Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mensagem final do Sínodo desagradou a israelitas (Nota de JPR: “Tant pis pour eux !”)

Vaticano desdramatiza e diz que o sínodo correu muito bem.

As autoridades israelitas reagiram com dureza ao que consideram ter sido a politização e instrumentalização do Sínodo do Médio Oriente.

Várias figuras políticas e religiosas do país judaico criticaram a mensagem final do sínodo, que elenca uma série de dificuldades que os palestinianos enfrentam, culpando em larga medida Israel.

Durante as duas semanas que durou o sínodo o grande enfoque dos trabalhos centrou-se nas condições de vida dos cristãos naquela região, procurando encontrar as causas e discutir as soluções para o êxodo de cristãos que se está a verificar. Realçou-se a importância do diálogo inter-religioso com os muçulmanos e judeus, mas também a urgência de uma maior comunhão entre as diferentes confissões cristãs. O mapa do Cristianismo naquela zona é extremamente diverso, com várias Igrejas independentes a operar em simultâneo, algumas católicas e outras ortodoxas.

A situação dos cristãos na Terra Santa mereceu bastante destaque, com o Estado israelita a esforçar-se por mostrar, através de conferências de imprensa à margem do sínodo, que Israel é o único país da região onde os cristãos vivem em paz e segurança, e onde o número de cristãos tem aumentado significativamente.

Contudo, numa “Mensagem ao Povo de Deus” que acompanha as propostas finais, os padres sinodais parecem apontar o dedo a Israel, culpando esse país pela falta de paz na região. “Tivemos em consideração o impacto do conflito Israelo-palestiniano para toda a região, em especial para os palestinianos, que sofrem as consequências da ocupação israelita: a falta de liberdade de movimento, o muro de separação e os postos de controlo militar, os presos políticos, a demolição de casas a instabilidade sócio-económica e os milhares de refugiados”.

Já o “sofrimento e a insegurança em que vivem os israelitas” merece apenas uma curta referência.

O caso foi agravado pelas palavras de um dos bispos, o melquita Cyrille Salim Bustros, que afirmou que Israel não pode justificar a ocupação de terras árabes com base em promessas bíblicas.

Estas palavras foram bem recebidas pelas autoridades palestinianas, mas levaram a duras críticas por parte do Governo israelita. “Lamentamos que este importante sínodo se tenha tornado um fórum de ataques políticos a Israel, ao melhor estilo da propaganda árabe”, afirmou o vice ministro dos Negócios Estrangeiros Danny Ayalon.

Também o Rabino David Rosen, que foi convidado a falar ao Sínodo, criticou a abordagem dos bispos nos documentos finais: “Lamento que os bispos não tenham tido a coragem de confrontar os mais sérios desafios que os Cristãos enfrentam no Médio Oriente. Mesmo que o Estado de Israel não existisse, o êxodo dos cristãos não seria diferente. Dizer que o conflito israelo-palestiniano é o principal problema revela falta de sinceridade.”

O Vaticano já reagiu a estas críticas de Israel. Esta manhã o Pe. Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou que, em geral, os trabalhos do sínodo foram muito positivos e remete, como posição oficial, não a opinião de cada bispo, mas sim o texto da Mensagem votada e publicada no passado sábado.

(Fonte: site Rádio Renascença)

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