Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nuno Álvares Pereira canonizado Domingo próximo, na Praça São Pedro, com outros quatro Beatos

No próximo Domingo, 26 de Abril, às 10 horas da manhã, na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI presidirá à canonização de cinco beatos: dois italianos, duas italianas e um português: - o padre Arcangelo Tadini, fundador das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré; - o abade Bernardo Tolomei, fundador da Congregação de Santa Maria de Monte Oliveto, da Ordem de São Bento; - a irmã Geltrude Comensoli, fundadora do Instituto das Irmãs Sacramentinas; - a irmã Caterina Vopicelli, fundadora da Congregação das Servas do Sagrado Coração; e – finalmente - o donato carmelita Nuno de Santa Maria, Beato Nuno, D. Nuno Álvares Pereira, que os portugueses há muito se tinham habituado a tratar como “o Santo Condestável”.

Oitavo santo português canonizado, a vida de Nuno de Santa Maria tem a particularidade de se encontrar intimamente relacionada com a História de Portugal, a sua independência e consolidação da nacionalidade.

Nascido a 24 de Junho de 1360, o novo santo foi um dos portugueses que mais profundamente marcaram a história do país. Adquiriu o título de «Condestável do Reino» devido aos méritos na guerra de 1385 entre Portugal e Castela. Falecido em 1431, no convento do Carmo de Lisboa, sabe-se que o rei D. Duarte logo em 1437 (apenas seis anos após a sua morte), pediu que se organizasse o seu processo de canonização.

Contudo, por variadas razões, o processo não teve o andamento desejado. Somente nos fins do século XIX, as diligências ganharam novo fôlego com as instâncias do Postulador Geral da Ordem dos Carmelitas. Em 1894, o então Cardeal Patriarca, D. José Sebastião Neto, nomeou juiz da causa o arcebispo de Mitilene, D. Manuel Baptista da Cunha, futuro arcebispo de Braga. Dadas as vicissitudes dos últimos tempos da Monarquia e princípios da República, o processo só terminou no tempo do Patriarca D. António Mendes Belo. Enviado o processo para Roma, e feitas as diligências na Sagrada Congregação dos Ritos (actual Congregação para as Causas dos Santos), Bento XV, em 23 de Janeiro de 1918, confirmava o culto prestado a Nun´Álvares, inscrevendo-o no número dos beatos.

A beatificação do santo condestável trouxe um grande incremento no seu culto. Em todas as dioceses começou a celebrar-se a sua festa litúrgica, a 6 de Novembro. Nas comemorações do VIII centenário da fundação da nacionalidade, em 1940, o governo e os bispos portugueses pediram ao Papa que se retomasse a causa da canonização do Beato Nuno. Pio XII satisfez o pedido através de um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, com data de 28 de Maio de 1941. Mas ainda aí o processo de canonização do Beato Nuno não avançou. Foi reaberto a 13 de Julho de 2003, nas ruínas do Convento do Carmo, com sessão presidida por D. José Policarpo. O cardeal Patriarca definiu nessa celebração o Beato Nuno de Santa Maria como um modelo a seguir por todos os que exercem funções de responsabilidade. “Ele é um exemplo de um cristão que exerceu as suas missões civis com a coerência de um cristão” – sublinhou.


(Fonte: site Radio Vaticana)

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