Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ainda a propósito do preservativo
Este incidente tão mediatizado revelou dois interessantes aspectos da forma mentis deste tempo em que vivemos. A primeira tem a ver com o comportamento dos que não têm fé, e por isso não acreditam em nada do que estou aqui a escrever. Dúvida que me surge: se não acreditam porque é que se incomodam tanto com o que o Papa diz? Será porque, como alguns vaticinam, as religiões poderão substituir, no século XXI, as ideologias? E isso é, só por si, ameaçador? E quem deu cabo das ideologias? Foram as religiões? Não me parece. A segunda tem a ver com a religião à la carte, adoptada pelos que acreditam mas não concordam, e querem uma religião à medida das concessões que foram fazendo ao longo da sua vida e, de acordo com cada circunstância concreta, uma ementa de interpretações onde caiba tudo e eles próprios.
Em todos os discursos proferidos pelo Papa na sua visita aos Camarões, não há qualquer referência ao preservativo. Na resposta a um jornalista sobre esta questão, Bento XVI responde nos seguintes termos "(…) não se pode solucionar este flagelo apenas com a distribuição de profilácticos: pelo contrário, existe o risco de aumentar o problema." Quem lide de perto com a sida sabe que é mesmo assim (veja-se o caso português em que apesar da distribuição gratuita de preservativos e da troca de seringas não melhora os seus indicadores). O combate a este flagelo passa hoje, graças ao progresso científico, por outras coisas, mais complexas, mais difíceis e mais caras e às quais os doentes africanos não têm acesso (nem muitos portugueses…). Tão-pouco o Papa foi aos Camarões recomendar a abstinência sexual como solução para a sida. Exortou sim à humanização das relações interpessoais em geral, e da sexualidade em particular.
Para além disto - um ínfimo episódio no contexto da digressão africana - o Papa falou de tudo o que realmente interessa: a corrupção, o desperdício de recursos, o tribalismo, a lei do mais forte, a particular situação das mulheres, a fome, a doença, o imperativo da paz. Os milhões de africanos que caminharam ao encontro do Papa fizeram-no com o espírito de confiança que a Igreja cimentou nesses países onde está, não apenas na liturgia dos templos, mas no terreno, junto das populações, cuidando, tratando, acolhendo, provendo, como pode, à satisfação das suas necessidades mais básicas. Neste Continente que tantos dão de barato como "perdido", a Igreja desenvolve diariamente mil e uma acções junto daqueles que a geografia privou de toda a dignidade.
Pode-se não acreditar, não ter fé, acreditar e discordar mas não se pode inventar uma outra religião mais conforme aos ditames intelectuais que hoje nos regem, com outra lógica, com outros fundamento. A Igreja que foi a África foi de visita aos seus filhos mais abandonados. Não foi cobrar impostos nem pedir votos, nem fazer campanha mediática. Foi levar a esperança e dizer a verdade. Por isso mesmo é que os africanos a receberam de coração aberto.
Maria José Nogueira Pinto
(Fonte: site DN online)
Vaticano prepara documento sobre Internet
O Conselho Pontifício das Comunicações Sociais prepara um documento sobre a Internet, onde quer sublinha o grande potencial da rede no campo da evangelização ao mesmo tempo que alerta para os riscos que podem derivar da utilização indevida.
Este documento está a ser preparado por bispos dos cinco continentes e será, de acordo com D. Claudio Maria Celli, Presidente do Conselho Pontifício, uma actualização da Instrução pastoral Aetatis Novae, datada de 1992, “numa altura em que ainda não havia Internet”.
“As novas tecnologias trouxeram novas sensibilidades. Certamente que os princípios da Instrução pastoral Aetatis Novae continuam válidos, mas são necessárias algumas orientações para uma pastoral que tenha em conta esta nova realidade”.
O novo documento, que será apresentada na Assembleia Plenária de Outubro aos membros do Conselho Pontifício, tem como objectivo fazer ver “como a Igreja se integra na nova cultura digital, utilizando os meios que a tecnologia coloca à disposição”.
