Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

terça-feira, 16 de abril de 2019

Terça-feira Santa: "A Cruz às costas, com um sorriso nos lábios"

Quanto mais de Cristo fores, maior graça terás para a tua eficácia na terra e para a felicidade eterna. Mas tens de decidir-te a seguir o caminho da entrega: a Cruz às costas, com um sorriso nos lábios, com uma luz na alma (Via Sacra, 2ª Estação, n. 3).

Ouves dentro de ti: "Como pesa esse jugo que livremente tomaste!"... É a voz do diabo; o fardo... da tua soberba. Pede humildade ao Senhor, e também tu entenderás aquelas palavras de Jesus: iugum enim meum suave est, et onus meum leve (Mt 9, 30), que me agrada traduzir, livremente, assim: o meu jugo é a liberdade, o meu jugo é o amor, o meu jugo é a unidade, o meu jugo é a vida, o meu jugo é a eficácia (Via Sacra, 2ª Estação, n. 4).

Há no ambiente uma espécie de medo da cruz, da Cruz do Senhor. Tudo porque começaram a chamar cruzes a todas as coisas desagradáveis que acontecem na vida, e não sabem aceitá-las com sentido de filhos de Deus, com visão sobrenatural.
Até tiram as cruzes que os nossos avós levantaram nos caminhos!
Na Paixão, a Cruz deixou de ser símbolo de castigo para se converter em sinal de vitória. A Cruz é o emblema do Redentor: in quo est salus, vita et ressurrectio nostra, ali está a nossa salvação, a nossa vida e a nossa ressurreição (Via Sacra, 2ª Estação, n. 5).

São Josemaria Escrivá

UMA SEMANA DE CAMINHO (3ª feira)

Pobre Pedro!

Convencido que dar a vida por Ti era coisa fácil, sem dor, logo é confrontado com a realidade: «Não cantará o galo, sem que Me tenhas negado três vezes».
E negou-Te três vezes, sem apelo, nem agravo, e depois chorou amargamente o seu arrependimento, ao cruzar os seus olhos com o teu olhar de doce e infinito perdão.

Quantas vezes me sinto forte, cheio de certezas, inabalável na convicção, e depois, às vezes, por uma coisa de nada, volto-Te as costas, abandono-Te, nego-Te, como se não Te conhecesse.

E Tu nada dizes, mas ficas serenamente à espera de cruzares o Teu olhar com o meu, à espera que o meu coração se abra ao Teu amor, ao Teu perdão, e eu “derreto-me” na Tua ternura, na doçura do - Eu amo-te – que dizes ao meu coração, e choro, choro amargamente no meu coração, não tanto por Te ter negado, mas mais por não ser digno do Teu amor.

Podia jurar, comprometer-me em compromisso inabalável, afirmando que nunca mais Te negarei, mas eu sei, e Tu sabes melhor do que eu, que essa jura, esse compromisso, vai ser quebrado quando a fraqueza da minha humanidade prevalecer sobre o amor divino que derramaste em mim.

Por isso, Senhor, apenas posso comprometer-me com tudo o que sou, a, por Tua graça, em cada negação da minha vida, procurar o Teu olhar de perdão, nele me deixar envolver, mergulhar na profundeza do Teu amor e reconhecer-Te, dizendo: «Meu Senhor e meu Deus.»

E eu sei, Senhor, com esta certeza da fé que me deste, que logo me abrirás os braços, (que aliás nunca fechas), me recolherás e apertarás junto a Ti, dizendo:
Pode o galo cantar todas as vezes que quiser, que se tu olhares para mim, entregando-te em amor, o Meu canto será melhor, o Meu canto será maior, porque é um canto de Amor.

Obrigado, Senhor!

Marinha Grande, 11 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

Feliz 92º aniversário natalício


Ad multos anos

Bento XVI completa hoje 92 anos, estando a receber mensagens de felicitações de autoridades políticas e religiosas, homens de cultura e fiéis.

Em 2011 o “L’Osservatore Romano” juntava-se às felicitações nestes termos: «Em nome dos seus leitores e de tantas pessoas em todo mundo que amam o Papa, estão próximas dele e manifestam a simpatia e interesse pela sua pessoa e palavras, que anunciam sem cansaço a convicção gozosa de que Deus é a luz do mundo.» acompanhada de uma imagem tradicional etíope em que os anjos veneram a cruz de Cristo, acompanhada da frase em latim Ad multos anos. No ocaso da sua vida terrena peço a Deus todos os dias pela sua saúde e pela divulgação do seu pensamento e valores firmes com que nos guiou e deixou como herança.

