Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Reflexões teológicas sobre o tema do sínodo (3)
3. A justiça do Reino
44. A justiça que Jesus Cristo nos convida a procurar é antes de mais a do Reino (cf. Mt 6,33). Esta justiça é aquela que ilustra José, chamado «o justo» (Mt 1,19), porque escutou a sua consciência habitada pela Palavra de Deus, e ofereceu a Maria, sua esposa e ao menino em seu seio, o que lhes era devido: a protecção da vida. Esta justiça maior do Reino ultrapassa a da Lei; ela também é virtude. Não nega a justiça humana, mas integra-a e transcende-a. É por isso que ela se torna uma via que conduz ao perdão, à reconciliação verdadeira e que restaura a comunhão.
45. A Igreja Família habitada por Cristo, Palavra do Pai, sente-se interpelada a servir a justiça do Reino. Deve, ante de mais, viver a justiça no seu seio, nos seus membros, para que os nossos irmãos e irmãs em África vejam o caminho árduo da redenção e por ele enveredem. Com efeito, a cada pessoa é devido, em justiça, o respeito pela sua dignidade de filho ou filha de Deus. Ora, no cenário do continente Africano, «os homens […] mantêm a verdade prisioneira da injustiça» (Rom 1,18). É preciso libertá-la. E «em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus» (Rom 3,24), como discípulos de Cristo ao serviço da justiça, «nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos» e irmãs (1 Jo 3, 16). Assim, nossa terra viverá, também ela, pacificada: «a paz é o fruto da justiça (cf. Is 32, 17)».
INSTRUMENTUM LABORIS III, 1, 44-45
(Fonte: site da Santa Sé)
44. A justiça que Jesus Cristo nos convida a procurar é antes de mais a do Reino (cf. Mt 6,33). Esta justiça é aquela que ilustra José, chamado «o justo» (Mt 1,19), porque escutou a sua consciência habitada pela Palavra de Deus, e ofereceu a Maria, sua esposa e ao menino em seu seio, o que lhes era devido: a protecção da vida. Esta justiça maior do Reino ultrapassa a da Lei; ela também é virtude. Não nega a justiça humana, mas integra-a e transcende-a. É por isso que ela se torna uma via que conduz ao perdão, à reconciliação verdadeira e que restaura a comunhão.
45. A Igreja Família habitada por Cristo, Palavra do Pai, sente-se interpelada a servir a justiça do Reino. Deve, ante de mais, viver a justiça no seu seio, nos seus membros, para que os nossos irmãos e irmãs em África vejam o caminho árduo da redenção e por ele enveredem. Com efeito, a cada pessoa é devido, em justiça, o respeito pela sua dignidade de filho ou filha de Deus. Ora, no cenário do continente Africano, «os homens […] mantêm a verdade prisioneira da injustiça» (Rom 1,18). É preciso libertá-la. E «em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus» (Rom 3,24), como discípulos de Cristo ao serviço da justiça, «nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos» e irmãs (1 Jo 3, 16). Assim, nossa terra viverá, também ela, pacificada: «a paz é o fruto da justiça (cf. Is 32, 17)».
INSTRUMENTUM LABORIS III, 1, 44-45
(Fonte: site da Santa Sé)
Comentário ao Evangelho do dia feito por:
São João da Cruz (1542-1591), Carmelita, Doutor da Igreja Cântico Espiritual, estrofe 1 (a partir da trad. OC, Cerf 1990, p. 1218)
«Procuravam, então, prendê-Lo, mas ninguém Lhe deitou a mão»
Onde Te escondeste, meu Bem-Amado,Deixando-me num gemido constante?Fugiste, qual veado,Havendo-me ferido; Por tiClamando, eu fui. Ah, em vão Te segui!
«Onde Te escondeste?» É como se a alma dissesse: «Verbo, Esposo meu, mostra-me o lugar da Tua morada.» O que equivale a pedir-Lhe que manifeste a Sua divina essência, porque «o lugar da morada do Filho de Deus», diz-nos São João, «está no seio do Pai» (Jo 1,18) ou, falando noutros termos, é a essência divina, invisível a todo o olhar mortal, impenetrável a todo o entendimento humano. Isaías, dirigindo-se a Deus, diz-Lhe: «Na verdade Vós sois um Deus escondido» (Is 45, 15).
Por isso, é de notar que, por muito íntimas que sejam as comunicações, por muito sublime que possa ser o conhecimento que uma alma tenha de Deus nesta vida, o que ela percebe não é a essência de Deus e nada tem de comum com Ele. Na realidade, Deus está sempre escondido da nossa alma. Quaisquer que sejam as maravilhas que lhe sejam desveladas, a alma deve sempre tê-Lo por escondido e procurá-Lo em sua morada, dizendo: «Onde Te escondeste?» De facto, nem a comunicação sublime nem a presença sensível são testemunho seguro da favorável presença de Deus numa alma, nem a secura e a carência de tais dons serão um indício da Sua ausência. É o que nos diz o profeta Job: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo» (Job 9, 11).
