Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Livro: Vaticano apresenta "Opera Omnia" de Bento XVI em alemão
Segundo o bispo de Regensburg (Alemanha), Gerhard Ludwig Müller, trata-se de "uma obra teológica que sem dúvida está entre as mais importantes dos séculos XX e XXI".
Müller, que apresentou a obra, disse que Bento XVI é um "dos grandes teólogos que ocuparam a poltrona de Pedro" e que ao longo da sua actividade académica como professor de Teologia Fundamental e Dogmática elaborou "com autonomia um dos mais importantes estudos teológicos dos séculos XX e XXI".
Ratzinger leccionou nas universidades de Frisinga, Bona, Munster, Tübingen e Regensburg. Nesta última, foi professor desde 1969 até 1977, quando foi nomeado arcebispo de Munique.
Bento XVI está ligado a Regensburg também por razões familiares. Os seus pais -Josef e Maria- e a sua irmã Maria estão ali enterrados e tem uma casa no bairro de Pentling.
Durante a sua viagem à Baviera, em 2006, o papa visitou a universidade de Regensburg e aí deu a famosa aula magna, na qual falava de Maomé, considerada "ofensiva" pelo mundo islâmico e que suscitou ira dos muçulmanos.
O motivo foi a citação que fez do diálogo entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo e um erudito persa, no qual o líder dizia que "Maomé não tinha trazido nada novo, excepto a ordem de estender a fé pela espada", pôs em pé de guerra o mundo muçulmano.
O bispo de Regensburg disse hoje que essa aula magna "marcou um momento mágico na história universitária não só alemã" e que na mesma o papa sublinhou mais uma vez a "íntima conexão entre fé e razão".
O bispo Müller manifestou que Regensburg recolherá e tutelará toda a obra de Ratzinger e que esta cidade será a sede do Instituto Bento XVI.
Müller precisou que foi pessoalmente encarregado pelo Papa da publicação da sua colecção de escritos.
A Opera Omnia é composta por 16 tomos. Começa com a tese de licenciatura de Joseph Ratzinger sobre "A doutrina agostiniana da Igreja" e com outros escritos sobre o santo que mais o marcou.
O segundo tomo recolhe os escritos do pontífice sobre São Boaventura.
O terceiro, partindo da conferência que Ratzinger deu em Bona em 1959 sobre "O Deus da fé e o Deus dos filósofos", inclui todos os textos sobre fé e razão e as suas reflexões sobre os fundamentos históricos-ideais da Europa.
O quarto volume parte da Introdução ao Cristianismo (1968) e reúne outros artigos sobre fé, baptismo e conversão.
Do quinto ao décimo segundo existem textos sobre teologia sistemática.
O quinto reúne os textos sobre a Doutrina da Criação, Antropologia e Doutrina da Graça; o sexto parte do livro Jesus de Nazaré e recolhe todos os estudos da argumentação cristã.
O sétimo inclui textos da fase preparatória do Concílio Vaticano II e o oitavo é sobre ecumenismo e outros escritos eclesiásticos.
O nono recolhe os textos de Ratzinger em matéria de Gnose Teológica e Hermenêutica, bem como seus estudos sobre Escrituras, Revelação e Tradição.
O décimo tomo é aberto com "Escatologia" (1977), único manual dogmático teológico de Ratzinger até agora publicado.
O décimo primeiro inclui a Teologia da Liturgia e o décimo segundo recolhe textos sobre os sacramentos e serviço espiritual.
O décimo terceiro recolhe as numerosas entrevistas de Joseph Ratzinger; o décimo quarto, as homilias.
O décimo quinto parte da autobiografia "Minha vida" e inclui outros textos de carácter biográfico. O último volume é uma bibliografia completa das obras do papa em idioma alemão.
A "Opera Omnia" será publicada na Alemanha pela editora Herder Verlag. A Livraria Vaticana, que tem direito exclusivo sobre as obras papais, publicará a colectânea noutros idiomas.
CMJ.
Lusa/Fim
(Fonte: "Expresso" online)
Esperamos ansiosamente pela edição em português!
Reconciliação entre os homens
(Reconciliatio et Paenitentia, nº 7 – João Paulo II)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Bento XVI – Audiência Geral “A centralidade de Cristo ressuscitado no mistério da salvação”
Cristo não é um “princípio abstracto”, mas uma pessoa. É o “princípio para compreender o mundo”, mas também “uma pessoa que me amou, com a qual posso falar, que me escuta”. Afirmações do Santo Padre, nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, perante umas vinte mil pessoas, ilustrando os princípios da Cristologia elaborada por São Paulo, sobretudo nas suas Cartas. O Apóstolo dos Gentios afirma “a centralidade de Cristo ressuscitado no mistério da salvação” - explicou Bento XVI, que se concentrou desta vez sobre dois aspectos: preexistência e incarnação.