Pedir ao Senhor pelo Papa Emérito

Façamo-lo hoje, data do seu nonagésimo segundo aniversário, com redobrada intenção, mesmo aqueles entre vós que por uma razão ou outra possam não nutrir a maior das simpatias pela personalidade e pelo seu magistério,  não nos esqueçamos que foi escolhido em 2005 como sucessor de Pedro e que só pode ter sido o Divino Espírito Santo a iluminar o Conclave de então, facto que por si só é condição mais do que suficiente para que cheios de visão sobrenatural o respeitarmos profundamente.

Pessoalmente, dir-vos-ei, que não só o respeito como o amo com todo o meu entendimento e coração, pois ele guiou-nos na firmeza da fé, na alegria da esperança e na doçura da caridade neste mundo conturbado e onde o relativismo parece predominar.

JPR

Evangelho do dia 16 de abril de 2019

Tendo Jesus dito estas coisas, perturbou-Se em Seu espírito e declarou abertamente: «Em verdade, em verdade vos digo que um de vós Me há-de entregar». Olhavam, pois, os discípulos uns para os outros, não sabendo de quem falava. Ora um dos Seus discípulos, aquele que Jesus amava, estava recostado sobre o peito de Jesus. A este, Simão Pedro fez sinal, para lhe dizer: «De quem fala Ele?». Aquele discípulo, pois, tendo-se reclinado sobre o peito de Jesus, disse-Lhe: «Quem é, Senhor?». Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado que vou molhar». Molhando, pois, o bocado, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Atrás do bocado, Satanás entrou nele. Jesus disse-lhe então: «O que tens a fazer, fá-lo depressa». Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu por que lhe dizia isto. Alguns, como Judas era o que tinha a bolsa, julgavam que Jesus lhe dissera: «Compra as coisas que nos são precisas para o dia da festa», ou: «Dá alguma coisa aos pobres». Ele, pois, tendo recebido o bocado, saiu imediatamente; era noite. Depois que ele saiu, Jesus disse: «Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado n'Ele. Se Deus foi glorificado n'Ele, também Deus O glorificará em Si mesmo; e glorificá-l'O-á sem demora. Filhinhos, já pouco tempo estou convosco. Buscar-Me-eis, mas, assim como disse aos judeus: Para onde Eu vou, vós não podeis vir, também vos digo agora. Simão Pedro disse-Lhe: «Senhor, para onde vais?». Jesus respondeu-lhe: «Para onde Eu vou, não podes tu agora seguir-Me, mas seguir-Me-ás mais tarde». Pedro disse-lhe: «Porque não posso eu seguir-Te agora? Darei a minha vida por Ti». Jesus respondeu-lhe: «Darás a tua vida por Mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo sem que Me tenhas negado três vezes. 

Jo 13, 21-33.36-38

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Segunda-feira Santa: “Eu sou a luz do mundo”

Os nossos pecados foram a causa da Paixão: daquela tortura que deformava o semblante amabilíssimo de Jesus, perfectus Deus, perfectus homo. E são também as nossas misérias que agora nos impedem de contemplar o Senhor e nos apresentam a Sua figura turva e desfeita.

Quando temos a vista turva, quando os olhos se enevoam, precisamos de ir à luz. E Cristo disse: ego sum lux mundi (Jo VIII, 12)!, Eu Sou a luz do mundo. E acrescenta: o que Me segue não anda nas trevas; mas terá a luz da vida. (Via Sacra, 6ª Estação nº 1)


Esta semana, que o povo cristão tradicionalmente chama Santa, oferece-nos uma vez mais a possibilidade de considerar - de reviver - os momentos em que se consuma a vida de Jesus.

Tudo o que as diversas manifestações de piedade nos trazem à memória nestes dias se encaminha decerto para a Ressurreição, que é o fundamento da nossa fé, como escreve S. Paulo. Mas não percorramos este caminho demasiado depressa; não deixemos cair no esquecimento alguma coisa muito simples, que por vezes parece escapar-nos: não poderemos participar da Ressurreição do Senhor se não nos unirmos à sua Paixão e à sua Morte. Para acompanhar a Cristo na sua glória no final da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto no Calvário. (…)


