Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Implora a misericórdia divina

Realmente, a cada um de nós, como a Lázaro, foi um "veni foras", sai para fora, que nos pôs em movimento. Que pena dão aqueles que ainda estão mortos, e não conhecem o poder da misericórdia de Deus! Renova a tua alegria santa porque, face ao homem que se desintegra sem Cristo, se levanta o homem que ressuscitou com Ele. (Forja, 476)

É bom que tenhamos considerado as insídias destes inimigos da alma: a desordem da sensualidade e a leviandade; o desatino da razão que se opõe ao Senhor; a presunção altaneira, esterilizadora do amor a Deus e às criaturas.

Todas estas disposições de ânimo são obstáculos certos e o seu poder perturbador é grande. Por isso a liturgia faz-nos implorar a misericórdia divina: a ti elevo a minha alma, Senhor, meu Deus. E em ti confio; não seja eu confundido! Não riam de mim os meus inimigos, rezamos no intróito. E na antífona do ofertório iremos repetir: espero em ti,; que eu não seja confundido!

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia.

Se lerdes as Santas Escrituras, descobrireis constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra, estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem; cerca-nos, antecede-nosmultiplica-se para nos ajudar e foi continuamente confirmada. Deus tem-nos presente na sua misericórdia, ao ocupar-se de nós como Pai amoroso. É uma misericórdia suaveagradável, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da seca.

Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. E, noutra ocasião: Sede pois misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso(Cristo que passa, 7)

São Josemaría Escrivá

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 4 de Dezembro

Maria, Mãe do Amor Formoso

Amigos de Deus, 277 Eu sou a Mãe do amor formoso, do temor, da ciência e da santa esperança, lições que hoje nos recorda Santa Maria. Lição de amor formoso, de vida limpa, de um coração sensível e apaixonado, para que aprendamos a ser fiéis ao serviço da Igreja. Este não é um amor qualquer; é o Amor. Aqui não há traições, nem cálculos, nem esquecimentos. Um amor formoso, porque tem como princípio e como fim o Deus três vezes Santo, que é toda a Beleza e toda a Bondade e toda a Grandeza. Mas também se fala de temor. Não concebo outro temor senão o de nos afastar- mos do Amor. Porque Deus Nosso Senhor não nos quer abatidos, timoratos ou com uma entrega anódina. Precisa de que sejamos audazes, valentes, delicados. O temor, que o texto sagrado nos recorda, traz-nos à lembrança aquela outra queixa da Escritura: procurei o amado da minha alma; procurei-o e não o encontrei. Isto pode acontecer, se o homem não compreendeu, até ao fundo, o que significa amar a Deus. Sucede então que o coração se deixa arrastar por coisas que não conduzem ao Senhor. E, por consequência, perdemo-lo de vista. Outras vezes será talvez o Senhor quem se esconde; ele sabe porquê. Anima-nos assim a procurá-lo com maior ardor e, quando o descobrimos, exclamamos cheios de júbilo; encontrei-o e já não o deixarei.

Caminho, 144 A pureza limpidíssima de toda a vida de João torna-o forte diante da Cruz. – Os outros apóstolos fogem do Gólgota; ele, com a Mãe de Cristo, fica. – Não esqueças que a pureza enrijece, viriliza o carácter.

Amigos de Deus, 183 Este nosso coração nasceu para amar e, quando não se lhe dá um afecto puro, limpo e nobre, vinga-se e enche-se de miséria. O verdadeiro amor de Deus, que pode traduzir-se por viver uma vida bem limpa, está tão longe da sensualidade como da insensibilidade e tão longe de qualquer sentimentalismo como da ausência de coração ou da sua dureza.

Caminho, 902 Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?!

Cristo que passa, 187 Maria, a Mãe santa do nosso Rei, a Rainha do nosso coração, cuida de nós como só Ela sabe fazê-lo. Mãe compassiva, trono da graça, pedimos-te que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema simples da caridade, quasi fluvium pacis, como um rio de paz. Porque tu és mar de inesgotável misericórdia: os rios vão dar todos ao mar e o mar não se enche.