O Presidente do Conselho Pontifício reconhece que quando se fala do acolhimento da mensagem da Igreja sobre as comunicações sociais, importa ter consciência dos diferentes contextos culturais referidos. “É diferente o acolhimento das comunidades cristãs na Europa ou nos Estados Unidos do acolhimento das comunidades de um país em vias de desenvolvimento, onde o crescimento humano e socio-cultural é limitado por diversos problemas”.
No entanto, referiu D. Celli, a esperança é que o ensinamento da Igreja possa levar a comunidade a reflexões sobre estas questões”.
Numa entrevista à SIR, D. Celli referiu ainda estar a ser preparado um seminário para 100 jovens africanos provenientes de regiões com graves problemas. O encontro quer introduzir a comunicação social como veículo de paz e de respeito. A organização está a cargo do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais e está agendado para Abril, em Nairobi, capital do Quénia.
“Os meios de comunicação social vão ser apresentados como instrumentos de reconciliação, para alcançar uma paz mais duradoura”, referiu, adiantando o desejo de “dar espaço a iniciativas que permitam, especialmente aos jovens, entrarem em contacto com as novas realidades mediáticas”.
“Os jovens serão chamados a reflectir sobre a modalidade em como os novos media incidem na sua vida e na sua inserção no mundo”.
Internacional Agência Ecclesia 25/03/2009 15:42 2375 Caracteres 149 Comunicações Sociais
(Fonte: site Agência Ecclesia)
Seres decentes
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há
pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze
anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta – acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.
Fernando Dacosta
(Fonte. Revista do INATEL “TempoLivre” de Outubro de 2008 – pág. 82)
O matrimónio, está de moda?
No século XXI o matrimónio parece que não está de moda, e mais ainda, diz-se às vezes que é o túmulo amor e para contrastar essa tendência realizou-se no Auditório do Instituto João Paulo II da Universidade Lateranense de Roma o congresso Internacional sobre “O Matrimónio segundo o Apostolo Paulo”.
Em pleno ano jubilar paulino foram tratados temas como o matrimónio na sociedade em que vivemos, o cansaço entre os esposos, o amor e a subordinação na relação do casal. Os escritos de São Paulo continuam sendo textos antiquíssimos porém com uma actualidade que perdura com os séculos. E com ideias positivas.
Actualmente a percentagem de divórcios aumentou consideravelmente, em alguns lugares são muito poucos os matrimónios que se celebram e os jovens já não buscam um “Sim eu quero” para toda a vida. Algo está mudando.
“Trata-se de textos que inspirados pelo Espírito Santo e custodiados e vividos pela Igreja, nos chegam como o testemunho de uma verdade profunda, toda ela válida ainda hoje, que é uma mensagem permanente para cada cristão”.
“Continuamente existem mensagens que fazem crer que a vida humana é solitária ou que está em contínua mudança. Muda-se o casal, muda a situação e em relação à antiga questão segundo a qual o matrimónio é o túmulo do amor, hoje se vai mais além e é muito pior. As mesmas imagens publicitárias não apresentam nunca famílias. Os filmes não apresentam nunca famílias normais. A televisão mostra tudo o contrário do que normal. Assim creio que esta atmosfera tão negativa e deprimente, realmente tem um peso nas pessoas inclusive naquelas que começam com as melhores intenções. Porque logo chega a primeira dificuldade, e dificuldades se têm sempre, e se crê que a solução é aquela que todos propõem”.
“Em primeiro lugar se deve aceitar o outro como ele é, porque certas vezes no início matrimónio talvez se diz porém não importa. Se têm coisas que eu não gosto no outro, mudará, ou, eu poderia fazer com que mude. Em troca se tem que aceitar realmente o outro como ele é”.
“Creio no facto de perdoar o outro pelas coisas que me feriram, que me machucaram, isso permite sempre recomeçar desde o princípio, e o fato do sacramento e da reconciliação, de receber este perdão de Deus me ajuda depois também a perdoar o meu marido”.
(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)