Meditemos no Senhor, chagado dos pés à cabeça por amor de nós. Com frase que se aproxima da realidade, embora não consiga exprimi-la completamente, podemos repetir com um escritor de há séculos: O corpo de Jesus é um retábulo de dores. A vista de Cristo feito um farrapo, transformado num corpo inerte descido da Cruz e confiado a sua Mãe, à vista desse Jesus destroçado, poder-se-ia concluir que esta cena é a exteriorização mais clara de uma derrota. Onde estão as massas que O seguiram e o Reino cuja vinda anunciava? Contudo, não temos diante dos olhos uma derrota, mas sim uma vitória: está agora mais perto do que nunca o momento da Ressurreição, da manifestação da glória que Cristo conquistou com a sua obediência. (Cristo que Passa, 95)

Somos todos chamados a ter Alma Sacerdotal

«De todos os regenerados em Cristo, o sinal da cruz faz reis, a unção do Espírito Santo consagra sacerdotes, para que, independentemente do serviço particular do nosso ministério, todos os cristãos espirituais no uso da razão se reconheçam membros desta estirpe real e participantes da função sacerdotal. De facto, que há de tão real para uma alma como governar o seu corpo na submissão a Deus? E que há de tão sacerdotal como oferecer ao Senhor uma consciência pura, imolando no altar do seu coração as vítimas sem mancha da piedade?»

(São Leão Magno - Sermão 4, 1)

Intima reflexão de Bento XVI sobre o sacerdócio e sobre a amizade especial que liga cada sacerdote a Cristo

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e no dia (29 de junho de 2011) em que se assinalam os 60 anos de ordenação sacerdotal de Bento XVI, o Papa hoje emérito, presidiu no altar da confissão da Basílica de S. Pedro a concelebração eucarística com 41 arcebispos metropolitas de todo o mundo, incluindo sete brasileiros e dois angolanos que receberam das mãos do Santo Padre o pálio, uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição" da Igreja Católica. Os dois angolanos foram os arcebispos de Malange e Saurimo, respectivamente D. Luís Maria Perez de Onraita Aguirre e D. José Manuel Imbamba.

Presente na Basílica de S. Pedro uma delegação do patriarcado ortodoxo de Constantinopla, enviada pelo patriarca Bartolomeu I.

Bartolomeu I, por seu lado, enviou uma mensagem em que diz partilhar o “ardor” de Bento XVI pelo restabelecimento da “plena comunhão” entre todos os cristãos.

Desde 1969, uma delegação do patriarcado de Constantinopla [Turquia] desloca-se anualmente ao Vaticano a 29 de junho, visita que é retribuída com a presença em Istambul de uma representação católica a 30 de novembro, data que os calendários litúrgicos do Oriente e do Ocidente dedicam ao apóstolo Santo André, um dos doze discípulos de Jesus e irmão de São Pedro.

Uma longa e intima reflexão sobre o sacerdócio, sobre a amizade especial que liga cada sacerdote a Cristo, filtrada através das recordações dos seus 60 anos de ministério que ocorrem precisamente neste dia 29. Este o percurso interior que Bento XVI seguiu na homilia da Missa.

Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação: «Já não sois servos, mas amigos»:

Bento XVI iniciou com estas palavras a extraordinária homilia proferida nesta quarta feira (29/06/2011), festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e portanto da Sede de Roma, mas também 60 aniversario da ordenação sacerdotal dos irmãos Ratzinger.

Nesta frase – explicou comentando a citação que no contesto da ordenação sacerdotal é referida á faculdade de perdoar os pecados - está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Perguntou o Papa citando a resposta dos antigos: querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas.

A amizade – explicou - é uma comunhão do pensar e do querer. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo.

Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor – recordou depois o Papa - menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós.

E com voz comovida Bento XVI implorou:
“Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convosco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

E a concluir a sua homilia, pensando nos 60 anos de ministério sacerdotal o Papa disse:

“Nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam”.

Durante a missa, os participantes rezaram por Bento XVI, pedindo que “seja confirmado pela força do Espírito Santo” e agradecendo “pelo dom dos 60 anos do seu sacerdócio.

Em português foram lembradas “todas as pessoas que vivem na solidão e na amargura, na doença e na angústia, nas malhas do vício e do pecado”, com um apelo à “solidariedade dos irmãos”.

(Fonte: Rádio Vaticano)

UMA SEMANA DE CAMINHO

Ontem chegaste a Jerusalém!

No meio de toda aquela gente, estava também eu, a dar vivas ao Rei, àquele que me vinha libertar do jugo do opressor, dos tiranos que mandavam pela força das armas, na minha terra.

Nem por um momento duvidei disso!
Ia ser agora a hora da libertação!