“Para Paulo, há uma perfeita identidade salvífica entre Aquele que vive eternamente na glória e o Jesus terrestre”. “Paulo apresenta-nos Cristo como a sabedoria de Deus, o centro e cumprimento do eterno plano de salvação do Pai. O hino inserido na sua Carta aos Filipenses põe em contraste a preexistência de Cristo na forma de Deus e a sua subsequente kenose (esvaziamento) até à morte, e morte de Cruz”.
Embora sendo o critério – sublinhou o Papa Ratzinger – nunca se torna um princípio abstracto, permanece sempre a pessoa de Jesus que me amou, com o qual posso falar, que me escuta, que me responde. É este o princípio para compreender o mundo e para encontrar o caminho, na história”.
O intento de são Paulo, sobretudo nas várias Cartas – explicou o Papa – “visa sobretudo a edificação das comunidades nascentes, concentrando tudo sobre Cristo vivo e presente no meio dos seus”.
Mas escutemos as saudações dirigidas pelo Papa aos peregrinos de língua portuguesa:
"Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação afectuosa para todos, especialmente para os grupos do Brasil e de Portugal:
esta peregrinação a Roma encha de luz e fortaleza o vosso testemunho cristão, para confessardes Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vida: fora d'Ele, não há vida, nem esperança de a ter. Com Cristo, sucesso eterno à vida que Deus vos confiou. Para cada um de vós e família, a minha Bênção!"
(Fonte: site Radio Vaticana)
Sínodo 2008 - apresentado o texto provisório das Proposições finais que deverão ser emendadas e votadas
Na manhã desta terça feira (ontem), na presença de Bento XVI a assembleia geral do Sinodo dos bispos escutou a leitura da texto único das proposições finais.
Trata-se de um documento provisório que deverá ser emendado e votado no próximo sábado. Foi o relator geral e o secretário especial do Sínodo, respectivamente o cardeal Marc Ouellet e D. Laurent Monsengwo Pasinya que apresentaram aos padres sinodais a lista das 53 proposições unificadas. Uma leitura a duas vozes na qual se advertiu claramente o eco das intervenções na Aula Sinodal nos dias passados.
A partir da premissa sobre os grandes benefícios, teológicos e pastorais trazidos pela Dei Verbum, a constituição dogmática sobre Revelação Divina, assinada há 40 anos, os padres sinodais fazem votos antes de mais no sentido de que os fiéis cresçam na consciência acerca da Palavra de Deus, da sua força salvífica, mas também que a Igreja reforce a sua vocação missionária.
Então, como agir? Em primeiro lugar, a lista única das proposições sugere que se olhe para a reconciliação trazida pelo Verbo Divino. Em situações de conflitos étnicos e de tensões inter-religiosas, é auspiciado o empenho dos católicos na construção de pontes de diálogo para construir uma sociedade mais harmoniosa.
Neste sentido é importante que cada fiel possua a própria Bíblia pessoal.
Depois a Liturgia: foi auspiciado que a Sagrada Escritura ocupe um lugar visível nas Igrejas e que o papel dos leitores seja estudado e aprofundado, também olhando para as novas técnicas da comunicação e para o uso de instalações sonoras idóneas.
Central a necessidade de homilias que convidem á missão, preparadas com a oração e alimentadas com a doutrina. Possível portanto a instituição de um directório homilético. Assim como foi referida a revisão do Leccionário, para o tornar mais adequado aos tempos modernos, e á importância da mulher não só na família e na catequese, mas também no lectorado bíblico. Foi enfrentado também o tema da Lectio divina, que se deve promover nas paroquias, nas famílias, nos movimentos eclesiais, na formação dos futuros sacerdotes e na catequese, para que a formação dos baptizados seja continua e não se reduza apenas á administração dos sacramentos.
Depois, e em referencia á intervenção de Bento XVI na aula sinodal no passado dia 14, falou-se da exegese bíblica e da necessidade de superar o dualismo entre exegese e a teologia, e de olhar para a hermenêutica histórica e de fé.Ainda o grande tema da missão, em particular em relação aos pobres, aos marginais, ao deficientes, para que a inculturação da Bíblia toque todos os povos da terra. Preocupação neste campo foi expressa pelo fenómeno das seitas, um fenómeno que deve ser estudo para ser melhor enfrentado. O diálogo com os hebreus a partir da plataforma do Antigo Testamento e com os muçulmanos, centrado no elemento comum do único Deus.
É importante porém reafirmar o valor da vida e os direitos do homem e da mulher. E um pensamento foi também á ecologia, para que seja promovida cm base na Palavra de Deus, com o empenho pela salvaguarda da criação.Estes em síntese os temas principais tratados na lista única das Proposições que agora os padres sinodais deverão emendar e votar.
(Fonte: site Radio Vaticana)