Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 13 de julho de 2021

Porque há mal no mundo?

Esta pergunta tem resposta, mas só Deus a conhece inteiramente.


Às vezes comprovamos que «Deus escreve direito por linhas tortas», que certos males foram ocasião de se alcançarem bens maiores, mas nalguns casos a pergunta fica a ecoar sem resposta. Deus pede-nos confiança. Sabemos que Ele tem a última palavra e que um dia, no Céu, ouviremos a sua resposta a cada pergunta. Para já, confiamos e pedimos-Lhe, como rezamos no Pai nosso, «livrai-nos do mal».


Ao ler a ficha escolar do Tiago Mesquita Guimarães colocou-se novamente a questão do mal. A opinião dos professores é invulgarmente elogiosa:


— «O Tiago é muito responsável, autónomo, organizado, interessado e empenhado. Tem uma excelente postura na sala de aula».


Quanto ao aproveitamento académico:


— «À semelhança do período anterior, o Tiago manteve o seu aproveitamento e responsabilidade excelentes».


Obteve as classificações máximas, está perfeitamente integrado na turma e é apreciado pelos colegas:


— «Exerce o cargo de subdelegado com muita sabedoria e é muito solidário».


Os professores reiteraram que o aproveitamento escolar foi excelente, como já tinha sido nos períodos anteriores:


— «O Tiago é um aluno empenhado, tendo desenvolvido com excelência as aprendizagens essenciais a todas as disciplinas».


Ah! Existe uma excepção:


— «...excelência (...) a todas as disciplinas, excepto a Cidadania e Desenvolvimento, por falta de assiduidade. Parabéns!». Como se sabe, o Tiago não frequentou a tal disciplina de «Cidadania» porque os pais dele não aceitam que a escola se encarregue da educação sexual do filho.


Os professores resumiram o percurso escolar do Tiago numa palavra: «Parabéns!». As autoridades também foram sucintas, em duas palavras, «Não transita!».


O fanatismo impressiona sempre, mas quando a crueldade se abate sobre crianças com todo o poder da máquina do Estado, é difícil encontrar uma explicação. Porque há mal no mundo?


Não sei onde li que a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude. Realmente, por mais que tente, o vício não se consegue livrar desta vassalagem, cola-se desesperadamente à virtude, sem reparar que assim reconhece a sua própria fraqueza. Os ditadores propõem-se a «limpeza» étnica, o «saneamento», a «reeducação»... Propõem-se também «soluções finais», «legalidade», «cidadania e desenvolvimento» e até «liberdade» e «direitos humanos». Empunham bandeiras hipócritas porque sabem de que lado está a vitória. Parecem cheios de poder, enquanto não chega o dia em que não haverá ódio nem mentira.

José Maria C.S. André

Transmitir a fé aos filhos

O maior tesouro que os pais podem transmitir aos seus filhos é a fé. A fé dá um sentido para a vida. A vida cristã sincera liberta da amargura de uma existência sem Deus.

«Que atitudes da parte dos pais ajudam a transmitir a fé aos filhos?». Eis uma pergunta frequente sobre a qual vale a pena reflectir.

Cristian Smith sugere num artigo publicado em First Things algumas ideias muito interessantes sobre este assunto. Smith é sociólogo e professor na Universidade de Notre Dame e há vários anos que se dedica a estudar a transmissão da fé nas famílias norte-americanas.

A grande notícia, explica Smith, é que entre todos os factores que exercem alguma influência na vida religiosa dos filhos o maior de todos são sem dúvida nenhuma os próprios pais.

Não é que ir à catequese à paróquia ou estudar num colégio católico não ajude e tenha grande importância. No entanto, essa importância só pode reforçar a dos pais e nunca a pode substituir.

Isso não significa que praticar a fé na família garanta totalmente uma transmissão com êxito. Viver a fé é sempre uma decisão pessoal que ninguém pode tomar por nós.

No entanto, fora os casos excepcionais, o que é seguro é que se os pais estão comprometidos com a fé é muitíssimo mais provável que o mesmo aconteça com os seus filhos.

Em qualquer caso, o melhor modo de conseguir que no dia de amanhã os filhos não se afastem da religião é, segundo Smith, que os pais «sejam sinceros, que acreditem e pratiquem a fé de modo comprometido e fiel».

As crianças não se deixam enganar pelas aparências: veem a realidade! E quando a realidade é autêntica e vivificante sentem-se atraídas por ela.

Ser um bom cristão pode ser exigente, mas nunca é opressivo; é sempre libertador. E é, além disso, profundamente atraente!

Pe. Rodrigo Lynce de Faria