E vou caminhando, vou-Te seguindo, passo a passo, nesta semana, até Te ver preso, escarnecido, humilhado, arrastado pelo chão sem reagires, e então, já não Te darei vivas, mas gritarei com todos os outros: Crucifica-O, crucifica-O!

Eu esperava, (por vezes ainda espero), por um rei que me libertasse das dores, dos sofrimentos, das contrariedades do mundo, e afinal, veio Alguém que aparentemente se deixou derrotar pelo mundo.

Pois, não compreendo tantas coisas, mas mesmo por vezes afastado, continuo a seguir-Te no caminho, na esperança que se torna cada vez mais real, que afinal vieste para me libertar, sim, mas da lei do pecado, do pecado que realmente escraviza e leva à morte.

E hoje, passada a festa da Tua chegada à cidade, recomeço a caminhada, entrando dentro de mim, para Te encontrar, para me encontrar, e durante estes dias, mesmo com medo, mesmo com dúvidas, me unir a Ti na dor, na paixão, na morte, para finalmente dar novamente vivas ao Rei que me libertou e me liberta todos os dias em que me entrego para fazer a Tua vontade.

Ajuda-me, Senhor, quero fazer o caminho do Teu amor!

Marinha Grande, 10 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

Evangelho do dia 15 de abril de 2019

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde se encontrava Lázaro, que Jesus tinha ressuscitado. Ofereceram-Lhe lá uma ceia. Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Ele. Então, Maria tomou uma libra de perfume feito de nardo puro de grande preço, ungiu os pés de Jesus e Os enxugou com os seus cabelos; e a casa encheu-se com o cheiro do perfume. Judas Iscariotes, um dos Seus discípulos, aquele que O havia de entregar, disse: «Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários para se dar aos pobres?». Disse isto, não porque se importasse com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, roubava o que nela se deitava. Mas Jesus respondeu: «Deixa-a; ela reservou este perfume para o dia da Minha sepultura; porque pobres sempre os tereis convosco, mas a Mim nem sempre Me tereis». Uma grande multidão de judeus soube que Jesus estava ali e foi lá, não somente por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro, a quem Ele tinha ressuscitado dos mortos. Os príncipes dos sacerdotes deliberaram então matar também Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.

Jo 12, 1-11

domingo, 14 de abril de 2019

Amar a Cristo...

Ó meu Jesus, ajuda-nos a viver de coração contrito, mas apaixonado e alegre a Semana Maior que amanhã se inicia. Contrito como sinal de total entrega e humildade, apaixonado, porque a Ti, pelo Pai e pelo Espírito Santo, que sois um só Deus, tudo devemos e alegre, porque que a Tua Ressurreição é a nossa Salvação e a nossa Esperança no mundo que há-de vir.

A salvação, a glória e o poder a Jesus Cristo, Nosso Senhor!

JPR

Senhor, socorre-me

Sinais inequívocos da verdadeira Cruz de Cristo: a serenidade, um profundo sentimento de paz, um amor disposto a qualquer sacrifício, uma eficácia grande, que dimana do próprio Lado de Jesus, e sempre – de modo evidente – a alegria: uma alegria que procede de saber que, quem se entrega de verdade, está junto da Cruz e, por conseguinte, junto de Nosso Senhor. (Forja, 772)

Aconselharei a quem quiser aprender com a experiência de um pobre sacerdote que não pretende falar senão de Deus, que, quando a carne tentar recobrar os seus foros perdidos, ou a soberba – que é pior – se revoltar e se encabritar, correr a abrigar-se nessas divinas fendas abertas no Corpo de Cristo pelos cravos que O seguraram à Cruz e pela lança que atravessou o Seu peito. Vamos como nos comover mais; derramemos nas Chagas de Nosso Senhor todo esse amor humano... e esse amor divino. Que isto é desejar a união, sentir-se irmão de Cristo, ser seu consanguíneo, filho da mesma Mãe, porque foi Ela que nos levou até Jesus.

Afã de adoração, ânsias de desagravo com sossegada suavidade e com sofrimento. Far-se-á vida na nossa vida a afirmação de Jesus: aquele que não toma a sua cruz para me seguir, não é digno de mim. E Nosso Senhor manifesta-se-nos cada vez mais exigente, pede-nos reparação e penitência, até nos fazer experimentar o fervoroso desejo de querer viver para Deus, pregado na cruz juntamente com Cristo. Mas guardamos este tesouro em vasos de barro frágil e quebradiço, para que se reconheça que a grandeza do poder que se vê em nós é de Deus e não nossa.

