouxe uma palavra “de confirmação”. “Nós guardamos nas comunidades cristãs uma memória viva que é de Jesus e do Evangelho. Não guardamos para nós mas para oferecer a todos, crentes ou não crentes”, disse.
O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa deu conta da sua alegria, apontando já para as consequências da visita. “Estou contente e creio que também a Igreja em Portugal, mas o final da visita é um momento de grande responsabilidade”, acentuou D. Jorge Ortiga. A mensagem que o Papa deixou deve ser “analisada e estudada fazendo com que as orientações passem para dioceses e para o programa que a CEP vai ter de concretizar nos próximos tempos”, acrescentou.
A Assembleia Plenária de Junho da CEP “deverá apresentar alguns resultados da visita”, afirmou D. Carlos Azevedo.
Do contacto próximo que manteve com Bento XVI durante os quatro dias da visita a Portugal, D. Jorge Ortiga recorda palavras que davam conta da simpatia do acolhimento português e do “local maravilhoso que é Fátima”.
“Quando falávamos com o Papa ele mostrava uma grande proximidade, uma grande sensibilidade tantos nas perguntas que fazia como das respostas que dava”, disse.
Numa reacção ainda no aeroporto do Porto, o Cardeal Patriarca de Lisboa disse que a viagem de Bento XVI a Portugal foi “muito bonita”, recusando fazer avaliações mais profundas. “É cedo. Foi um acontecimento muito bonito, mas precisamos agora de estudar os textos e analisar mais profundamente”, justificou. “Tenho muita esperança”, reforçou apenas D. José Policarpo.
(Agência Ecclesia)
__________
Bento XVI enviou um telegrama ao Presidente da República ao deixar Sexta-feira o espaço aéreo português, na qual afirma ter deposto aos pés de Nossa Senhora de Fátima as “aflições e esperanças” da humanidade inteira e em especial do “dilecto povo português”. Na tradicional mensagem que envia aos chefes de Estado ao deixar os países que visitou, o Papa renovou o agradecimento a Cavaco Silva pelo “acolhimento fidalgo” que lhe prestou e ao governo pela solicitude em assegurar “tranquila realização" da visita. Como ponto alto da viagem de quatro dias a Portugal, Bento XVI destacou a sua presença em Fátima, onde, refere, pode ajoelhar-se aos pés de Nossa Senhora. O Papa revela que nas orações junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima entregou “no seu coração materno aflições e esperanças da família humana inteira e de modo especial do dilecto povo português”. Bento XVI termina o telegrama a Cavaco Silva invocando sobre o presente e o futuro dos portugueses “a luz protectora de Deus com propiciadora bênção apostólica”.
O Papa terminou nesta Sexta-feira à tarde uma visita apostólica de quatro dias a Portugal destinada a assinalar o décimo aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta Marto. Ao longo dos quatro dias, Bento XVI esteve em Lisboa, Fátima e Porto, celebrando três missas em cada uma das dioceses e pronunciando sete discursos, além das três homilias, uma saudação ao Santuário de Cristo Rei, e duas mensagens aos jovens, entre outras intervenções.
(Agência Ecclesia)
Fonte: site Radio Vaticana)
Subscrever:
Mensagens (Atom)