Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 28 de junho de 2008

O Professor

«[A Sabedoria] é um resplendor da luz externa, um espelho sem mancha da actividade de Deus, uma imagem da Sua bondade»


(Livro da Sabedoria 7,26)


«Não há melhor ensino que o exemplo do professor! (…). Falai com sabedoria, instruí com toda a eloquência possível (…), mas o vosso exemplo causará uma impressão mais forte e mais decisiva (…). Quando as vossas obras forem consequentes com as vossas palavras, não haverá que se vos possa objectar»


(Homilia sobre Epístola de S. Paulo aos Filipenses, ad loc – São João Crisóstomo)

«… desejo recordar-vos que no próximo dia 29 [amanhã], solenidade de S. Pedro e S. Paulo, começa o ano paulino que Bento XVI convocou para comemorar os dois mil anos do nascimento do Apóstolo dos gentios. Para secundar as indicações do Santo Padre na celebração deste bimilenário, sugiro-vos conhecer melhor a vida e a obra deste grande Apóstolo, Padroeiro da Obra, lendo e meditando a fundo os Actos dos Apóstolos e os escritos paulinos. S. Paulo é, para todos os cristãos, um modelo maravilhoso de amor a Cristo, de fidelidade à vocação, de zelo ardente pelas almas. Peçamos-lhe de modo especial pelos frutos espirituais e apostólicos deste ano especial que lhe é dedicado»


(Carta do Prelado do Opus Dei de Junho de 2008 - D. Javier Echevarría)

«Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?»

«A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…). Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso.»

(Rom 8,35.38-39 – S. Paulo)

São Paulo – Epístolas do cativeiro – III

Colossenses (1)


A sua autenticidade paulina foi pacificamente admitida na Igreja desde os primeiros tempos até ao século XIX, em que alguns críticos começaram a duvidar de que toda ou partes desta epístola tenha São Paulo como autor. Os motivos destas dúvidas apoiam-se no progresso da sua doutrina relativamente às epístolas anteriores e no uso de vocábulos novos. Tais motivos, porém, não parecem suficientes para negar a tradicional adjudicação a São Paulo da epístola, em todas as suas partes.
A cristandade de Colossas não foi directamente fundada por Paulo, mas pelo seu discípulo Epafras. E foi este, precisamente, quem informou o Apóstolo, pelo ano 62, na sua prisão domiciliária de Roma, da situação doutrinal preocupante originada naquela comunidade. Hoje pensa-se que se trata da infiltração entre os cristãos de Colossas de primeiros avanços de gnose iraniana e mesopotâmica, veiculada por viajantes judeus. As doutrinas gnósticas começaram a penetrar nos países do Império romano em meados ou princípios do século I d.C., principalmente através de certos judeus e de outro ambientes filosóficos ou religiosos helénicos.
Distinguia-se a gnose pela sua concepção dualista de Deus, do homem e do mundo: dois princípios opostos, o bem e o mal, o espírito e a matéria, estavam na explicação especulativa de todas as coisas. A gnose apresentava-se a si mesma como a Sabedoria mais elevada, superadora de todas as outras religiões – incluindo o cristianismo -, que considerava como explicações imperfeitas, úteis provisoriamente para o vulgo. Os primeiros rebentos de gnose em Colossas pareciam tentar conciliar o cristianismo com tal filosofia: para os gnósticos Cristo, por ser homem, era inferior às potestades angélicas, mais puramente espirituais; Cristo seria um éon, intermédio entre Deus (o Espírito) e a matéria.


(continua)


(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 442) Continua

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Luminosa certeza e gozosa convicção

«Não é orgulho, não é presunção, não é obstinação, não é loucura, luminosa certeza e gozosa convicção a que temos de ter sido constituídos membros vivos e genuínos do Corpo de Cristo, de ser autênticos herdeiros do Evangelho de Cristo»



(Ecclesiam suam, nº 33 – Paulo VI)

São Paulo – Epístolas do cativeiro – II

Filipenses


Apresenta uma temática muito diferente de Colossenses e Efésios, pelo que não poucos autores pensam que, embora escrita no cativeiro, este não é o romano, mas antes outro anterior, possivelmente em Éfeso, em algum momento da estada do Apóstolo nessa cidade ao longo dos anos 54 a 57. Os argumentos apresentados por alguns críticos para duvidar da paternidade paulina deste escrito carecem de valor. As circunstâncias dos fieis de Filipos estava constituída primordialmente por antigos legionários que tinham cumprido já a idade do deu serviço no exército e aos quais o governo imperial adjudicava, como honrosa reserva, terras e empregos. Filipos tinha recebido, cerca de vinte anos antes o título de Colonia Iulia AugustaPhilippensis, com o ius italicum. Ali, licenciados das legiões se tinham instalado e constituído as suas famílias; na esmerada instrução e serviço militar tinham aprendido o sentido da disciplina, da lealdade e do sacrifício. São Paulo encontrou sempre nos seus queridos Filipenses uma fidelidade inquebrantável e uma generosa correspondência. Emprega alguns termos de sabor militar e manifesta-lhes o seu grande afecto. É uma epístola alegre, tranquila, mesmo sentido o peso do cativeiro.
O ponto doutrinal mais importante é constituído pelo chamado hino cristológico de Phil 2, 6-11, quiçá já conhecido pelos seus destinatários, transcrito pelo Apóstolo com apostila sua; nesses versículos canta a humilhação de Cristo na Sua encarnação, vida e morte, e a exaltação gloriosa da Sua humanidade depois da Ressurreição.



(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 441/442)
Continua