Vemo-nos acossados por toda a espécie de atribulações e nem por isso perdemos o ânimo; encontramo-nos em grandes apuros, mas não desesperados, ou sem recursos; somos perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não inteiramente perdidos: trazemos sempre no nosso corpo por toda a parte a mortificação de Jesus.

Parece-nos, além disso, que Nosso Senhor não nos escuta, que andamos enganados, que só se ouve o monólogo da nossa voz. Encontramo-nos como se não tivéssemos apoio na terra e fossemos abandonados pelo Céu. No entanto, é verdadeiro e prático o nosso horror ao pecado, mesmo ao pecado venial. Com a obstinação da Cananeia, prostramo-nos rendidamente como ela, que O adorou, implorando: Senhor, socorre-me. E desaparece a obscuridade, superada pela luz do Amor. (Amigos de Deus, 303–304)

São Josemaría Escrivá

Homilia na Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

As aclamações da entrada em Jerusalém e a humilhação de Jesus. Os gritos festosos e o encarniçamento feroz. Anualmente, este duplo mistério acompanha a entrada na Semana Santa com os dois momentos caraterísticos desta celebração: ao início, a procissão com os ramos de palmeira e de oliveira e, depois, a leitura solene da narração da Paixão.

Deixemo-nos envolver nesta ação animada pelo Espírito Santo, para obtermos o que se pede na oração: acompanhar com fé o caminho do nosso Salvador e ter sempre presente o grande ensinamento da sua Paixão como modelo de vida e de vitória contra o espírito do mal.

Jesus mostra-nos como enfrentar os momentos difíceis e as tentações mais insidiosas, guardando no coração uma paz que não é isolamento, não é ficar impassível nem fazer o super-homem, mas confiante abandono ao Pai e à sua vontade de salvação, de vida, de misericórdia; e Jesus, em toda a sua missão, viu-Se assaltado pela tentação de «fazer a sua obra», escolhendo Ele o modo e desligando-Se da obediência ao Pai. Desde o início, na luta dos quarenta dias no deserto, até ao fim, na Paixão, Jesus repele esta tentação com uma obediente confiança no Pai.

E hoje, na sua entrada em Jerusalém, também nos mostra o caminho. Pois, neste acontecimento, o maligno, o príncipe deste mundo, tinha uma carta para jogar: a carta do triunfalismo, e o Senhor respondeu permanecendo fiel ao seu caminho, o caminho da humildade.

O triunfalismo procura tornar a meta mais próxima por meio de atalhos, falsos comprometimentos. Aposta na subida para o carro do vencedor. O triunfalismo vive de gestos e palavras, que não passaram pelo cadinho da cruz; alimenta-se da comparação com os outros, julgando-os sempre piores, defeituosos, falhados... Uma forma subtil de triunfalismo é a mundanidade espiritual, que é o maior perigo, a mais pérfida tentação que ameaça a Igreja (Henri de Lubac). Jesus destruiu o triunfalismo com a sua Paixão.

Verdadeiramente o Senhor aceitou e alegrou-Se com a iniciativa do povo, com os jovens que gritavam o seu nome, aclamando-O Rei e Messias. O seu coração rejubilava ao ver o entusiasmo e a festa dos pobres de Israel, de tal maneira que, aos fariseus que Lhe pediam para censurar os discípulos pelas suas escandalosas aclamações, Jesus respondeu: «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40). Humildade não significa negar a realidade, e Jesus é realmente o Messias, o Rei.

Mas, ao mesmo tempo o coração de Cristo encontra-se noutro caminho, no caminho santo que só Ele e o Pai conhecem: aquele que vai da «condição divina» à «condição de servo», o caminho da humilhação na obediência «até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 6-8). Ele sabe que, para chegar ao verdadeiro triunfo, deve dar espaço a Deus; e, para dar espaço a Deus, só há um modo: odespojamento, o esvaziamento de si mesmo. Calar, rezar, humilhar-se. Com a cruz, não se pode negociar: abraça-se ou recusa-se. E, com a sua humilhação, Jesus quis abrir-nos o caminho da fé e preceder-nos nele.