Oração
Deves pedir com confiança a Nossa Senhora, agora mesmo, na solidão acompanhada do teu coração, silenciosamente: Minha Mãe, este meu pobre coração rebela-se tolamente... se tu não me proteges... E amparar-te-á para que o guardes puro e percorras o caminho a que Deus te chamou.
Amigos de Deus, 180

O desejo de representar a humanidade

Minhas filhas e filhos, o Natal, verdadeira festa da alegria, é um convite real para adorarmos Deus e dar-Lhe graças pela Sua benevolência. Nós, os milhares de pessoas que nos alimentamos do espírito da Obra, desejamos – como o nosso Padre dizia numa meditação pregada numa destas festas – representar toda a humanidade. Estamos certos que (...) em todos os lugares do mundo, também nalgum sítio onde se persegue a Igreja, haverá irmãs e irmãos vossos que se sentem representantes de todos os homens e dizem ao Senhor: sabemos que nasceste hoje. Viemos adorar-Te em nome de todas as criaturas: Veníte, adorémos. Porque estas palavras são uma resposta da Santa Igreja ao clamor dos Anjos que se ouviu no mundo, rompendo o silêncio dos séculos [6].
Bento XVI sublinhava, há dez anos, que nestas celebrações, tanto a liturgia como a piedade popular recorrem a símbolos que nos tornam mais evidente o significado do Natal. A luz e os enfeites evocam o desejo do bem que vive no mais profundo do coração humano: “A luz do bem que vence o mal, do amor que supera o ódio, da vida que derrota a morte” [7]. Portanto, “ao vermos as ruas e praças das cidades enfeitadas com luzes resplandecentes, recordemos que estas luzes evocam outra luz, invisível aos olhos mas não ao coração. Enquanto as apreciamos, ao acendermos as velas nas igrejas ou a iluminação do presépio e da árvore de Natal nas nossas casas, o nosso ânimo se abra à verdadeira luz espiritual, trazida a todos os homens de boa vontade. O Deus connosco, nascido da Virgem Maria em Belém, é a Estrela da nossa vida!” [8]
Esforcemo-nos para que os detalhes exteriores que adornam o Natal em casa e em muitos outros locais não se reduzam a fogos de artifício [9], mas que sejam meios que nos facilitem acolher Jesus mais generosamente. Com a nossa atuação, ajudemos a que muitas pessoas tomem consciência do que significa esta Noite Santa, para que todos nos comportemos como bons filhos de Deus.
[6]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, 25-XII-1968.
[7]. Papa Bento XVI, Discurso na Audiência Geral, 21-XII-2005.
[8]. Papa Bento XVI, Discurso na Audiência Geral, 21-XII-2005.
[9]. S. Josemaria, Caminho, n. 247.


(D. Javier Echevarría na carta do mês de dezembro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja, †749

Nasceu em 675, em Damasco (Síria), no período em que o Cristianismo tinha uma certa liberdade, tanto assim que o pai de João era cristão e amigo dos Sarracenos, que naquela época eram senhores do país. Esta estima estendia-se também ao filho. Os raros talentos e merecimentos deste levaram o Califa a distingui-lo com a sua confiança e nomeá-lo perfeito de Damasco.

João Damasceno, ainda jovem e ajudante do pai, gozava de muitos privilégios financeiros, mas ao compreender o amor de Cristo pobre deu atenção à palavra que mostra as dificuldades de os ricos (os que vivem só para as riquezas) entrarem no Reino dos Céus. Assim, num forte desejo de perfeição, renunciou a todos os bens e deu-os aos pobres. Preferiu uma vida de maus tratos a uma vida de pecado . Retirou-se para um convento de São Sabas perto de Jerusalém e passou a viver na humildade, caridade e alegria. Escreveu inúmeras obras tratando de vários assuntos sobre teologia dogmática, apologética e outras, que fizeram  São João digno do título de Doutor da Igreja.

Certa vez, os hereges prenderam São João e cortaram-lhe a mão direita para não mais escrever, mas por intercessão de Nossa Senhora foi curado. Seu amor à Mãe de Jesus foi tão concreto que foi São João quem tomou presente a doutrina sobre a Imaculada Conceição, a maternidade divina, a virgindade, a Assunção em corpo e alma de Maria.

Foi declarado doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII em 1890.

Livro de Horas