Devemos daqui tirar um ensinamento. Se uma alma for favorecida com sublimes comunicações, conhecimentos e sentimentos espirituais, não deve nunca persuadir-se de que possui a Deus ou que vê clara e essencialmente a Deus, nem que esses dons signifiquem ter mais a Deus ou estar mais em Deus do que os outros; da mesma forma, se todas estas comunicações sensíveis e espirituais vierem a faltar-lhe deixando-a na aridez, nas trevas e no desamparo, não deve ela nunca pensar que nesse estado Deus lhe falta [...]. O principal intento da alma, neste verso, não é pois pedir devoção afectuosa e sensível, que não dá certeza nem evidência da posse do Esposo nesta vida: ela reclama a presença e a clara visão da Sua essência, que quer fruir, de maneira firme e segura, na outra vida.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
«Procuravam, então, prendê-Lo, mas ninguém Lhe deitou a mão»
Onde Te escondeste, meu Bem-Amado,Deixando-me num gemido constante?Fugiste, qual veado,Havendo-me ferido; Por tiClamando, eu fui. Ah, em vão Te segui!
«Onde Te escondeste?» É como se a alma dissesse: «Verbo, Esposo meu, mostra-me o lugar da Tua morada.» O que equivale a pedir-Lhe que manifeste a Sua divina essência, porque «o lugar da morada do Filho de Deus», diz-nos São João, «está no seio do Pai» (Jo 1,18) ou, falando noutros termos, é a essência divina, invisível a todo o olhar mortal, impenetrável a todo o entendimento humano. Isaías, dirigindo-se a Deus, diz-Lhe: «Na verdade Vós sois um Deus escondido» (Is 45, 15).
Por isso, é de notar que, por muito íntimas que sejam as comunicações, por muito sublime que possa ser o conhecimento que uma alma tenha de Deus nesta vida, o que ela percebe não é a essência de Deus e nada tem de comum com Ele. Na realidade, Deus está sempre escondido da nossa alma. Quaisquer que sejam as maravilhas que lhe sejam desveladas, a alma deve sempre tê-Lo por escondido e procurá-Lo em sua morada, dizendo: «Onde Te escondeste?» De facto, nem a comunicação sublime nem a presença sensível são testemunho seguro da favorável presença de Deus numa alma, nem a secura e a carência de tais dons serão um indício da Sua ausência. É o que nos diz o profeta Job: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo» (Job 9, 11).
Devemos daqui tirar um ensinamento. Se uma alma for favorecida com sublimes comunicações, conhecimentos e sentimentos espirituais, não deve nunca persuadir-se de que possui a Deus ou que vê clara e essencialmente a Deus, nem que esses dons signifiquem ter mais a Deus ou estar mais em Deus do que os outros; da mesma forma, se todas estas comunicações sensíveis e espirituais vierem a faltar-lhe deixando-a na aridez, nas trevas e no desamparo, não deve ela nunca pensar que nesse estado Deus lhe falta [...]. O principal intento da alma, neste verso, não é pois pedir devoção afectuosa e sensível, que não dá certeza nem evidência da posse do Esposo nesta vida: ela reclama a presença e a clara visão da Sua essência, que quer fruir, de maneira firme e segura, na outra vida.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
O Evangelho do dia 27 de Março de 2009
São João 7, 1-2.10.25-30
Naquele tempo,
Jesus percorria a Galileia,
evitando andar pela Judeia,
porque os judeus procuravam dar-Lhe a morte.
Estava próxima a festa dos Tabernáculos.
Quando os seus parentes subiram a Jerusalém, para irem à festa,
Ele subiu também, não às claras, mas em segredo.
Diziam então algumas pessoas de Jerusalém:
«Não é este homem que procuram matar?
Vede como fala abertamente e não Lhe dizem nada.
Teriam os chefes reconhecido que Ele é o Messias?
Mas nós sabemos de onde é este homem,
e, quando o Messias vier, ninguém sabe de onde Ele é».
Então, em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo:
«Vós Me conheceis e sabeis de onde Eu sou!
No entanto, Eu não vim por minha própria vontade
e é verdadeiro Aquele que Me enviou
e que vós não conheceis.
Mas Eu conheço-O,
porque d’Ele venho e foi Ele que Me enviou».
Procuravam então prender Jesus,
mas ninguém Lhe deitou a mão,
porque ainda não chegara a sua hora.
Naquele tempo,
Jesus percorria a Galileia,
evitando andar pela Judeia,
porque os judeus procuravam dar-Lhe a morte.
Estava próxima a festa dos Tabernáculos.
Quando os seus parentes subiram a Jerusalém, para irem à festa,
Ele subiu também, não às claras, mas em segredo.
Diziam então algumas pessoas de Jerusalém:
«Não é este homem que procuram matar?
Vede como fala abertamente e não Lhe dizem nada.
Teriam os chefes reconhecido que Ele é o Messias?
Mas nós sabemos de onde é este homem,
e, quando o Messias vier, ninguém sabe de onde Ele é».
Então, em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo:
«Vós Me conheceis e sabeis de onde Eu sou!
No entanto, Eu não vim por minha própria vontade
e é verdadeiro Aquele que Me enviou
e que vós não conheceis.
Mas Eu conheço-O,
porque d’Ele venho e foi Ele que Me enviou».
Procuravam então prender Jesus,
mas ninguém Lhe deitou a mão,
porque ainda não chegara a sua hora.
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