Atrás d’Ele, a primeira que o percorreu foi a sua Mãe, Maria, a primeira discípula. A Virgem e os santos tiveram que padecer para caminhar na fé e na vontade de Deus. No meio dos acontecimentos duros e dolorosos da vida, responder com a fé custa «um particular aperto do coração» (cf. São João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 17). É a noite da fé. Mas, só desta noite é que desponta a aurora da ressurreição. Ao pé da cruz, Maria repensou nas palavras com que o Anjo Lhe anunciara o seu Filho: «Será grande (…). O Senhor Deus vai dar-Lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim» (Lc 1, 32-33). No Gólgota, Maria depara-Se com o desmentido total daquela promessa: o seu Filho agoniza numa cruz como um malfeitor. Deste modo o triunfalismo, destruído pela humilhação de Jesus, foi igualmente destruído no coração da Mãe; ambos souberam calar.

Precedidos por Maria, incontáveis santos e santos seguiram a Jesus pelo caminho da humildade e da obediência. Hoje, Dia Mundial da Juventude, quero lembrar os inúmeros santos e santas jovens, especialmente os de «ao pé da porta», que só Deus conhece e que às vezes gosta de no-los revelar de surpresa. Queridos jovens, não vos envergonheis de manifestar o vosso entusiasmo por Jesus, gritar que Ele vive, que é a vossa vida. Mas, ao mesmo tempo não tenhais medo de O seguir pelo caminho da cruz. E, quando sentirdes que vos pede para renunciardes a vós mesmos, para vos despojardes das próprias seguranças confiando-vos completamente ao Pai que está nos céus, então alegrai-vos e exultai! Encontrais-vos no caminho do Reino de Deus.

Aclamações festosas e encarniçamento feroz; é impressionante o silêncio de Jesus na sua Paixão. Vence inclusivamente a tentação de responder, de ser «mediático». Nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso. A mansidão do silêncio far-nos-á aparecer ainda mais frágeis, mais humilhados, e então o demónio ganha coragem e sai a descoberto. Será necessário resistir-lhe em silêncio, «conservando a posição», mas com a mesma atitude de Jesus. Ele sabe que a guerra é entre Deus e o príncipe deste mundo, e não se trata de empunhar a espada, mas de permanecer calmo, firme na fé. É a hora de Deus. E, na hora em que Deus entra na batalha, é preciso deixá-Lo agir. O nosso lugar seguro será sob o manto da Santa Mãe de Deus. E enquanto esperamos que o Senhor venha e acalme a tempestade (cf. Mc4, 37-41), com o nosso testemunho silencioso e orante, demos a nós mesmos e aos outros a «razão da esperança que está em [nós]» (1 Ped 3, 15). Isto ajudar-nos-á a viver numa santa tensão entre a memória das promessas, a realidade do encarniçamento palpável na cruz e a esperança da ressurreição.

Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa

Meditações do então Prelado do Opus Dei em 2013

Domingo de Ramos: "Bendito seja o Rei"

Com obras de serviço, podemos preparar a Nosso Senhor um triunfo maior que o da sua entrada em Jerusalém... Porque não se repetirão as cenas de Judas, nem a do Jardim das Oliveiras, nem aquela noite cerrada... Conseguiremos que o mundo arda nas chamas do fogo que veio trazer à terra!... E a luz da verdade - o nosso Jesus - iluminará as inteligências num dia sem fim (Forja, 947).

Lemos no dia de hoje estas palavras de profunda alegria: os filhos dos hebreus, levando ramos de oliveira, saíram ao encontro do Senhor, aclamando e dizendo: glória nas alturas (Antífona na distribuição dos ramos).

A aclamação a Jesus Cristo une-se, na nossa alma, com aquela que saudou o seu nascimento em Belém. E, à sua passagem, conta-nos S. Lucas, as multidões estendiam os seus mantos no caminho. E, quando já ia chegando à descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos seus discípulos começou alegremente a louvar a Deus em altas vozes por todas as maravilhas que tinham visto, dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas (Lc 19, 36-38). (...)

Neste Domingo de Ramos, quando Nosso Senhor começa a semana decisiva para a nossa salvação, deixemo-nos de considerações superficiais e vamos ao que é central, ao que verdadeiramente é importante. Pensai no seguinte: aquilo que devemos pretender é ir para o Céu. Se não, nada vale a pena. Para ir para o Céu é indispensável a fidelidade à doutrina de Cristo. Para ser fiel é indispensável porfiar com constância no nosso combate contra os obstáculos que se opõem à nossa eterna felicidade. (...)

