Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 4 de julho de 2009

“Faça você mesmo!”

“Faça você mesmo!” O slogan é conhecido e, em certa medida, até dá jeito… Mas aplicá-lo à fé é um desastre!

Quem o disse foi o Papa, com sua habitual frontalidade, citando São Paulo: muitos consideram que ter uma fé adulta é não ouvir a Igreja nem os seus pastores, mas escolher o que lhes apetece ou não acreditar. Mais: este género de católicos diz ter a “coragem de se exprimir contra o magistério da Igreja”.

Só que, na realidade, para isso não é preciso coragem porque está garantido o elogio público.

Coragem sim – lembra o Papa – têm aqueles que aderem à fé da Igreja mesmo quando esta contradiz os esquemas do mundo. Esta é a fé que interessa.

O oposto disto é ser infantil – conclui Bento XVI - é andar ao sabor das correntes da moda… e ser levado para aqui e para ali por quaisquer ventos de doutrina…

Realmente…tantos adultos à nossa volta e tão infantis que eles são!


Aura Miguel


(Fonte: site RR)

Brahms Piano Concerto No. 1 - Parte 2 – Orq. Fil. de Berlim dirigida por Simon Rattle

Rainha Santa Isabel de Portugal

Isabel de Aragão nasceu por volta de 1271 no Palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, Duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”.

As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, oração e jejum, não se sentido atraída pelos divertimentos comuns das jovens da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.

A Infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e virtudes. Estas levaram muitos Príncipes a apresentarem-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num Convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.

Isabel deu ao Rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz.

Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o Rei e o seu irmão D. Afonso, bem como entre o Rei e o Príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.

A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações.

D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me Rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do Paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.

Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no Santuário de Santiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento.

Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.

Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações.

Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.

O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625.

Foram-lhe atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.

Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O Rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu:

São rosas senhor....” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do Rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas

Por ordem do Bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. A sua canonização pelo Papa Urbano III teve lugar em 1625. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja

«O esposo está com eles»

Uma pessoa que ama outra e que lhe faz bem ama-a e faz-lhe bem segundo as suas qualidades, segundo as suas propriedades pessoais. É assim que age o teu Esposo, que em ti reside enquanto omnipotente: ama-te e faz-te bem segundo a Sua omnipotência.

Infinitamente sábio, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua sabedoria. Infinitamente bom, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua bondade. Infinitamente santo, Ele ama-te e faz-te bem segundo a extensão da Sua santidade. Infinitamente justo, Ele ama-te e concede-te as Suas graças segundo a extensão da Sua justiça. Infinitamente misericordioso, clemente e compassivo, Ele faz-te experimentar a Sua clemência e a Sua compaixão. Forte, delicado, sublime em Seu ser, Ele ama-te de maneira forte, delicada e sublime. Infinitamente puro, ama-te segundo a extensão da Sua pureza. Soberanamente verdadeiro, ama-te segundo a extensão da Sua verdade.

Infinitamente generoso, ama-te e cumula-te de graças, segundo a extensão da Sua generosidade, sem qualquer interesse pessoal e visando apenas fazer-te bem. Soberanamente humilde, ama-te com humildade soberana e com soberana estima.

Eleva-te até Si, a ti Se descobre alegremente, com uma face cheia de graça, nesta via dos conhecimentos que te dá. E tu ouve-Lo dizer-te: «Sou teu e por ti; alegro-me por ser o que sou, a fim de Me dar a ti e de ser teu para sempre.» Quem poderá exprimir o que sentes, alma bem-aventurada, vendo-te amada a este ponto, vendo-te tida por Deus em semelhante estima?

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 4 de Julho de 2009

São Mateus 9, 14-17

Naquele tempo,
os discípulos de João Baptista
foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:
«Por que motivo nós e os fariseus jejuamos
e os teus discípulos não jejuam?».
Jesus respondeu-lhes:
«Podem os companheiros do esposo ficar de luto,
enquanto o esposo estiver com eles?
Dias virão em que o esposo lhes será tirado:
nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho,
porque o remendo repuxa o vestido
e o rasgão fica maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos;
aliás, os odres rebentam,
derrama-se o vinho e perdem-se os odres.
Mas deita-se o vinho novo em odres novos
e assim ambas as coisas se conservam».