O cristão pode viver com a segurança de que, se quiser lutar, Deus o acolherá na sua mão direita, como se lê na Missa desta festa. Jesus, que entra em Jerusalém montado num pobre burrico, Rei da paz, é quem diz: o, reino dos céus alcança-se com violência, e os violentos arrebatam-no (Mt 11, 12). Essa força não se manifesta na violência contra os outros; é fortaleza para combater as próprias debilidades e misérias, valentia para não mascarar as nossas infidelidades, audácia para confessar a fé, mesmo quando o ambiente é contrário (Cristo que passa, 73-82).

São Josemaria Escrivá

Bom Domingo do Senhor!

Que no início da Semana Santa também conhecida como Semana Maior meditemos profundamente na Paixão e Morte do Senhor como nos narra o Santo Evangelho de hoje (Lc 22,14-71.23,1-56) para através delas chegarmos à Sua Gloriosa Ressurreição.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor que cumprindo a vontade do Pai se entregou à Morte para nos Salvar

«Bendito Aquele que vem, o nosso Rei»

Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo
Sermão 9, para o Dia de Ramos; PG 65, 772 (a patir da trad. Brésard, 2000 anos, ano C, p. 108)

O dia de hoje, meus bem-amados, é da maior importância. É um dia que nos solicita um grande desejo, uma pressa imensa, um alento vivo, para nos conduzir ao encontro do Rei dos Céus. Paulo, o mensageiro da Boa Nova, dizia-nos: «O Senhor está perto. Não vos inquieteis» (Fil 4, 5-6). [...]

Acendamos, pois, as lamparinas da fé; à semelhança das cinco virgens sensatas (Mt 25, 1ss.), enchamo-las do óleo da misericórdia para com os pobres; acolhamos a Cristo bem despertos, e cantemos-Lhe com as palmas da justiça na mão. Beijemo-Lo, derramando sobre Ele o perfume de Maria (Jo 12, 3). Oiçamos o cântico da ressurreição: que as nossas vozes se elevem, dignas da majestade divina, e brademos com o povo, soltando esse grito que se escapa das bocas da multidão: «Hossana nas alturas! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel». É razoável chamar-Lhe «Aquele que vem», porque Ele vem sem cessar, porque Ele nunca nos falta: «O Senhor está próximo de quantos O invocam em verdade» (Sl 144, 18). «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor».

O Rei manso e pacífico está à nossa porta. Aquele que tem o trono nos céus, acima dos querubins, senta-Se, cá em baixo, sobre uma burrinha. Preparemos a casa da nossa alma, limpemos as teias de aranha que são os mal-entendidos fraternos, que não haja em nós a poeira da maledicência. Difundamos às mãos-cheias a água do amor, e apaziguemos todas as feridas criadas pela animosidade; semeemos o vestíbulo dos nossos lábios com as flores da piedade. E soltemos então, na companhia do povo, esse grito que brota dos lábios da multidão: «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel».

Aquela Páscoa judia, tão diferente...

Durante a Semana Santa, que começa hoje, a liturgia católica leva-nos a viver uma Páscoa judaica surpreendente. Recordo a perplexidade de Scott Hahn, hoje um grande biblista católico, no tempo em que ele ainda era protestante. Um dia, ao fio dos Evangelhos, o pregador da sua comunidade protestante foi seguindo os passos da Última Ceia, conforme o cânone habitual da Páscoa judaica. Até dada altura, tudo decorria da forma habitual, ainda que num clima de extraordinária intensidade.

A minúcia dos preparativos, da sala e da celebração, anunciava algo especial e Cristo começou por alertar os discípulos para a importância do momento: «Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco, antes de padecer».

A celebração judaica começa com as abluções rituais. O mais novo da família leva uma jarra e uma bandeja, deitando a água da purificação sobre as pontas dos dedos de cada um. Neste caso, não foi o menos importante – foi o próprio Cristo! – Quem fez a ablução. E não derramou água sobre os dedos: pôs uma toalha à cintura e lavou os pés a cada um dos discípulos. Pedro recusa uma coisa dessas! Depois, é tal a insistência de Cristo, que aceita...

Seguiram-se os salmos do costume e vários cálices rituais, em acção de graças, como símbolo da Aliança do Povo com Deus, etc., até que Cristo altera o sentido de tudo ao estabelecer uma Aliança nova: «Este cálice é a nova Aliança no meu Sangue, derramado por vós». Neste momento, Cristo coloca-Se a Si próprio como novo centro da acção litúrgica: «todas as vezes que o beberdes, fazei isto em memória de Mim».

Scott Hahn
Há outros elementos revolucionários naquela celebração pascal, mas o que mais surpreendeu Scott Hahn e a sua congregação protestante foi que, imediatamente antes do momento culminante, que seria o cálice da Consumação, Cristo interrompe a cerimónia. Não só interrompe, como o declara solenemente, como se fizesse de propósito: «não tornarei a beber o fruto da videira, até àquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus». Levantaram-se, pois, e saíram para o Monte das Oliveiras. A comunidade de Scott Hahn não sabia o que pensar. Talvez Jesus estivesse perturbado pela iminência da morte, talvez se tivesse esquecido de concluir a cerimónia da Páscoa...

Hahn decidiu reler os Evangelhos de uma ponta à outra, à procura do cálice que faltava, o cálice da Consumação. A conclusão imediata é que não tinha havido esquecimento, quase se diria que Jesus não pensava noutra coisa. Jesus sai do cenáculo da Última Ceia a falar do cálice que faltava: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice! Mas não se faça a minha vontade mas a tua». «Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade!...». Chegam Judas e os soldados, Pedro pega numa espada e corta a orelha de Malco, um criado do Sumo Sacerdote. Jesus cura milagrosamente o ferido e diz a Pedro «Mete a tua espada na bainha. Eu não havia de beber o cálice que o Pai Me deu?».

Aquele cálice, vinha inclusivamente de muito antes. Ao pedido da mãe de Tiago e João, responde com um desafio misterioso: «Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber, ou ser baptizados no baptismo com que Eu vou ser baptizado?» – qual cálice, tão singular? Qual baptismo, se Jesus já tinha sido baptizado no Jordão?

No final da Paixão, pendurado da Cruz, momentos antes de morrer, ressurge a referência à consumação da Aliança. «Sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse “tenho sede”. Havia ali um vaso de vinagre...» e um dos que estavam ali «correu a tomar uma esponja, ensopou-a, pô-la sobre uma cana e deu-Lhe de beber»... «Deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber». Não, aquele vinho misturado com fel não era o cálice esperado; aquele «tenho sede» não era a pedir aquele vinho. Imediatamente a seguir, Jesus exclama «Tudo está consumado!» e, inclinando a cabeça, expirou.

De repente, Scott Hahn percebeu que a Última Ceia só terminava no Calvário, no momento em que se estabelece a nova Aliança «no sangue derramado por Cristo». A Última Ceia é uma unidade com todo o oferecimento de Cristo na Paixão. Participar na Missa é participar no Sacrifício de Cristo na Cruz. Como diz S. Paulo aos de Corinto, «porventura o cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo?». Cristo é, como diz S. Paulo a seguir, «a vítima imolada no altar». S. Paulo recorda como o próprio Jesus tinha avisado os discípulos, na Última Ceia, de que aquele vinho consagrado apontava para a sua morte no Calvário: «Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha».

Um dia, na universidade protestante em que dava aulas, Scott Hahn apresentou esta sua investigação e ouviu um comentário de um aluno que tinha tido catequese católica em pequeno: «Isso faz todo o sentido, mas recorda-me o catecismo de Baltimore!». Scott nunca tinha ouvido falar de um «catecismo de Baltimore», porque era um livrinho elementar, o primeiro catecismo das crianças católicas da época, e por isso ainda acusou mais o toque. Então, os católicos, esses heréticos, ensinam às crianças que a Missa é a renovação do Sacrifício do Calvário?! Algo que ele só tinha descoberto ao fim de tanto esforço de investigação?!

Primeiro, Scott ficou furioso, despeitado. Depois, continuou a investigar e fez-se católico.
José Maria C.S. André
25-III-2018
Spe Deus

Viver a Semana Santa

A participação ativa, consciente e cheia de amor, nos ofícios litúrgicos destes dias é-nos oferecida como a melhor maneira de estarmos com Jesus nos Seus densos momentos de angústia e de sofrimento. Assim, a Semana Santa não se reduzirá a uma mera recordação, pois nela se considera o mistério de Jesus Cristo, que se prolonga nas nossas almas [S. Josemaria, Cristo que passa, n. 96].

Sintamo-nos em profunda comunhão com toda a Igreja que, de um lado ao outro da Terra, celebra com amor e recolhimento estes divinos mistérios. Rezemos especialmente pelos que vão receber o Batismo na Vigília Pascal, e por todos os outros, para que, conduzidos pela graça do Espírito Santo, nos aproximemos cada vez mais de Deus nestes dias, com a decisão de seguir Cristo com plenitude de entrega.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

(D. Javier Echevarría na sua carta de Abril de 2012)